Birras de Mãe

Birras de Mãe

By Isabel Stilwell e Ana StilwellKids & Family
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Birras de Mãe episodes

  • Mães sobrecarregadas têm mais dificuldade em competir profissionalmente

    Os tempos mudam, mas a divisão das tarefas em casa e com os filhos continua a caber mais do que maioritariamente às mulheres. 

    Quem cozinha diariamente? Em 65% das casas portuguesas são elas, e em 78% são também elas quem lava e passa a ferro a roupa. São as mães que maioritariamente vestem os filhos pequenos, que os deitam, que os levam ao médico, que ficam em casa quando estão doentes. E por aí adiante, diz o Instituto Nacional de Estatística. E se isto não é assunto para birra, não sabem o que é!

    As consequências deste duplo emprego não são apenas um cansaço imenso, mas também a dificuldade de avançar na carreira e obter uma melhor remuneração. O que vai ser mais difícil ainda quando uma das áreas em que as mulheres estão a ficar para trás é a das competências digitais/Inteligência Artificial, com tudo o que isso implica para a sua vida profissional. Surpresa — quando os especialistas foram descobrir porquê, chegaram à exacta mesma conclusão daquela a que qualquer mãe que gaste dois minutos a reflectir no assunto chega: falta de tempo! Falta de tempo para aprender, com tudo o que a aprendizagem implica, de tentativa e erro. Basta ver as estatísticas acima para ter a certeza de que as mulheres têm mais que fazer – literalmente.

    A solução passa por uma divisão mais justa do uso do tempo, mas não basta apontar o dedo aos homens. Nós também temos de mudar. Precisa mesmo de ouvir o episódio de hoje.

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    12 min
  • Medalhas para os pais e segundas-feiras para os avós

    Depois de um fim-de-semana passado com filhos e os filhos pequenos destes filhos, a avó destas Birras está pronta a propor que a mais alta condecoração portuguesa seja concedida a todas as mães e pais do mundo. Só hormonas milagrosas podem explicar a infinita paciência com que suportam noites sem dormir, ou a dormir mal, e dias empregados a correr atrás deles, para impedir que metam os dedos nas fichas eléctricas ou se lancem por escadas a baixo, a empurrar triciclos ou a ensinar a andar de bicicleta, encorajando-os e velando por eles. Exaustos, mas embevecidos.

    E foi perante esta realidade nua e crua que compreendeu a obsessão pelas “Rotinas”, que dão direito a aplicações e manuais que supostamente garantem tornar o comportamento das crianças mais previsível. É que sem a miragem da hora da sesta, do banho, ou do deitar, ninguém aguenta. Sem a ilusão de que nas vinte e quatro horas do dia se vão conseguir dez minutos para tomar um duche ou nos alienarmos numa parvoíce qualquer no telemóvel, os pais desistiam na primeira semana.

    Quanto aos avós, além da satisfação de poderem dar uma mãozinha a tornar a vida de filhos mais leve, e a dos netos mais divertida ainda, os mais sensatos retiram destes dias uma enorme alegria: a certeza de que a seguir ao domingo, vem uma segunda-feira em que podem estar, de novo, sozinhos em casa.

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    10 min
  • “Deixa-me vestir a minha netinha!” — a obsessão dos avós pelas roupas

    Quem é que disse que as coisas fúteis não provocam birras? À primeira vista ninguém se importa com aquilo que um neto veste, desde que esteja saudável e feliz…

    Pois, em teoria, mas na prática muitos avós, mesmo que os próprios não saibam explicar bem porquê, enervam-se com a falta de uma golinha, ou que que a camisola não fique bem com os calções.

    A verdade é que os avós são atraídos pelas lojas de roupa de crianças — por regra, também têm mais tempo e mais dinheiro —, e não resistem a oferecer roupa nova, aquela que os filhos vestiram em pequeninos, e que guardaram com tanto cuidado exactamente para quando os netos chegassem. Só que, por muito gratos que os pais fiquem, há dois pontos a ter em consideração: o seu próprio gosto e o gosto da criança, que também conta, mesmo que há uma geração contasse menos.

    Neste episódio do Birras de Mãe, avó e filha/mãe avançam para o tema sem papas na língua.

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    15 min
  • Guia para falar com netos sem ofender os pais

    Nada do que dizemos está certo, a isso os avós já se habituaram. Mas se quer começar o ano com o pé direito preste muita atenção a este episódio do Birras de Mãe: um novo dicionário para falar com os netos, sem acabar a levar uma reprimenda dos pais. Ah pois é, já não se podem dizer coisas como “Tem cuidado!”, mesmo quando ele está na iminência de cair pelas escadas, nem tão pouco “Estou orgulhosa de ti”.

    Mas entre, e ria-se connosco, porque não há outra forma de lidar com o politicamente correcto.

