A Ponte

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By Benjamin Rosenthal & Adriana ArcuriBusinessMarketing
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A Ponte episodes

  • #14 - Identidade e Materialismo
    Os consumidores estão ficando mais ou menos materialistas? Como o materialismo afeta indústrias como moda, automóveis a economia da experiência? Como o materialismo molda relações sociais baseadas em pertencimento e destaque? Como identidades baseadas no materialismo ou baseadas no combate ao materialismo se colocam hoje na sociedade? Como a digitalização do consumo se relaciona com o materialismo? 
    É dessas questões que tratamos nesse episódio, uma viagem pelo consumo material, pelo anti-consumo e pelo consumo do imaterial.
    Referências
    Belk, R. W. (1988). Possessions and the extended self. Journal of consumer research, 15(2), 139-168.
    Belk, R. (2019). On standing out and fitting in. Journal of Global Fashion Marketing, 10(3), 219-227.
    Fromm, E. (2013). To have or to be?. A&C Black.
    Lamont, M. (2019). From ‘having’to ‘being’: self‐worth and the current crisis of American society. The British journal of sociology, 70(3), 660-707.
    1 hr 4 min
  • #13 - O Feminino na Comunicação

    No episódio #13 de A Ponte Podcast falamos sobre “Femvertising”. O termo é usado para definir “female empowerment advertising”, ou seja, comunicação/propaganda que tem como objetivo o empoderamento feminino. As mais clássicas conhecidas são as campanhas de Dove, Beleza Real, Real Beauty Sketches, que foi a propaganda mais vista do youtube até hoje. Esse tipo de comunicação tem sido muito celebrada pela indústria, pelos profissionais de marketing e atingem níveis de compartilhamento altíssimos.... Também é comprovado que elas aumentam as vendas, a reputação e o valor de marca. Entretanto, a pesquisa mais crítica tem encontrado um discurso pós feminista que na verdade faz o oposto de empoderar as mulheres - neutraliza e inclusive repudia parte dos movimentos feministas e sua força política de fortalecer o poder das mulheres. No episódio citamos o artigo abaixo, que fala da comoditização do feminismo e do impacto na comunicação. 


    Referência:

    Windels, K., Champlin, S., Shelton, S., Sterbenk, Y., & Poteet, M. (2020). Selling feminism: How female empowerment campaigns employ postfeminist discourses. Journal of Advertising, 49(1), 18-33.


    49 min
  • #12 - Consumo de Produtos Eróticos e Identidade

    No episódio 12 do Podcast A Ponte recebemos Luciana Walther e falamos sobre as estruturas sociais que moldam o consumo feminino e como esbarram nos conceitos de cultura, consumo e gênero, tema de estudos, pesquisas e publicações de Luciana. 

    A emancipação feminina e luta pela equidade de gênero é um caminho sem volta para as mulheres,  e que passa pelo controle e domínio do próprio corpo. A liberdade, agência e escolha de tudo que envolve a sexualidade, prazer, momento de ter filhos e mesmo a decisão de não te-los. Durante muito tempo o prazer feminino foi considerado propriedade do homem, e o sexo visto como um instrumento de prazer apenas dos maridos,  para procriação da espécie, deixando o desejo feminino sempre para segundo plano. E como ainda é problemático e motivo de muita resistência, em um país patriarcal como o Brasil, uma mulher exercer sua sexualidade  com liberdade e autonomia. 

    E o que isso tem a ver com marketing e consumo? 70% do consumo de objetos eróticos é feito pelas mulheres, mas não sem tabu, preconceito, estigma das consumidoras compradoras e frequentadoras de sex shops. No episódio falamos também sobre ciclo de vida de produto, sobre a teoria dialética da cultura material, do antropólogo inglês Daniel Miller, e de como os objetos podem transformar a identidade das pessoas, e não apenas são criados e transformados por nós!. 

    referências bibliográficas: 


    Freyre, Gilberto. Casa-grande & senzala. Global Editora e Distribuidora Ltda, 2019.

    Miller, Daniel. Trecos, troços e coisas: estudos antropológicos sobre a cultura material. Editora Schwarcz-Companhia das Letras, 2013.

