No mês de junho acompanhamos uma calmaria sobre o tema de guerra comercial entre China e Estados Unidos. Também foi destaque um novo conflito no Oriente Médio envolvendo Israel e Irã. Este embate levou a picos de volatilidade para o preço do petróleo, mas com a commodity se estabilizando abaixo dos US$ 70/barril. Mesmo em um ambiente incerto, as bolsas americanas se recuperaram e tiveram boa performance no mês.
Apesar de uma certa trégua da guerra comercial, os investidores seguem avaliando as implicações das tarifas na atividade e na inflação nos Estados Unidos. Além disso, o fiscal por lá tem preocupado desde o início do ano. Neste contexto, o dólar tem perdido força globalmente falando, abrindo espaço para a valorização das moedas de países emergentes, como, por exemplo, o real. Os investidores têm reduzido sua exposição em ativos americanos e procurado outras geografias para investir. Quem também se beneficiou desse fluxo de capital estrangeiro foi o Brasil, com o Ibovespa atingindo região de máxima histórica, em mais um mês com entrada de capital estrangeiro.
Ainda sobre Brasil, a Selic atingiu o patamar de 15%, indicando que a atratividade da Renda fixa continua por aqui. Entretanto, a expectativa de que o próximo movimento do Banco Central no Brasil seja de corte de juros bem como uma continuidade de fluxo vindo do exterior abrem espaço para investimentos também em renda variável.
Neste podcast, nosso time da Ágora apresenta as perspectivas para o mercado americano, as expectativas para a economia brasileira e a visão sobre os investimentos nestes cenários.