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E estamos de volta, com mais um episódio da @apontepodcast, dessa vez para falar de moda e consumo ético. A moda é uma das indústrias mais poluentes do mundo, embora muitas pessoas que reciclem lixo, comam orgânicos e estejam preocupadas com o futuro do planeta, continuem consumindo o fast fashion e alimentando essa indústria. Por que? É sobre isso esse papo profundo e gostoso com Andrea Bisker, que tivemos a honra de receber aqui. Essa resposta não é simples, nem fácil. Andréa é uma especialista em tendências e está há muitos anos pesquisando e trabalhando na indústria da Moda, então ninguém melhor para trazer um olhar ampliado para essa questão tão complexa.
A lógica de produção de coleções, o modelo como esta indústria se estrutura para vender para o consumidor, estaria com os dias contados no pós pandemia? Os consumidores estão pressionando a indústria a mudar? Como a geração Z, X e os maduros estão lidando com essas questões do nosso tempo? O que os artigos científicos estão falando sobre isso recentemente? A indústria está realmente mudando, preparada para mudar, e o slow fashion veio ou não para ficar?
Essas e outras questões são abordadas aqui! Vem com a gente, aperta o play e depois nos conta o que achou!!
Referências:
Mellander, E., & Petersson McIntyre, M. (2021). Fashionable detachments: wardrobes, bodies and the desire to let go. Consumption Markets & Culture, 24(4), 343-356.
Joy, A., Sherry Jr, J. F., Venkatesh, A., Wang, J., & Chan, R. (2012). Fast fashion, sustainability, and the ethical appeal of luxury brands. Fashion theory, 16(3), 273-295.
A emergência climática é o maior desafio do planeta, possivelmente aquele que irá modificar nossas vidas (hábitos, bem-estar, sistemas políticos, modos de produzir e consumir) drasticamente.
No entanto, esse é o típico desafio de sistemas complexos. Para tratar desse tema convidamos Hamilton Carvalho, que é pesquisador nessa área e autor de diversos artigos sobre o tema, além de colunista no Poder 360 - vale conferir seus artigos.
Não é um episódio fácil de escutar, muito menos "positivo" ou "esperançoso". É um alerta, que vem junto com uma explicação e uma discussão baseada em teorias de sistemas complexos.
Referências:
Arthur, W. B. (2014). All systems will be gamed: Exploitive behavior in economic and social systems. Santa Fe Institute Working Paper.
Sterman, J. D. (2012). Sustaining sustainability: creating a systems science in a fragmented academy and polarized world. In Sustainability science (pp. 21-58). Springer, New York, NY.
Responsabilidade social corporativa é hoje um imperativo estratégico nas empresas. Há muito deixou de lado a filantropia e passou a influenciar a estratégia do negócio e até mesmo sua sobrevivência, impactando a imagem corporativa, a percepção dos empregados, a cultura organizacional, e a sociedade de forma mais ampla. CSR é parte do que a sociedade cobra das empresas hoje para que elas se justifiquem (e sejam legítimas aos olhos da sociedade). No entanto, como podemos saber quais os impactos se não medirmos? E como podemos saber quem está de fato walk the talk se não tornarmos accountable o que as empresas fazem?
Além dos relatórios de sustentabilidade, é preciso também mensurar os impactos sociais. Essa tendência de olhar para o social, o S da sigla ESG é mais recente, e a letra menos desenvolvida. Já existem metodologias muito maduras e objetivas para mensuração de governança e medição de impacto ambiental, mas a avaliação de impacto social é bem mais complexa. Como entender, mensurar, tanto o impacto do "core business" da empresa, do negócio principal quando dos projetos sociais? Estamos falando de muitas variáveis, de públicos diferentes e dimensões até conflitantes, e não é algo universal.
Para tratar desse tema e explorar o assunto, convidamos para o episódio 22 do @apontepodcast, Mauricio de Almeida Prado, diretor e CEO da Plano CDE, uma consultoria especializada em pesquisa para base da pirâmide. Maurício está envolvido em inúmeras pesquisas, em diferentes setores, com start ups, empresas, governo e grandes fundações, e compartilha conosco sua visão sobre mensuração de impacto social, em uma conversa muito bacana! Aperta o play e vem ouvir com a gente : ).
Referências:
Latif, K. F., & Sajjad, A. (2018). Measuring corporate social responsibility: A critical review of survey instruments. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, 25(6), 1174-1197.
Lazzarini, S. G., & Barki, E. Avaliação de impacto social. Negócios de impacto socioambiental no Brasil, 295.
Yunus, M. (2010). Building social business: The new kind of capitalism that serves humanity's most pressing needs. PublicAffairs.
A vida moderna não acontece sem embalagens. Armazenar e distribuir, estocar e consumir, em algum grau nada disso acontece sem embalagens.
Embalagens são um dos temas correntes em sustentabilidade e consumo ético e para falar das mudanças em curso no como o mercado pensa as embalagens convidamos Giovanni Vannucchi, socio da Taba e figura muito conhecida no meio do design de embalagens no Brasil e no mundo.