     Miller, Daniel. "Consumo como cultura material." Horizontes antropológicos 13.28 (2007): 33-63.

    Walther, Luciana, and John W. Schouten. "Next stop, Pleasure Town: Identity transformation and women's erotic consumption." Journal of Business Research 69.1 (2016): 273-283.

    Walther, Luciana. "The Life and Death of Anthony Barbie: A Consumer Culture Tale of Lovers, Butlers, and Crashers." Consumer Culture Theory. Emerald Publishing Limited, 2019.






    58 min
  • #11 - O Masculino no Consumo

    Como a masculinidade enquanto valor cultural tem evoluído? Como as marcas podem trabalhar a masculinidade no posicionamento e na comunicação?

    Nesse episódio Benjamin Rosenthal e Adriana Arcuri se embrenham por essas perguntas, unindo consumo, cultura, marcas, cinema e paternidade e mostrando para onde caminha a masculinidade na sociedade contemporânea.

    Algumas das referências utilizadas aqui foram:

    CORBIN, A., COURTINE, J. J., & VIGARELLO, G. (2013). História da virilidade. A virilidade em crise.

    Holt, D. B., & Thompson, C. J. (2004). Man-of-action heroes: The pursuit of heroic masculinity in everyday consumption. Journal of Consumer Research, 31(2), 425-440.

    Kimmel, M. (2017). Manhood in America. New York, NY: Oxford University Press.

    Molander, S., Kleppe, I. A., & Ostberg, J. (2019). Hero shots: involved fathers conquering new discursive territory in consumer culture. Consumption Markets & Culture, 22(4), 430-453.

    1 hr
  • #10 - Identidade e a Consumidora Plus-Size

    A norma social sobre os corpos ideais ou aceitáveis é dura e frequentemente deixa as pessoas envergonhadas e inseguras de si mesmas.

    Durante muito tempo diversas indústrias se utilizavam dessas inseguranças para vender seus produtos. Ainda o fazem, mas na comunicação e nos produtos, os discursos e as práticas mudaram. 

    A conversa de hoje é sobre a identidade de indivíduos com corpos em não confomidade social e sobre o sobre papel do marketing como parte do bio-poder. Para isso, convidamos a professora Dra. Maria Carolina Zanette, da Neoma Business School (Rouen, França).

    Algumas das referências que utilizamos nessa conversa são:

    Zanette, M. C., & Pereira Zamith Brito, E. (2019). Fashionable subjects and complicity resistance: power, subjectification, and bounded resistance in the context of plus-size consumers. Consumption Markets & Culture, 22(4), 363-382.

    Zanette, M. C., & Scaraboto, D. (2019). From the corset to Spanx: shapewear as a marketplace icon. Consumption Markets & Culture, 22(2), 183-199.

    1 hr 4 min
  • #9 - Identidade e o Consumidor Latino

    O episódio de hoje investiga uma questão ampla: há uma identidade comum à America Latina? O quer nos une e separa e como se formou essa identidade?

    Para nos ajudar com esse tema convidamos o administrador e sociólogo Wagner Iglecias, professor da EACH-USP e especialista em America Latina.

    Algumas referências úteis ao ouvinte são:

    García Canclini, N. (1995). Hybrid cultures: Strategies for entering and leaving modernity.

    Mignolo, W. D. (2008). Novas reflexões sobre a" idéia da América Latina": a direita, a esquerda e a opção descolonial. Caderno CRH, 21(53), 237-250.

    1 hr 41 min
  • #8 - Identidade e o Consumidor Negro (Parte 2)
    Esse episódio é a parte 2 da entrevista que fizemos com o professor Márcio Macedo (FGV-SP) sobre cultura negra no Brasil e nos EUA, George Floyd, racismo, consumo, marcas, organizações, música, estereótipos e muito mais.
    Algumas das referências que utilizamos para essa conversa são:
    Crockett, D. (2017). Paths to respectability: Consumption and stigma management in the contemporary black middle class. Journal of Consumer Research, 44(3), 554-581.
    Macedo, M. (2009). Seguindo Sacolas Pretas em Busca de Igualdade e Pertencimento. Mercado informal, ilegalidade e consumo dos negros pobres em New York City. Ponto Urbe. Revista do núcleo de antropologia urbana da USP, (5).
    30 min
  • #7 - Identidade e o Consumidor Negro (Parte 1)

    Esse episódio é a parte 1 da entrevista que fizemos com o professor Márcio Macedo (FGV-SP) sobre cultura negra no Brasil e nos EUA, George Floyd, racismo, consumo, marcas, organizações, música, estereótipos e muito mais.

