
Sign up to save your podcasts
Or


Já muita gente disse que o ofício de mãe é o mais exigente de todos, sem hora de entrada ou saída, fins-de-semana ou folgas, e com um ordenado que escandalizaria qualquer sindicato, mas o posto de Mãe Natal, é ainda mais difícil. Oiça a nossa Birra de hoje e descubra quais são as habilitações necessárias para o cargo, e as armadilhas que deve evitar na entrevista de emprego. Boa sorte.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje a guerra entre avó e filha está ao rubro - a avó/mãe acha que devem continuar a educar os seus filhos até que a morte os separe… e mais além, enquanto que a filha/mãe pede antes que confiem. Confiem no trabalho que já fizeram, desistam daquele que não terminaram a tempo e horas, e deixem-nos educar em paz. Mas oiça e, por favor, tome partido!
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os pais helicópteros, cognome fabuloso, são aqueles que pairam sobre os filhos a par e passo, criando um tal remoinho de vento que os pobres mal conseguem andar pelo seu próprio pé. O termo foi cunhado já em 1969 pelo psicólogo Haim Ginott, “plagiando-o” do testemunho de um miúdo que comparava a mãe a um helicóptero — a culpa é sempre das mães! —, mas aparentemente foram-se multiplicando qual praga de gafanhotos, chegando até à universidade.
Segundo um artigo recente do Expresso, os professores queixam-se de pais que discutem as notas dos seus rebentos de 19 e 20 anos de idade, escrevem a pedir justificações, fazendo com que os seus filhos maiores e vacinados passem por mentecaptos — o resultado, argumentam, é uma crescente imaturidade dos alunos.
Ah, sim, este era assunto para uma conversa acesa em mais um episódio do Birras de Mãe.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
O que leva as mães a competir umas com as outras, insinuando de forma mais ou menos aberta que os seus filhos vão à frente na corrida (não se sabe para que meta), ou que graças aos seus dotes de parentalidade, “Já dormem a noite inteira”, “Não fazem uma birra”, “Comem sozinhos”?
Há mais razões do que dedos de uma mão: Pode ser curiosidade genuína, sem qualquer intenção de diminuir a interlocutora. Pode ser uma mera constatação, mal interpretada pelas “colegas” mais inseguras. Pode ser porque precisam de um elogio, de uma validação.
Mas — acredita a avó/mãe, na birra de hoje — também pode ser sintoma de uma nova forma de ser mãe e pai, em que a parentalidade é encarada como uma licenciatura ou um mestrado, em que todo o foco é colocado na competição pela nota mais alta. Pais que, tal como diz a psicóloga do Desenvolvimento, Alison Gopnik, tendem a ser mais pais carpinteiros, procurando esculpir a criança, como quem faz uma cadeira ou uma mesa, do que pais jardineiros, que regam e cuidam, mas que sabem que o resultado final não é mérito seu.
A mãe/filha abana a cabeça, não sabe se concorda. Mas oiça a Birra desta semana e decida por si.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
É nossa obrigação ajudar as crianças e os adolescentes que temos lá em casa a entender as crises políticas. Até porque a convicção de que os políticos são todos uns vigaristas é o slogan dos populistas que mais contribui para desacreditar o bem mais preciosa que temos - a democracia. Vamos lá explicar-lhes o que é a presunção da inocência, a importância da prova, e porque é que a justiça dos tribunais é mais lenta do que aquela que é feita à mesa do café e nalguma comunicação social. Vai ver que entendem depressa se lhes der exemplos de situações reais, tiradas das guerras entre irmãos (“Mãe, foi ele que começou!), ou da escola (“A professora acusou-me de copiar!).
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Hoje vamos falar de bolas. Não as de futebol, nem as de Berlim, mas as bolas de comportamento que continuam a ser usadas nalgumas escolas, felizmente cada vez menos. À sexta-feira os pais recebem esta classificação do comportamento dos filhos, uma bola por cada dia da semana — afixada também na sala de aulas —, como se o professor pretendesse que os pais (que não presenciaram, nem estavam lá) continuassem o castigo pelo sábado e domingo a fora.
A Ana indigna-se com um método que não ajuda ninguém. E, afinal, os comportamentos reprovados são, de facto, maus-comportamentos, ou comportamentos mais do que adequados à idade? Pede-se o impossível e depois castiga-se porque o impossível não foi feito? E, já agora, qual era o adulto que aceitava que afixassem uma tabela pública do seu comportamento no local de trabalho?
Oiça e entre neste debate.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
“Porque é que ele ainda anda de chucha?”, comenta a avó, a meio de um almoço de domingo. E a mãe da criança explode. Porque já se sente tão pressionada e julgada por toda a gente, por que o comentário cai como a gota que faz transbordar o copo.
A birra de hoje é uma birra sobre chuchas, essa invenção que se introduz na vida dos bebés com o objectivo de os sossegar — procurando muitas vezes que ajude a substituir o peito —, mas que a “sociedade” determina que deve ter um ponto final pelos dois anos de idade. Será? Junte-se à discussão.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ah, as sogras! Não podiam escapar às Birras de Mãe. O desafio de hoje é descobrir que tipo de sogra é a sua, ou que tipo de sogra vai ser (informação importante, enquanto é tempo de fugir). A sogra dos Conselhos, que entra em competição aberta com a nora; a Sogra Carente, aquela que se queixa de que “nunca telefonam, nunca dizem nada”, a Sogra Bisbilhoteira, a que é urgente por limites, a Sogra Perfeccionista, que nos vem inspeccionar a casa; a Sogra Mais, a que é uma heroína e foi sempre a melhor a tudo, a Sogra Unicórnio, a que todas queremos ter.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
O criador da supermulher era um homem. Mais, era bígamo, ou seja, a mulher que criou é inspirada não numa, mas em duas. E nós, mães, caímos na esparrela e andamos para aqui a tentar voar tão alto como ela, na tentativa de chegar a tudo e a todos, exaustas e culpabilizadas.
Aqui no Birras de Mãe esforçamo-nos para dizer adeus à capa, descer do pedestal e aprender a, genuinamente, partilhar as tarefas domésticas e o cuidado dos filhos. Mas não é fácil e, muitas vezes, somos as nossas próprias inimigas.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
As guerras em redor da comida põem os cabelos em pé a uma avó que recorre aos conselhos das Birras de Verão. Porque é que os pais (e em muitos casos os avós) se afligem tanto quando uma criança (que está bem e saudável) não come, e procuram forçar mais uma colher pela goela abaixo apesar dos seus protestos? Estão mesmo preocupados com a “nutrição” do filho, ou usam as refeições para testar o seu poder, levando sem querer a criança a perceber que há pelo menos uma coisa que é ela que controla: o abrir ou não abrir a boca. Descobre assim como esse simples gesto perturba de sobremaneira os pais.
Provavelmente, dizem muitos especialistas, é nestas batalhas à mesa que nascem muitos dos distúrbios alimentares, mas mesmo que as consequências destas cenas não sejam dramáticas, quanto tempo de férias boas se perdem nelas.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
From the publisher's feed
Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.