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Prefiro o seu limite que o seu ressentimento.
Continuamos essa conversa no instagram @instituto_amuta.
Edição Aerolitos e Patrocinio k21.
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Quem poderia explicar o amor? Uma jornada de encontros e desencontros na busca do amor.
A faísca é uma experiência de intervenção artística-sensível desenvolvida pelo Instituto Amuta. Texto e voz Marcelle Xavier, produção artística Rodolfo Bonifácio e Brunna Martinato, edição Aerolitos e patrocínio K21.
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Não existe conto de fadas. Não existe um momento que as merdas das relações vão parar de acontecer. Por isso, grande parte do nosso trabalho é aprender a lidar com elas, engajar com a merda (pegar, cheirar, passar na cara), integrar a merda como fonte de crescimento nosso e das relações, fazer da merda adubo.
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Todos nós chegamos em lugares que se tornam estreitos em determinado momento. Estes lugares nos quais a a gente amou, aprendeu, viveu, cresceu...de repente se tornam pequenos demais para nós. É assim nas relações, é assim nas organizações. E o que seria uma organização se não uma teia de relações? O que seria a evolução cultural se não a coragem de constantemente olhar e movimentar as nossas relações? Como então movimentar a cultura das organizações quando essa teia de relações nos parece grande demais, complexa demais, e urgente demais?
Para falar sobre Relações que movimentam organizações, convidei os consultores e amigos Henry Goldsmid e Alessandro Gruber.
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“Quanto mais poderoso for o poder, mais silenciosamente ele atuará.” Essa é uma frase do filósofo Byung Chul Han em sua obra o que é poder? O poder é mais forte quando atua de modo silencioso, e aquele que precisa levantar sua espada para convocar o poder, já está na realidade enfraquecido. O poder quando realmente poderoso não tenta bloquear nossas vontades, pois é capaz de entrar na subjetividade das nossas próprias escolhas, formar o nosso futuro de tal modo que a própria opressão é vivenciada como liberdade. O psiquiatra e filósofo Frantz Franon ressalta que a principal atuação do racismo é na dominação dos anseios de pessoas negras. Toda relação é permeada por dinâmicas de poder, especialmente as relações inter raciais e precisamos falar sobre isso. Convidei a head of people da Thoughworks Brasil e cofundadora da Ponte, Grazi Mendes, e especialista em diversidade e inclusão da Natura, Maíra Andrade para ampliar nossa perspectiva sobre o poder nas relações. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
“Quando nós apreciamos uns aos outros, nós pensamos melhor. Quando pensamos melhor, amamos mais. Quando amamos mais, vivemos melhor. E esse é o ponto de tudo, não é mesmo?” Essa é uma fala da pesquisadora Nancy Klein, uma referência para entender o poder das relações. Explico: quando o padrão do coração está em um ritmo saudável, o nosso córtex fica ativo, e somos então capazes de pensar melhor. Os pesquisadores chamam esse estado de coerência cardíaca. E uma das coisas que faz o nosso coração entrar em estado coerente são as nossas relações, quando estabelecidas sob princípios como atenção, apreciação e encorajamento. E para falar dessa inteligência que nasce a partir do coração e da potência das relações, convidei duas representantes dessas poderosas abordagens no Brasil, Ana Munzner, treinadora do Thinking Environment, e Roberta Lima, treinadora do Heart Math Institute. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
Amor e afeto são combustíveis de vida. É o que nos faz existir, resistir e re existir. Mas o afeto também produz e reproduz política. Quanto de dominação cabe no nosso afeto? Nossos núcleos de afeto e vitalidade não são livres da influência do Estado. E assim, reproduzimos vínculos baseados em dominação, obediência, controle, chantagem, colonização e exclusão. Para se transformar e transformar o mundo, o amor precisa ser reinventado. As micropolíticas do afeto são poderosas e capazes de alterar toda a estrutura. E para ampliar nossa capacidade de reinventar o amor, e porque não a política, converso com o psicólogo que atua com a somaterapia, uma terapia anarquista, João da Mata. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
O que nos torna humanos? Nós somos animais, mas somos animais amorosos. Todos os mamíferos vivem um relacionamento amoroso com suas mães durante a infância, mas nós estendemos essa relação a pequenos grupos, e a conservamos ao longo da vida. Na raiz da experiência humana está portanto a nossa capacidade de amar e construir comunidade. A competição é um fenômeno cultural, uma ideia ruim que inventamos e disseminamos por aí, como se fosse possível se isolar e sobreviver sozinhos. Mas a cooperação é biológica, é o que nos trouxe até aqui, e o que irá nos fazer evoluir. Reaprender a colaborar e construir comunidades é o tema da conversa que tive com a futurista e pioneira da economia criativa Lala Dehenzelin e com o fundador da Base Colaborativa, Rafa Maretti. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
“No inferno do igual, a chegada do atípico pode tomar uma forma apocalíptica.” Essa é uma frase do filósofo Byung Chul Han, que nos lembra o quanto estamos matando a diversidade, e destruindo a potência da vida. Vivemos a ditadura do igual, e quem não se encaixa, que se deforme para caber. Cometemos violências mascaradas de preocupação, e nos esquecemos que pessoas não precisam ser consertadas. Pessoas precisam ser aceitas. E não se pode amar o outro a quem se privou de sua alteridade, só se poderá consumi-lo”. Para falar sobre essas micro revoluções de afeto, recebi a escritora, ativista, profissional de inclusão e mãe do João, Lau Pátron. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
Afeto é um estado de alma, um sentimento, um carinho intenso. Afeto é substantivo, mas é também verbo. Afeto vem de afetar, é aquilo que me atravessa, e por me atravessar me move. O que me afeta me transforma. Falamos tanto de transformação nos dias de hoje, mas qual o tempo que destinamos para os afetos nas nossas rotinas? Nossa vida corre como um feed de instagram, atualizada a cada 10 segundos com opiniões apressadas, contatos líquidos, e verdades fabricadas. Como resgatar toda forma de afeto para as nossas vidas anestesiadas? No podcast de hoje recebo a atriz - atroz - atuadora - artivista Wallie Ruy. / Siga @instituto_amuta e envie seus comentários e sugestões para o email [email protected]
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