Ambiente é o Meio - USP

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Ambiente é o Meio - USP episodes

  • Ambiente é o Meio #235: Desequilíbrio climático causa fragilização nos corais
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a bióloga Giovanna Destri, graduada pela Universidade Federal de Santa Catarina, fala sobre a importância da restauração dos recifes de coral dizimados por ondas de calor. 
    Segundo Giovanna, os corais vivem em simbiose (relação de benefício mútuo) com microalgas que vivem dentro de suas células. Essa parceria permite que os corais obtenham nutrientes tanto da água quanto da fotossíntese das algas, que também são responsáveis por suas cores vibrantes. Quando há estresse térmico, essa relação é rompida e o coral expulsa as microalgas, provocando o branqueamento.
    A perda dos corais reduz a biodiversidade dos recifes, levando a iniciativas de restauração. Porém, Giovanna alerta que a recuperação é complexa, diante da frequência crescente de eventos de estresse térmico que pode comprometer os investimentos realizados. Por isso, a pesquisadora defende que a restauração seja acompanhada de medidas de prevenção e combate às mudanças climáticas.
    Ela afirma que atitudes cotidianas, como a redução do uso de plásticos descartáveis e a separação correta do lixo, somam-se ao esforço coletivo de preservação.
    Ouça o episódio completo no player acima.
    27 min
  • Ambiente é o Meio #234: Fantasmas de Mariana e Brumadinho podem rondar extração de lítio
    Nesta edição do podcast Ambiente é o Meio, confira a entrevista com o professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri Alexandre Silvio Costa sobre a exploração de lítio, o “mineral da vez”, no Vale do Jequitinhonha (MG).
    Conta o professor Costa que a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) extrai o mineral há cerca de 40 anos, em mina subterrânea, com impacto ambiental relativamente contido. Cenário que mudou com a Sigma Lithium, que opera a céu aberto e extrai cinco vezes mais minério, gerando muito mais rejeito, liberando alumínio, ferro e manganês nos cursos d'água.
    Segundo o professor, a ideia de que veículos elétricos resolvem sozinhos a crise climática não procede, já que a energia que carrega as baterias muitas vezes vem de fontes sujas, o descarte das baterias ainda é um problema em aberto e o próprio modelo de transporte individual segue intocado.
    Costa alerta ainda quanto aos riscos à saúde pública e aos desastres ambientais que a legislação deve e pode evitar. Também cita o lado positivo, com a pesquisa que sua universidade desenvolve em parceria com a CBL para transformar rejeitos industriais em fertilizantes para produtores locais.
    27 min
  • Ambiente é o Meio #233: Trajetória de geógrafo é marcada pela literatura
    Nesta edição do podcast Ambiente é o Meio, acompanhe entrevista com o professor da Unifesp (campus zona leste de São Paulo), geógrafo e escritor Ricardo Barbosa da Silva sobre sua trajetória de vida que transita entre a geografia e a literatura.
    Nascido e criado no bairro paulistano de Itaquera, Silva conta que sua infância foi dividida entre brincadeiras de rua e visitas à biblioteca do bairro. Fala também da adolescência e início da vida no mercado de trabalho; na faculdade, enfatiza sua inspiração para a carreira acadêmica no geógrafo Milton Santos.
    Já a entrada na literatura, apesar de ter consumido e escrito de forma reservada por mais de 20 anos, a leitura pública de um poema ocorreu apenas em 2020, numa aula on-line durante a pandemia. Somente em 2022, incentivado por alunos e motivado por um problema pessoal, decidiu buscar uma editora e começar oficialmente a publicação de suas obras assinadas com o nome literário “Ricardo da Paz”.
    Ouça o episódio completo no player acima.
    29 min
  • Ambiente é o Meio #232: Pesquisadores da Unicamp desenvolvem método de conversão eletroquímica sustentável
    Neste episódio do Ambiente é o Meio, o professor Raphael Nagao, livre-docente do Instituto de Química da Unicamp, fala sobre o desenvolvimento de um processo eletroquímico sustentável para a produção de amônia.
