Arraiá da vacina, rave da vacina, apostas entre governantes pelas redes sociais, pra ver quem vacina a população mais rapidamente. Nos últimos dias, a pauta da vacinação deu uma guinada: deixou de ser a discussão sobre a falta de imunizantes e passou a ser a eficiência da aplicação: afinal, que governador ou prefeito vai conseguir vacinar primeiro a sua população adulta?
Essa disputa parece enfim uma boa notícia, em meio a tantas negativas que temos vivido, afinal já passamos dos 500 mil mortos e a contagem diária de vítimas não diminui, mantendo a média absurda de mais de duas mil vidas perdidas pela covid-19. E como não existe tratamento que realmente previna a doença, a única salvação segue sendo a vacina.
Só que tem um buraco nessa história: quando olhamos os números de vacinados em relação à população do país, esses números seguem baixos. Nem 12% da população tomou as duas doses das vacinas até o momento. Em termos proporcionais, levando em conta a quantidade de vacinas aplicadas a cada 100 mil habitantes, o Brasil lamentavelmente é o 67º colocado. Ou seja, na corrida global, continuamos na lanterna e sabemos bem o porquê: recusa do governo Bolsonaro de comprar vacinas e insistência em investir recursos públicos em medicamentos que comprovadamente não servem para a Covid.
Para falar dessa corrida pela vacina, tivemos convidados especiais: o Victor Sousa, do podcast MidCast, a Beatriz Jucá, jornalista do El País, e o cientista político Cleyton Monte.
Escuta até o final que temos um "Diz, Cunhã" especial, com a campanha para votarmos na cunhã Inês Aparecida no Prêmio Comunique-se.
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Produção: Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes
Estúdio de gravação: Pro Produções
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Trilha sonora: Barruada Gagá (Breculê)