Referências:
Elgaaïed-Gambier, L. (2016). Who buys overpackaged grocery products and why? Understanding consumers’ reactions to overpackaging in the food sector. Journal of Business Ethics, 135(4), 683-698.
Monnot, E., Reniou, F., Parguel, B., & Elgaaied-Gambier, L. (2019). “Thinking outside the packaging box”: should brands consider store shelf context when eliminating overpackaging?. Journal of Business Ethics, 154(2), 355-370.
E chegamos ao episódio #20 da @apontepodcast continuando a conversa sobre consumerismo político, dessa vez procurando responder a pergunta: é realmente possível o consumo ético?
Com a participação da acadêmica, pesquisadora e professora Isleide Fontenelle, esse episódio colocou o foco em uma perspectiva crítica sobre o tema, com o olhar na produção do consumo e no papel das organizações no árduo trabalho de reverter ou mitigar o impacto de suas atuações no planeta e endereçar os problemas sociais e ambientais.
Qual seria o papel dos indivíduos na busca pelo consumo ético? E o papel das organizações? Onde estariam os vícios, e as virtudes? É possível conciliar "vícios privados e benefícios públicos" de Mandeville? A "mão invisível" de Adam Smith leva realmente a sociedade para um lugar melhor para todos? Projetos de responsabilidade social corporativa mantendo o "business as usual" podem reverter o cenário da sociedade e do planeta sem mudar o paradigma do consumo e da sociedade do excesso? Estaríamos caminhando para cenários distópicos como "O conto de Aya/The handmaid's Tale"de Margareth Atwood ou como no filme "Filhos da Esperança""Childeren of Men"de Alfonso Cuarón, de 2006?
Como continuar crescendo (empresas), consumindo (indivíduos), preservar o planeta e resolver as desigualdades sociais que são produzidas pelo próprio sistema? A Lógica de abundância e prosperidade vai continuar funcionando e a tecnologia será capaz de resolver todos os problemas?
Algumas discussões difíceis mas importantes para a busca concreta por soluções e caminhos que nos guiem para além dos discursos.
Esperamos que gostem!
referências bibliográficas:
Bradshaw, A., Campbell, N., & Dunne, S. (2013). The politics of consumption. ephemera, 13(2), 203.
De Mandeville, B. (1992). The fable of the bees. Jazzybee Verlag.
Fontenelle, I. A. (2010). O fetiche do eu autônomo: consumo responsável, excesso e redenção como mercadoria. Psicologia & sociedade, 22(2), 215-224.
Fontenelle, I. (2013). From politicisation to redemption through consumption: The environmental crisis and the generation of guilt in the responsible consumer as constructed by the business media. ephemera, 13(2), 339.
Fontenelle, I. A. (2017). Cultura do consumo: fundamentos e formas contemporâneas. Editora FGV
Reich, R. B. (2008). Supercapitalismo. Elsevier Brasil.
Wright, C., & Nyberg, D. (2015). Climate change, capitalism, and corporations. Cambridge University Press.
O que se passa? Até ontem a meta das empresas era ter lucro, bons produtos, clientes satisfeitos...
Hoje muitas buscam servir aos mais diversos stakeholders.
Não basta mais ser a melhor do planeta, hoje tem que ser melhor pro planeta.
Onde esse mundo vai parar?
Olha, sem movimentos como as B-Corporations em bom lugar é que não é.
Então vem com a gente, conhecer um pouco sobre as B-Corp com a fera, o empreendedor social que trouxe o movimento para o Brasil - Marcel Fukayama.
Referências utilizadas nesse episódio:
Kim, S., Karlesky, M. J., Myers, C. G., & Schifeling, T. (2016). Why companies are becoming B corporations. Harvard Business Review, 17, 2-5.
Villela, M., Bulgacov, S., & Morgan, G. (2019). B Corp certification and its impact on organizations over time. Journal of Business Ethics, 1-15.
No episódio #18 de @apontepodcast recebemos Fabio Mariano, para um bate papo incrível, que passou por Zygmunt Bauman, Umberto Eco, Djamila Ribeiro e Suzana Herculano-Houzel. Misturamos tudo isso com Anthony Giddens e Georg Simmel, e todas as transformações políticas a partir da vida em metrópoles, da voz nas redes sociais aos grupos estigmatizados e abafados e do poder das hashtags como #metoo e #antirracismo.
A partir de um olhar sobre lifestyle, movimentos de transformação, mentalidades e o cruzamento com o consumo, Fábio trouxe sua visão sobre como os comportamentos são moldados na vida prática e nas redes sociais. Como escolhemos quem cancelar, quem seguir, em quem votar, e o que comprar? Como tendências como veganismo e movimentos antirracismo estão relacionados a algumas macro tendências, e tudo isso se funde na era da transparência e do marketing de causas? Como isso impacta o gerenciamento de marcas e negócios na atualizade? A partir de uma perspectiva multi disciplinar, um olhar cuidadoso, espirituoso e bem humorado, Fábio faz pontes entre teoria acadêmica, autores seminais e a vida prática, trazendo um tom otimista para a conversa, apesar dos tempos difíceis que vivemos!
