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Uma avó faz uma birra contra a “moda” dos pais impedirem os avós de irem à maternidade conhecer o novo neto. Tudo para, supostamente, preservarem a bolha do casal e do novo filho, permitindo-lhes “conhecer” o bebé, sem interferências externas.
Ui, e onde foi parar a sabedoria de que para criar uma criança é precisa uma aldeia, pergunta as Birras de Verão. Mas foram tentar perceber melhor este fenómeno que parece estar a alastrar, com medo de que a decisão dos pais — tomada previamente, quando ainda não fazem ideia de como é que vai correr o parto e têm dele uma visão muito romantizada —, acabe por ser uma armadilha onde as próprias mães acabem por ser a vítima.
Nada contra a decisão individual de um casal em particular pedir espaço e tempo, porque sente que precisa dele, mas já tudo contra as soluções pré-fabricadas, sustentadas no “é suposto”, em que o tiro acaba por sair pela culatra, deixando a mãe e o pai isolados e sozinhos, e os avós magoados porque ninguém lhes foi capaz de explicar porque não podem fazer parte deste momento tão extraordinário, como é a chegada ao mundo de um neto.
Talvez, como em tudo, a virtude esteja no meio — que tal as maternidades particulares serem mais exigentes nos horários das visitas?
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Devemos ir buscar a um campo de férias um filho que chora com saudades de casa? A pergunta de hoje não é de resposta fácil. Por um lado, queremos que se emancipe e descubra que vale a pena superar a hora da saudade — sempre aquela em que o sol se põe e desce sobre nós uma certa angústia —, mas, por outro, preocupa-nos que se sinta abandonado e, da próxima vez, se recuse determinantemente a partir seja para onde for sozinho.
É um jogo de cintura complicado, em que é preciso ir esticando um pouco a corda, mas sem deixar que parta, porque, pelo menos para esta mãe e avó, o mais importante é que uma criança saiba que os pais estão sempre prontos a resgatá-la de situações para as quais ainda não esteja realmente pronta.
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Uma mensagem anónima de uma mãe, ou avó, quem sabe, que faz uma birra contra a “energia irritante” do marido que se durante o resto do ano é gerível, nas férias põe em risco o casamento...
As Birras de Verão solidarizam-se, e oferecem sugestões, tal como que seja ele a ficar com as crianças às primeiras horas da manhã porque, já agora, juntam-se todas as energias irritantes num sítio só. Mas vão mais a fundo na questão. E se, afinal, grande parte do problema estiver na cabeça de quem imagina que tem de acompanhar o ritmo do outro, sem se dar ao direito de gozar férias à sua maneira, sem se sentir em falta por não ser a suposta mulher ideal? Decididamente é tempo de por as cartas na mesa...
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“Mas os pais dos outros todos deixam!” — a frase mais ouvida por pais de adolescentes, desde tempos imemoriais. A frase que nós próprios dissemos mil vezes, e que se torna omnipresente nas férias do verão, em todas as famílias de aquém e além-mar. Como reagir, para além do estereotipado, mas quem manda em ti sou eu...
O Birras de Verão vem em auxílio dos pais que sofrem este bullying, porque só quem já foi vítima dele conhece a persistência de um filho/a decidido a sair à noite. Talvez haja uma saída que concilie todas as vontades e evite amuos demasiado longos...
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Assistir a birras dos filhos dos outros em lugares públicos, ui, o tema é escaldante — os restaurantes e as praias, nestes meses de verão, são o palco mais provável destes momentos de por os cabelos em pé. Mas as piores, queixa-se uma avó, são aquelas em que os pais permanecem impassíveis, como se não estivesse à vista que a criança está mesmo a incomodar os outros.
Na verdade, são os pais que irritam, bem mais do que os miúdos. Certo. Mas, por vezes, são presos por ter cão e por não ter: quantas bocas ouvem também os que recorrem ao telemóvel para os entreter?
Será que, no meio de tudo isto, nos estamos a tornar intolerantes a crianças, esquecidos da verdadeira natureza desta “espécie”?
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Pai e mãe estão em desacordo — ele insiste que a melhor maneira de resolver o medo do mar que o filho sente é obrigando-o a entrar na água, enquanto a mãe — que nos escreve — não vê sentido em fazê-lo passar por este terror. O marido acusa-a de estar a proteger excessivamente a criança de 4 anos, de querer fazer dele um “medricas”, ela reage dizendo que ele só age assim porque o filho é um rapaz...
O assunto é sério, não só pela tensão que provoca no casal, mas porque objectivamente as crianças que fogem da água acabam por se auto-excluir das brincadeiras dos outros. Neste episódio do Birras de Verão, falamos de como procurar vencer a fobia, sem que ninguém se afogue nela.
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Uma mãe não sabe o que fazer com a carga de Trabalhos Para Casa que recebeu da professora para as férias do filho, mas de uma coisa está segura: se insistir numa guerra diária para que a criança os complete, os próximos meses vão tornar-se num inferno.
As Birras de Verão tentam salvá-la. A ela e a todos os pais e filhos que se vêem nos mesmos apuros. Os maus resultados escolares angustiam os pais, não vale a pena por paninhos quentes sobre o assunto, porque lhes fere um bocadinho o amor-próprio, sim, mas também porque tendem a “catastrofizar” o futuro da criança, imaginando que as dificuldades que sente aos 7 anos se vão reflectir nas oportunidades de trabalho e de vida décadas depois. Mas é urgente que procurem resolver esses fantasmas, sem contagiar os filhos, protegendo o “espaço de casa” e as preciosas semanas de férias que têm em família. Encontrando outras soluções.
Ah, esperem, mas este podcast fala, também, dos pais que, por iniciativa própria, decidem levar a escola na mala, assumindo o papel de professores/treinadores dos filhos, tal a ânsia de os tornar nos melhores da aula. As intenções podem ser as melhores, mas...
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O omnipresente conflito de gerações em torno da amamentação agrava-se com o calor, porque o bebé passa a mamar com mais frequência. A mãe ameaça explodir ao próximo comentário da avó, e a avó já não aguenta ver aquela criança alapada ao peito, sem dar um palpite. A Ana vem em socorro desta mãe com argumentos científicos...
Com o verão sobem as temperaturas nos termómetros e nas famílias, e as Birras de Mãe chegam ao rubro.
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Com o verão sobem as temperaturas nos termómetros e nas famílias, e as Birras de Mãe chegam ao rubro.
A avó/mãe, Isabel Stilwell, e a mãe/filha, Ana Stilwell, aproveitam os minutos de paz que conseguem resgatar à confusão de baldes e bóias, bolas-de-berlim e chantagens de adolescentes, para responder ao vivo às perguntas que avós e mães lhes enviam.
Uma avó protesta que a filha lhe deixa o neto com uma lista infindável de exigências e recomendações. Daquelas que ocupam a porta inteira do frigorífico. Quer saber como reagir, sem criar um cisma familiar.
As Birras de Verão tentam salvar-lhe as férias.
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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.