No Café com Mercado desta semana, Ricardo França, José Ricardo Rosalen e Henrique Colla analisam como a rotação de recursos para fora dos EUA impulsionou o Ibovespa, que renovou máximas consecutivas com forte fluxo estrangeiro. Já são R$ 29 bilhões em 2026, em menos de dois meses, superando todo o fluxo de 2025. Apesar do peso do setor financeiro trazer uma alta mais tímida, o cenário segue construtivo, com câmbio em patamares mais baixos e expectativa crescente pelo início do ciclo de cortes da Selic.
Nos EUA, a dinâmica mudou. Investidores reduziram a concentração nas Big Techs e passaram a buscar ativos que ficaram mais baratos. Esse movimento também ajuda a explicar a maior volatilidade do Bitcoin. A grande pergunta fica no ar: após quedas acentuadas, é hora de comprar Bitcoin?
Para a próxima semana, a agenda segue cheia. Continuidade da temporada de balanços no Brasil, dados de inflação por aqui e, nos EUA, relatórios de inflação e números do mercado de trabalho, incluindo o Payroll, que foi adiado devido a paralisação parcial do governo americano. Tudo isso será essencial para calibrar os próximos passos da política monetária e entender se o enfraquecimento da atividade pode acelerar, ou não, os próximos movimentos dos juros.