Birras de Mãe

Birras de Mãe

By Isabel Stilwell e Ana StilwellKids & Family
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Birras de Mãe episodes

  • Quando são elas que os assediam

    O inimaginável acontece nalguns recreios de algumas escolas: as raparigas assediam os rapazes que, quando têm coragem de se queixar, são muitas vezes enxovalhados pelo adulto de serviço que faz troça — afinal, quem é o Homem digno desse nome, que protesta por ser demasiado “desejado”?

    Mas quando são chamadas a conversar sobre o facto de o Respeito não ter género, as adolescentes argumentam que depois de anos de opressão, é “a vez delas”. Ui, o tema merece uma gigantesca Birra de Mãe.

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    10 min
  • As mães têm de ser chatas!

    Em vésperas do Dia da Mãe, a avó defende, mais uma vez, que as mães têm de ser chatas. Isso mesmo, que lhes cabe o papel de estarem insistentemente a dizer que os cotovelos não se põem na mesa, que não se come de boca aberta, que convém por um “sff” antes de um pedido, e um “obrigada” no fim, num esforço (cansativo, aliás) de transformar os filhos em criaturas bem-educadas. É um papel ingrato, argumenta, mas necessário, já que mais ninguém terá a paciência de o desempenhar. Do resultado depende a felicidade daqueles futuros adultos.

    Mas a filha-mãe destas Birras, contrapõe: se as mães têm de ser chatas, então as filhas não lhe podem ficar atrás. E explica como e porquê. Ponha os auscultadores e entre no ringue — por aqui estas datas celebram-se de forma politicamente incorrecta. Bom Dia da Mãe.

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    7 min
  • Aceitamos que os nossos filhos usem a liberdade que conquistámos?

    Abril deu-nos a liberdade que, com orgulho, passámos aos nossos filhos, mas na realidade, na realidade, estamos dispostos a deixar que a usem? Em casa, numa escola? Quando questionam, fazem perguntas, ensaiam alguma rebeldia, como reagimos? Ouvimos, respeitamos, ensinamo-los a valorizar e a usar os direitos (e os deveres) conquistados, ou rotulamos tudo de má-criação, de indisciplina? E como é que é possível que sejam os mais novos a declarar-se a favor de formas mais autoritárias de governo? Entre na nossa Birra de hoje, e pense alto connosco sobre como podemos celebrar o 25 de Abril com os nossos filhos e alunos.

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    11 min
  • Livro de Reclamações, para avós se queixarem dos filhos

    Os pais queixam-se dos avós, porque mimam demais os netos, dão-lhes muito açúcar, deixam-nos ficar acordados até tarde, e por aí adiante, mas e os avós? Quem é que os autoriza a reclamarem das exigências excessivas feitas pelos pais — normalmente pelas filhas! — quando lhes deixam as crianças, dos “raspanetes” que lhes passam quando acham que o “menino” não voltou tão limpinho como quando o entregaram, ou os acusam de não terem velado por eles com suficiente atenção ou cuidado? Ah, pois é. O assunto merece uma birra, até porque os avós servem para isso mesmo, para permitir aos netos experiências diferentes, e até que corram alguns riscos, controlados, claro, que ajudam a crescer.

    Mas fica também um aviso, os Livros de Reclamações são só para usar em casos extremos, porque a vida é curta demais para guerras e amuos. 

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    12 min
  • Como sobreviver às guerras entre irmãos

    Discutem por tudo e por nada, acusam-se mutuamente de mil e uma coisas, e foi sempre o outro que começou, que bateu ou insultou primeiro — as guerras entre irmãos desgastam a cabeça dos pais e tiram-nos do sério. A mãe destas Birras já achou, em tempos, que tinha a solução para este problema, mas agora que tem quatro filhos em casa rende-se à evidência de que a maior parte das receitas não funcionam.

    Ou, melhor, funcionam com algumas crianças e adolescentes, mas com outros não. A avó destas birras oferece alguma esperança a pais desesperados: em primeiro lugar, os irmãozinhos perfeitos só existem nas histórias, e mesmo assim apenas em algumas, e depois, em 99% dos casos estas guerras passam à medida que cada um ganha o seu espaço e vida própria, deixando de competir tanto.

    Mas, para que tudo acabe bem, há alguns erros que os pais não devem mesmo cometer. Oiça a nossa birra de hoje e descubra qual — e envie-nos mais sugestões, que deste lado, agradecem-se todas as boas experiências.

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    9 min
  • Como lidar com uma “criança explosiva”?