    Segundo Nagao, a produção global de alimentos depende diretamente da amônia. Utilizada em larga escala como base para fertilizantes nitrogenados, ela revolucionou a agricultura no século 20, mas causou um impacto negativo no meio ambiente. Hoje, o método tradicional de fabricação de amônia consome cerca de 2% de toda a energia do planeta e gera milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
    Para romper com esse ciclo poluente, o grupo de pesquisa liderado pelo professor desenvolveu uma alternativa sustentável: um processo eletroquímico capaz de produzir amônia verde a temperatura ambiente e com zero emissão de carbono. 
    Ouça o episódio completo no player acima.
    29 min
  • Ambiente é o Meio #231: Estudo geográfico expõe redesenho do mapa físico brasileiro
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a geógrafa Rosângela Botelho, geógrafa do IBGE e doutora pela USP, fala sobre como o Brasil está redesenhando o seu mapa físico. Segundo Rosângela, um esforço científico recente, liderado por pesquisadores de todo o País, vem desmistificando e resgatando a presença das montanhas no território nacional. 
    Rosângela conta que a mudança conceitual está diretamente ligada à criação do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR), idealizado em 2019 durante um fórum de cartografia geomorfológica organizado pela União da Geomorfologia Brasileira (UGB) em Fortaleza. O sistema, informa, nasceu da necessidade de padronizar a linguagem geomorfológica no Brasil. 
    Assim, o SBCR estabeleceu que as macroformas de relevo deveriam ocupar o primeiro nível taxonômico (o topo da classificação), facilitando a absorção dessas informações por escolas e atlas. Nesse processo, o comitê científico chegou ao consenso de que o Brasil possui, sim, montanhas, e que era necessário mapeá-las formalmente. 
    A entrevista reforça a importância ecológica das montanhas no País, desempenhando um papel ecológico e social fundamental. Devido à variação de altitude, elas apresentam uma biodiversidade escalonada e diferenciada, influenciada por mudanças de temperatura e umidade ao longo de suas vertentes verticais.
    Ouça o episódio completo no player acima.
    28 min
  • Ambiente é o Meio #230: Jornalismo científico é ferramenta contra abismos intelectuais, afirma biólogo
    Neste episódio do Ambiente é o Meio, o biólogo e diretor de produtora multimídia especializada em comunicação ambiental José Sabino fala sobre os desafios relacionados ao jornalismo científico na atualidade.
    Segundo Sabino, os tempos de abismos intelectuais vividos atualmente tornam a popularização da ciência um esforço acadêmico necessário e uma ferramenta indispensável de cidadania. Sabino destaca o papel do divulgador científico como tradutor da linguagem hermética e especializada da academia em termos precisos e compreensíveis para o cidadão comum. 
    O biólogo também fala da interferência das redes sociais, para quem os algoritmos isolam as pessoas em bolhas, dificultando debates abertos e saudáveis, especialmente entre os jovens. Sabino aponta que as big techs lucram financeiramente com o engajamento gerado por polêmicas e desinformação, independentemente da qualidade do conteúdo. Ele defende que regular as redes sociais não é censura, mas uma medida de segurança pública necessária para remover conteúdos nocivos que colocam vidas em risco, como as fake news. 
    Ouça o episódio completo no player acima.
    29 min
  • Ambiente é o Meio #229: Especialista analisa a atualidade das ideias do economista Celso Furtado
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o professor Alexandre Macchione Saes, docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, continua o bate-papo sobre seu livro Celso Furtado – A Busca de um Novo Horizonte Utópico editado em parceria com o professor Alexandre de Freitas Barbosa do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
    Esta segunda parte da entrevista aprofunda a discussão sobre a forma como as questões ambientais passaram a integrar as reflexões do intelectual brasileiro a partir da década de 1970. Saes explora as maneiras como Furtado revisitou suas concepções sobre desenvolvimento diante dos limites impostos pela exploração dos recursos naturais e pelas desigualdades entre países centrais e periféricos.
