Birras de Mãe

Birras de Mãe

By Isabel Stilwell e Ana StilwellKids & Family
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Birras de Mãe episodes

  • Primeiros dias de escola: Não faça interrogatórios!

    Quando vamos buscar um filho/neto à escola, sobretudo nestes primeiros dias, não desate num interrogatório desenfreado - “O que fizeste?”, “Com quem brincaste?”, “o que comeste? “, a que ele responde com um “Nada”, ou um encolher de ombros que nos deixa frustrados. A tentação é enorme, tal o desejo de os sentir bem e integrados, mas fomos descobrir outros princípios de conversa que os ajudam a desabafar.

    Bem-vindos à nova temporada de Birras de Mães!

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    10 min
  • Os avós não estragam os netos

    No dia dos avós, as Birras de Mãe revoltam-se contra a ideia perversa e invejosa de que os avós “estragam” os netos. É uma calúnia, sem fundamento. Malévola, porque dá ideia de que as crianças lhes chegam todas perfeitinhas e eles se dedicam a transformá-las em monstrinhos. Mentirosa, porque muitas vezes esconde aquilo que os pais imaginam que devia ser a função dos avós: executar as instruções que lhes deixam afixadas no frigorífico, como se lhes competisse apenas continuar a “educação” que lhes é dada em casa.

    Mas os avós não são baby-sitters, nem a sua função é reproduzir o modelo parental, mas acrescentar-lhe outras experiências, outros pontos de vista, alargando o horizonte dos netos. Os avós não estragam os netos, decididamente, o que já sabem pelos anos que viveram e a experiência que acumularam, é distinguir o essencial do acessório. E já não têm nem tempo de vida, nem paciência, para se dedicarem ao fogo-de-vista.

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    7 min
  • Deixem-nos esfolar os joelhos

    Porque é que temos tanta dificuldade em deixar os nossos filhos e netos brincar livremente, sem estarmos constantemente a dizer “Cuidado”? Isto, apesar de estarmos sempre numa romagem de nostalgia a dizer que antigamente é que era, num tempo em que trepávamos às árvores e jogávamos na rua, sem telemóveis, nem supervisão? Nós somos as únicas a fazer birras à conta desta excessiva protecção das crianças, e até dos bebés, para quem até já inventaram joalheiras para não esfolarem os joelhos a gatinhar, que o diga Rita Cordovil, investigadora da Faculdade de Motricidade Humana e que acaba de publicar um livro sobre a brincadeira nos primeiros anos de vida.

    Mas porque é que os pais e os avós mais dedicados do mundo limitam a autonomia das crianças, e como conseguir que se libertem dos medos, para deixarem mais livres os seus filhos e netos? Este é o ponto de partida para a nossa birra de hoje.

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    19 min
  • “A minha filha trocou-me pelo marido na sala de partos”

    Há sentimentos que temos dificuldade em confessar, porque nos fazem sentir mesquinhas, mas a verdade é que estão lá, e moem. No Birras de Mãe em lugar de os varrermos para debaixo do tapete, pomo-los em cima da mesa e dissecamo-los. É o que fazemos neste episódio em que a avó “protesta”, imagine-se, por já não haver lugar para as mães das mães nas salas de parto. Afinal, o parto sempre foi um assunto de mulheres, argumenta, e para o provar basta ver as iluminuras e pinturas que retratam o nascimento. Como, por exemplo, o magnífico quadro do Nascimento da Virgem de Francisco de Zurbarán, do século XVII — alguém vê ali um homem, provoca.

    Pronto, lá faz a ressalva, de que é muito, muito bom, que hoje em dia sejam os maridos/pais dos seus netos a acompanhar as filhas, uma conquista irreversível e coisa e tal, mas lá que dói não estar presente, a segurar a mão das suas meninas, dói. Ui, mas há pior, anuncia: ser substituídas pela melhor amiga da parturiente?! Os ciúmes são uma coisa tramada, o que é mais do que razão para falarmos deles.  