    Algumas das referências que utilizamos para essa conversa são:

    Crockett, D. (2017). Paths to respectability: Consumption and stigma management in the contemporary black middle class. Journal of Consumer Research, 44(3), 554-581.

    Macedo, M. (2009). Seguindo Sacolas Pretas em Busca de Igualdade e Pertencimento. Mercado informal, ilegalidade e consumo dos negros pobres em New York City. Ponto Urbe. Revista do núcleo de antropologia urbana da USP, (5).

    46 min
  • #6 - Identidade e o público 60+

    A sociedade brasileira envelhece crescentemente com consequências para todas as instituições. Continuando nossa série sobre Identidade e Consumo, vamos hoje aprofundar em algumas questões de identidade e representatividade  para o público maduro, a geração prateada, 60+, Baby Boomers e esse Target muitas vezes tão esquecido pelas marcas. 

    Neste episódio tratamos dos estigmas que cercam os mais velhos, de como algumas marcas têm trabalhado a representação desse público na publicidade e da experiência de envelhecer e de se relacionar com uma sociedade que envelhece sem ter amadurecido.

    Recomendamos que assistam alguns dos comerciais que discutimos aqui:

    Unlimited Youth Iron Nun Nike https://www.youtube.com/watch?v=anbpHZbk8aM

    Grow up: be a good parent Mercedes Benz https://www.youtube.com/watch?v=L0NgSs5q-kI

    I am what I make up Maye Musk Cover Girl https://vimeo.com/244903962

    Age Perfect Helen MIreen LOreal https://www.youtube.com/watch?v=BbcCNWh3u0k

    Principais artigos que embasaram o episódio:

    Barnhart, M., & Peñaloza, L. (2013). Who are you calling old? Negotiating old age identity in the elderly consumption ensemble. Journal of Consumer Research, 39(6), 1133-1153.

    Goffman, E. (1988). Estigma: notas sobre a manipulacao da identidade deteriorada.

    Mirabito, A. M., Otnes, C. C., Crosby, E., Wooten, D. B., Machin, J. E., Pullig, C., ... & Yeh, M. A. (2016). The stigma turbine: A theoretical framework for conceptualizing and contextualizing marketplace stigma. Journal of Public Policy & Marketing, 35(2), 170-184.

    56 min
  • #5 - Identidade e Consumo

    Quem somos, enquanto seres sociais? Como o consumo revela e reflete quem somos?

    As perguntas desse episódio tratam do que é identidade, como a identidade se atualiza para as redes sociais e como identidade deve afetar o que as marcas fazem.

    Abordamos identidade por meio do trabalho do influente sociólogo Erving Goffman e identidades conectadas por meio do trabalho de Zizi Papacharissi (University of Illinois-Chicago).

    Esse episódio é a base do que discutiremos nos vários episódios subsequentes, que tratarão de diversas identidades sociais, muitas delas bastante estigmatizadas.

    Esperamos que vocês gostem.

    Se quiserem se embrenhar mais por esse tema, essas são as principais referências que utilizamos:

    Belk, R. W. (2013). Extended self in a digital world. Journal of consumer research, 40(3), 477-500.

    Boyd, D. (2014). It's complicated: The social lives of networked teens. Yale University Press.

    Csikszentmihalyi, M. (1993). The evolving self: A psychology for the third millennium. HarperCollins.

    Goffman, E. (1995). A representação do eu na vida cotidiana (Vol. 13). Petrópolis: vozes.

    Papacharissi, Z. (Ed.). (2010). A networked self: Identity, community, and culture on social network sites. Routledge.

    25 min

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