O Presidente francês admitiu esta quinta-feira a responsabilidade do Estado francês na morte do matemático comunista Maurice Audin.
Emmanuel Macron confirmou o uso de tortura na guerra da Argélia (1954-1962) e disse dar acesso a documentos históricos sobre outras vítimas das Forças Armadas francesas.
A 11 de Junho de 1957, Maurice Audin desapareceu sem deixar rastos. A família lutou nos últimos 61 anos para estabelecer a verdade sobre a história do activista comunista, como explica o filho Pierre Audin.
Durante a guerra da Argélia o activista comunista, que lutou pela independência da antiga colónia francesa, desaparece. O facto de a França reconhecer hoje responsabilidade do Estado é um momento histórico, aponta o presidente da associação Maurice Audin, Pierre Mansat.
Este tema da tortura na Argélia já foi tratada por investigadores, afirma Victor Pereira, historiador português e professor da Universidade de Pau.
O Presidente Emmanuel Macron visitou esta manhã a viúva do matemático Josette Audin, nos arredores de Paris. No encontro pediu "desculpas à família e disse restaurar um pouco do que já deveria ter sido feito".