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    14 min
  • Ainda bem que os portugueses são coladinhos aos pais

    Sempre que os estudos internacionais indicam que os jovens portugueses são muito coladinhos aos pais, ficamos meios envergonhados. Como se nos estivessem a acusar de não os “largarmos da mão”, e de não os educarmos para a autonomia. Mas e se bem vistas as coisas, fosse uma coisa boa para pais e para filhos, uma característica latina a conservar? Entre nesta birra e deixe-nos a sua opinião.

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    13 min
  • Adolescentes enfeitiçados pela “masculinidade”

    Que o pêndulo vai de um extremo ao outro já sabíamos todos, mas a este ponto? Porque é que os adolescentes se sentem atraídos por comunicadores que advogam o regresso ao macho latino, e a uma masculinidade tóxica, que pretende devolver as mulheres ao lar doce lar? Numa fase em que procuram consolidar a sua identidade, os modelos de homens que vêem à sua volta, ou que lhes são vendidos, parecem-lhe demasiado “bananas”? Porque o discurso politicamente correcto, afinal, limita-nos a todos a estereótipos desinteressantes? A avó recomenda uma imersão na série Machos-Alfa, porque o sentido de humor inteligente é um alívio para toda a gente, a mãe recomenda aos pais que estejam atentos ao que os filhos andam a ver, não para proibir ou censurar, mas para os ajudar a contextualizar e a perceber melhor a mensagem por detrás da mensagem. Bem-vindo a mais uma Birra de Mãe.

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    12 min
  • Ensino Doméstico: falar dele sem preconceitos

    A avó confessa que teve de tomar um ansiolítico antes de entrar em estúdio, e que desta vez prefere remeter-se ao papel de jornalista que coloca questões… a uma mãe que vê muitas vantagens no ensino doméstico. Se partilha da curiosidade da avó, entre nesta conversa que enfrenta com frontalidade e transparência uma realidade que cresce em Portugal.

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    22 min
  • Gravidez aos 50 anos e a publicidade enganosa em redor da fertilidade

    Tudo começou com uma reportagem que a avó/mãe leu na revista Time sobre a gravidez... depois dos 50 anos, isto quando a biologia da mulher se mantém a mesma, ou seja, os ovários são considerados pela medicina como “geriáticos” a partir dos 35 anos. Que revolução é esta, com que consequências, e até que ponto é que há muita publicidade enganosa em redor da ideia de que as novas técnicas de fertilidade permitem adiar a maternidade, quase sem limite temporal. Será que não são as grandes empresas que oferecem às funcionárias o congelamento de óvulos que estão a vender uma quimera? Será que as mulheres, iludidas por esta aparente facilidade, estão a adiar a gravidez para demasiado tarde, por vezes convencidas de que precisam de atingir um patamar de requisitos que lhes permitam ser mães, mas que, talvez, não sejam tão essenciais como isso? Foi o ponto de partida para mais uma Birra de Mãe ao vivo, que a aconselhamos a não perder.

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    9 min
  • Como é que os bebés crescem

    Estamos tão habituados a controlar tudo e todos, que nos convencemos que o desenvolvimento de um bebé, de uma criança, depende sobretudo de nós, esquecidos de que trazem inscrito um “programa” afinado ao longo de milhões e milhões de anos. Ou seja, vão gatinhar quando tiverem de gatinhar, andar quando o seu corpo e mente estiverem prontos para dar o primeiro passo, e por muito estimulados que sejam acabarão por aprender a ler e a escrever aproximadamente pela mesma idade. É evidente que quando a janela se abre, é importante que esteja do outro lado um adulto embevecido, pronto a corresponder às oportunidades que se abrem, mas tantas vezes gasta-se tempo e ansiedade em vão.

    Já percebeu do que vamos falar hoje? Isso mesmo, de etapas de desenvolvimento e das angústias de pais e avós em torno delas. Seja bem-vindo a mais um Birras de Mãe.

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    12 min
  • “Filha, mas ele mama a toda a hora?”

    Agora a “moda” é dar de mamar sempre que o bebé chora, pergunta a avó, dando voz à perplexidade de tantas avós como ela.

    A filha franze o sobrolho e garante que há razões biológicas e científicas para respeitar a “tradição” dos horários rígidos. A polémica está instalada.

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    12 min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.