Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a engenheira biotecnológica Fabíola de Oliveira, graduada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), fala sobre a produção de bioinsumos agrícolas à base de fungos.
A engenheira conta que a união da biologia com a engenharia está gerando soluções inovadoras para o agronegócio brasileiro, entre elas o desenvolvimento de um biorreator automatizado voltado para a produção de bioinsumos agrícolas à base de fungos. A tecnologia, detalha Fabíola, é fruto de uma parceria entre a academia e o setor privado que promete otimizar processos, reduzir custos e tornar a agricultura mais sustentável.
A inovação deve resolver desafios logísticos, adianta Fabíola, uma vez que, para a produção industrial de fungos, a fermentação em estado sólido exige condições de aeração e controle de calor e massa. O método tradicional utiliza milhares de pequenos sacos ou bandejas, já que grandes volumes dificultam a passagem de oxigênio. Assim, para produzir até duas toneladas por dia, são necessários muito espaço físico e grande quantidade de mão de obra.
Assim, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) se juntaram à startup Ikove Agro para desenvolver um biorreator automatizado para a produção de fungos. O equipamento integra esterilização, inoculação e cultivo em um sistema fechado, reduzindo contaminações e a necessidade de mão de obra. A tecnologia também otimiza o espaço das fábricas e, apesar do maior investimento inicial, pode diminuir os custos operacionais e tornar o produto mais acessível aos agricultores.
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