Estaremos condenados à intoxicação pela “tartufice”? “Tartufo” é uma das peças mais retomadas de Molière. Representa a falsidade, a hipocrisia, a bajulação. Não apenas do dito Tartufo, o impostor, mas também dos que se deixam levar pela impostura. “Não há ali ninguém inocente”, avisa o encenador Carlos J. Pessoa que levou “Tartufo” a palco, em 2021, porque viu no texto “uma perenidade notável” numa “época de enganos”, sobretudo no tempo das “fake news” e das redes sociais.