    Claro, claro que a primeira reacção é recomendar um puxão de orelhas, mais autoridade, disciplina, regras, toda aquela lista supostamente milagrosa, que estamos sempre prontos a recomendar quando os filhos não são nossos. Mas isso é partir do pressuposto de que estas crianças que têm um limiar de frustração muito baixo, respondem bem a qualquer desses “tratamentos”, e que alguém fica a ganhar depois de aplicados. O que é mentira.

    Para percebermos melhor estas birras, diz a mãe-educadora de infância, precisamos de perceber que explosivos somos todos, quando as circunstâncias ultrapassam a nossa capacidade de as gerir. A diferença está na forma como se explode. Algumas crianças e adultos têm “sorte” e choram, provocando nos outros uma reacção de empatia, que tende a consolar e a ajudar a resolver o problema, mas há outras que não o conseguem fazer. Dessas algumas gritam, outras guincham, atiram coisas e ainda existem aquelas que batem em si próprias ou nos outros, manifestações de desespero muito mais difíceis de aceitar. Mas se percebermos que essas explosões são sintoma desse desespero, torna-se um bocadinho mais fácil lidar com elas. Mas entre neste podcast e oiça o que temos a dizer de viva voz.

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    12 min
  • Sacrificamo-nos demais por eles?

    Há momentos em que nos olham mais como motoristas e aplicações de MB Way do que propriamente como mães, e é difícil não desbobinar a lista de tudo o que fizemos por eles, esperando um sinal de reconhecimento. Nessas alturas perguntamo-nos se não nos sacrificámos demais por eles, se não exageramos na tentativa de lhes tirar da frente todos os obstáculos. Ou pergunta-se a avó, porque a mãe destas Birras lembra que as decisões que tomamos em cada momento são, por regra, as possíveis. Dai que se voltássemos atrás faríamos exactamente a mesma coisa. Oiça a nossa Birra, porque temos muito mais a dizer sobre tudo isto, do que aquilo que cabe nestas linhas.

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    9 min
  • “Não ia lá com um puxão de orelhas?”

    A avó atira a matar: enerva-a a aparente passividade com que os pais parecem aceitar as birras dos seus filhos. E não resiste a perguntar: “Achas mesmo que com um puxão de orelhas não se resolvia mais depressa?”.

    A mãe/filha, estudou Educação de Infância a sério, e além disso tem quatro filhos em casa, e garante que não. Que não resolve, e que nem sequer é assunto aberto a discussão, num tempo em que até se defende que os maus-tratos aos animais devem configurar na Constituição.

    Acredita que as crianças, como os adultos, desejam por natureza colaborar. Quando não o fazem, é porque não conseguem. As suas birras dizem isso mesmo, “Não consigo mais”. Dar um açoite, gritar ou humilhar nunca ajudou ninguém a acalmar-se, a autorregular-se ou a resolver um problema. Não é o que estamos sempre a dizer aos nossos filhos quando eles se pegam uns com os outros? Mas que tudo isto é difícil é. Pelo menos isso reconhece. Oiça a nossa Birra e deixe-nos a sua opinião.  

     

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    10 min
  • “E agora os meninos não votam?”

    As eleições são já no domingo e consta que, mais uma vez, a abstenção vai ser maior entre os jovens dos 18 aos 30 anos. Porque não acreditam nos políticos, no “sistema”, no diabo a quatro. A avó indigna-se e faz uma birra: onde falhámos para que os nossos netos/filhos abram mão de um direito que tem apenas cinquenta anos, e levou séculos a conquistar, com sangue, suor e lágrimas dos nossos antepassados. Enquanto ainda hoje homens como Navalny dão a vida por um estado democrático, os nossos meninos vitimizam-se e cruzam os braços, e alguns até acham que mudar o mundo é atirar tinta à cara de alguém? 

    Onde é que, pais e avós, falhámos e o que podemos fazer — já, já, nas próximas horas — para que lá em casa quem já conquistou o direito ao voto, não deixe de o exercer. Boa sorte.  

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    10 min
  • Quando socorremos os nossos filhos... de medos que são só nossos!

    Chamam-lhes “fantasmas dos quartos de brinquedos”, e ressurgem quando nos vemos com uma criança nos braços, medos que julgávamos ultrapassados mas que acordam quando revivemos as mesmas situações com os nossos filhos ou netos. Quando temos consciência deles, esforçamo-nos por não permitir que os contagiem e juramos a nós mesmas que não perceberam nada — até os encorajámos a dar uma festa ao cão, mesmo se tremíamos por dentro, até lhes comprámos uma tenda para acamparem, embora a memória esteja fresca de como nunca fomos capazes de, com aquela idade, dormir fora de casa. Mas o medo tem formas muito mais sub-reptícias de passar de geração em geração. Entre na nossa Birra, e pense alto connosco.

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    10 min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.