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Oi, Gente, hoje o podcast é dedicado a um conceito frequentemente mal interpretado: o “Homem Cordial”, cunhado por Sérgio Buarque de Holanda em 1936, no seu livro Raízes do Brasil.
Para Sérgio, a cordialidade vinha de "cordis" (coração) e significava uma crítica aos brasileiros, que, segundo ele, tomam tudo como uma questão de afeto e, assim, misturam as esferas privadas com as públicas.
No entanto, uma suposta cordialidade, entendida como simpatia, está tão inserida em nossa cultura que muita gente achou que o termo era um elogio. Nada disso! Holanda dizia que a cordialidade era um impedimento à nossa modernidade e explicava práticas danosas para a democracia, como patrimonialismo e nepotismo. E, nesse sentido, continua ainda muito atual.
By Lilia SchwarczOi, Gente, hoje o podcast é dedicado a um conceito frequentemente mal interpretado: o “Homem Cordial”, cunhado por Sérgio Buarque de Holanda em 1936, no seu livro Raízes do Brasil.
Para Sérgio, a cordialidade vinha de "cordis" (coração) e significava uma crítica aos brasileiros, que, segundo ele, tomam tudo como uma questão de afeto e, assim, misturam as esferas privadas com as públicas.
No entanto, uma suposta cordialidade, entendida como simpatia, está tão inserida em nossa cultura que muita gente achou que o termo era um elogio. Nada disso! Holanda dizia que a cordialidade era um impedimento à nossa modernidade e explicava práticas danosas para a democracia, como patrimonialismo e nepotismo. E, nesse sentido, continua ainda muito atual.

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