    Ao longo da conversa, o professor analisa a atualidade das ideias de Celso Furtado ao abordar temas como consumo, preservação ambiental, justiça social e desenvolvimento sustentável. Saes também discute a necessidade de construir novos modelos de crescimento econômico capazes de conciliar bem-estar coletivo, uso responsável dos recursos naturais e redução das desigualdades, questões que permanecem centrais diante dos desafios ambientais do século XXI.
    28 min
  • Ambiente é o Meio #228: Professores resgatam atualidade de Celso Furtado em nova obra literária
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o professor Alexandre Macchione Saes, docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, fala sobre seu livro Celso Furtado – A Busca de um Novo Horizonte Utópico editado em parceria com o professor Alexandre de Freitas Barbosa do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
    Segundo Saes, o título do livro faz referência direta a uma provocação do próprio Celso Furtado, em seus últimos anos de vida, de era urgente que as novas gerações assumissem a vanguarda para descortinar novos caminhos. Para Furtado, o horizonte utópico representava a necessidade de romper com a rotina macroeconômica tradicional para pensar em transformações estruturais profundas, que incorporassem a criatividade, a questão ambiental e a inclusão da grande massa da população marginalizada.
    A entrevista reforça que a atualidade de Furtado reside justamente na sua capacidade de expandir as fronteiras da economia, mostrando que o verdadeiro desenvolvimento é inseparável da preservação ambiental, da justiça social e da valorização da cultura nacional. 
    Ouça o episódio completo no player acima.
    29 min
  • Ambiente é o Meio #227: Microplásticos e poluentes tóxicos ameaçam ecossistemas marinhos na Bacia de Santos
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o biólogo Gabriel Stefanelli, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutor em oceanografia pela USP, fala sobre a presença de microplásticos e Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em águas profundas da Bacia de Santos - bacia sedimentar marítima que se estende do estado do Rio de Janeiro a Santa Catarina, sendo a principal região  petrolífera do país, abrigando alguns dos maiores campos do pré-sal.
    Stefanelli conta que suas pesquisas identificaram a presença de POPs em sedimentos e peixes da região. Essas substâncias tóxicas, segundo ele, não são produzidas localmente, mas chegam ao fundo do mar transportadas por correntes atmosféricas e oceânicas. Conhecidos por atuarem como disruptores endócrinos, os POPs comprometem o sistema hormonal e afetam a reprodução de diversas espécies, inclusive a humana.
    O pesquisador também explica como os plásticos se fragmentam no ambiente marinho, dando origem aos microplásticos e nanoplásticos, partículas que permanecem nos oceanos e ampliam os impactos da poluição. 
    Ouça o episódio completo no player acima.
    29 min
  • Ambiente é o Meio #226: Para sênior da USP, exportação de commodities se tornou fator de endividamento no agronegócio
    Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o pesquisador Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, fala sobre como o modelo de crescimento econômico brasileiro. Para o professor, este modelo, historicamente ancorado na exportação de commodities agrícolas e minerais, está chegando ao seu limite. 
    Abramovay afirma que, embora o Brasil seja líder global na exportação de soja, carne bovina, aves e suco de laranja, existe um alerta de vulnerabilidade do setor devido à dependência de insumos importados. O País importa entre 85% e 90% dos fertilizantes que utiliza, além de uma parcela significativa de agrotóxicos e aditivos para rações animais — estes últimos "usados porque a monotonia das extensões de monocultura reduziu o teor nutricional dos grãos".
    Como saída para o esgotamento desse modelo, o professor defende uma transformação profunda. A alternativa apontada é a agricultura regenerativa, cujo foco principal é recuperar a vida no solo por meio da biologia, e não da química.
    Ouça o episódio completo no player acima.
    27 min

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O programa discute temas ambientais e sociais, analisa questões de sustentabilidade por meio de entrevistas com especialistas e pesquisadores da área no âmbito do município, do Estado, do País e do planeta.