Vem com a gente ouvir mais esse episódio e depois nos conta o que achou! aperta o play : )
Referências:
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Editora Schwarcz-Companhia das Letras.
Borges, F. M. (2015). Netativismo e Comportamento do Consumidor: Consumerismo nas Redes Sociais e a Formação do Consumo Ético. 3o Congresso Internacional de Negócios da Moda. Porto ‐ Portugal / 28 de setembro a 1 de outubro de 2015
Herculano-Houzel, S. (2017). A vantagem humana: Como nosso cérebro se tornou superpoderoso. Editora Companhia das Letras.
Ribeiro, D. (2019). Lugar de fala. Pólen Produção Editorial LTDA.
Primeiro fez-se o consumerismo; depois vieram as marcas ativistas.
Hoje o ativismo, antes tão antagônico às marcas e organizações, foi fagocitado e está bem próximo.
Movimentos como #metoo e #blacklivesmatter (entre tantos) são plataformas para as marcas planejarem, atuarem e comunicarem.
Esse é o pano de fundo dessa conversa sobre marca ativista, consumidor ativista e consumidor de ativismo, com a Profa. Dra. Izabela Domingues (UFPE), pesquisadora do ativismo de consumidores e marcas, autora do livro "Consumo de Ativismo" e sócia da CONSUMIX Consultoria de Comunicação, Consumo e Cultura.
As principais referências utilizadas nesse episódio foram:
Kozinets, R. V., & Handelman, J. M. (2004). Adversaries of consumption: Consumer movements, activism, and ideology. Journal of consumer research, 31(3), 691-704.
de Miranda, A. P., & Domingues, I. (2020). Consumo de Ativismo. Estação das Letras e Cores Editora.
Olá pessoal, no episódio #16 damos continuidade a discussão sobre Consumo e Política com a Antropóloga Valeria Brandini. Valéria divide conosco suas pesquisas e trabalhos sobre antropologia do consumo aplicada ao mercado, bem no sentido do que acreditamos aqui na @apontepodcast - construindo pontes entre o mercado e a Academia. Nesse papo delicioso aprofundamos então sobre as transformações no Ethos de consumidores e marcas na cultura de consumo na atualidade, marcação identitária a partir do consumo e da participação ativa nas redes e outros assuntos tangenciando esses temas.
Identidades politizadas e Consumerismo, então se fundem com as estratégias que marcas e empresas usam para se conectar com esse consumidor cada vez mais mesclando consumo, ativismo e política. Em uma época em que as mídias digitais são palco de movimentos sociais e manifestações políticas e politizadas, e que consumidores e marcas dialogam de igual para igual, a intersecção entre consumo e política fica mais evidente.
Marketing de Causas, Marcas e pessoas ativistas por trás das marcas, publicidade, PR e as transformações do papel do Marketing na sociedade contemporânea foram assuntos abordados em mais de 1:30 de conversa com a Valéria.
Escute, comente e venha conosco participar dessa discussão tão importante para a nossa sociedade.
Referências:
Brandini, V. (2015). A Era das Causas: O Propósito como Capital na Estética Publicitária.
Crockett, D., & Pendarvis, N. (2017). A Research Agenda on Political Ideology in Consumer Research: A Commentary on Jung et al.’s “Blue and Red Voices”. Journal of Consumer Research, 44(3), 500-502.
Jost, J. T., Federico, C. M., & Napier, J. L. (2009). Political ideology: Its structure, functions, and elective affinities. Annual review of psychology, 60, 307-337.
Jost, J. T., Langer, M., & Singh, V. (2017). The politics of buying, boycotting, complaining, and disputing: An extension of the research program by Jung, Garbarino, Briley, and Wynhausen. Journal of Consumer Research, 44(3), 503-510.
Jung, K., Garbarino, E., Briley, D. A., & Wynhausen, J. (2017). Blue and red voices: Effects of political ideology on consumers’ complaining and disputing behavior. Journal of Consumer Research, 44(3), 477-499.
Marcas são objetos políticos. O consumo pode ser um comportamento político.
Nesse episódio, iniciamos uma série que irá tratar do lado político do consumo.
Aqui, desenvolvemos porque o lado político do consumo se tornou tão importante nos últimos 20 anos e exploramos o tema do consumerismo político.
Esperamos que vocês nos acompanhem nessa série de episódios que se inicia aqui.
Bom proveito e boas pontes.
Referencias:
Boström, M., Micheletti, M., & Oosterveer, P. (2019). The Oxford handbook of political consumerism. Oxford Handbooks.
Bradshaw, A., Campbell, N., & Dunne, S. (2013). The politics of consumption. ephemera, 13(2), 203.
Chaudhari, A., & Purkayastha, D. (2011). Greenpeace, Nestlé and the palm oil controversy: Social media driving change. Hyderabad: IBS Center for Management Research.
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