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    8 min
  • Cuidado, o pessimismo é contagioso

    Numa loja, uma senhora vê uma mãe com o bebé ao colo, dá-lhe os parabéns, mas acrescenta rapidamente que este não é propriamente um mundo para o qual se traga uma criança! A avó destas Birras escuta a conversa e desata a protestar! Dias depois, quando gravou este episódio, ainda estava em modo birrento – será que as pessoas sabem que há cem anos as crianças trabalhavam em minas, morriam de uma gripe, tinham uma forte probabilidade de passar fome e de ficarem órfãs ainda meninos? Pois é, lucidez precisa-se, porque o pessimismo é contagioso e só leva ao cruzar de braços.

    Em vésperas de um ano novo, falamos do que podemos fazer para ajudar os nossos filhos a serem gratos por terem nascido num país em paz, mas também conscientes da responsabilidade que lhes cabe em tornar esta terra num lugar melhor para todos. E isso só vai acontecer se guardarmos em nós a alegria e o optimismo. Feliz 2025.

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    11 min
  • Como impedir que o Natal destrua um casamento

    Este é o lugar de todas as birras, o sítio certo para desabafar sobre o lado B do Natal. Aquele que pode ser uma ameaça aos casamentos mais sólidos. Nestas semanas, a maior parte de nós regride um bocadinho à infância e aos rituais e tradições da nossa família de origem, que podem colidir com a da família do outro, por muitos anos que já tenham passado desde que estão juntos. O que parece fundamental para um, é ridiculamente acessório para outro, e se juntarmos ao caldeirão os ritmos e as expectativas diferentes de várias gerações, e o cansaço que se acumula, o resultado pode ser muito pouco natalício. Temos alguns antídotos para lhe oferecer, Feliz Natal.

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    11 min
  • Avós, não escondam as más notícias

    A intimidade numa família não é um dado adquirido, é preciso construi-la, mas depois mantê-la, alimentando-a com uma partilha das nossas alegrias, mas, também das nossas tristezas. A verdade, porém, é que temos muito mais facilidade em falar com os outros das primeiras, escondendo muitas vezes as segundas, sob o pretexto de não queremos “pesar” naqueles que nos são mais próximos.

    A filha indigna-se: “Não nos roubem o direito a preocuparmo-nos”, diz, argumentando que o rombo na relação entre pais e filhos é grande quando uma das partes descobre muito tarde que a outra está (ou esteve) doente, angustiada ou com problemas e não permitiu que a acompanhassem nesse sofrimento ou inquietação.

    O mesmo aplica-se aos filhos, reage imediatamente a avó/mãe, até porque a única forma de ficarmos realmente sossegados é termos a certeza de que caso aconteça alguma coisa seremos imediatamente informados.

    Nada melhor do que o Advento para começarmos a praticar.

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    11 min
  • “Pais, ajudem os vossos filhos a crescer”

    Os avós têm a certeza, os pais muitas vezes nem tanto. Certeza de quê? De que não é nada fácil deixar crescer os filhos, cultivar a sua independência e aceitá-la. A educadora Luísa Vian pôs o dedo na ferida quando escreveu que “para crescer é preciso querer crescer, o que é difícil, mas deixar crescer não é mais fácil”. E é ela que garante que os pais sentem uma enorme ambivalência, mas que precisam de lhes assegurar de que não é por crescerem que vão deixar de ter o nosso amor.

    Num primeiro momento reagimos à defesa — protestamos que tomara a nós que se vestissem sozinhos, que fossem a pé para a escola, que nos deixassem mais tempo livre —, mas se formos honestos e procurarmos bem cá dentro, talvez encontremos um certo terror de que deixem de ser os nossos bebés e se façam à vida, sem olhar para trás. Mas entre nesta nossa conversa e pense alto connosco, porque há pequenas coisas que pode fazer para os ajudar a encarar o futuro com entusiasmo e sem medo.

    É neste ponto que a avó se indigna e explode: “Por favor, adultos, parem com essa conversa de que o mundo está perdido e que mais vale ficarem sossegadinhos e protegidos no sofá a jogar consola, atirando a culpa de tudo para cima dos que vieram antes deles.”

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    16 min
  • Venham buscar a vossa tralha — a birra de uma avó que não consegue esvaziar o sótão

    Os filhos queixam-se de que a casa dos pais está cheia de tralha, mas o que não contam é que a maioria daquelas caixas cheias até cima de manuais escolares que nunca mais vão ser abertos, de roupa que nunca voltarão a usar lhes pertence!

    A avó desta história passou o fim-de-semana a tentar deitar coisas fora, mas os protestos foram muitos, porque tudo era precioso, tudo são recordações. Porque, afinal, garante a Ana, a casa dos pais deve continuar para todo o sempre a ser a casa dos filhos, que têm o direito — diz mais uma vez a Ana — a regredirem para a infância e a adolescência mal entram por aquela porta. Não perca esta birra que se não adiantar muito ao problema em questão, talvez provoque algumas gargalhadas que sempre desanuviam a tensão.

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    10 min
  • “Tinha medo de fazer mal ao meu filho”. A depressão pós-parto é para levar a sério

    Pintamos o nascimento de um filho de cores claras e chilrear de passarinhos, como se tudo fosse felicidade, tornando quase impossível que uma mãe se sinta capaz de pedir ajuda quando os pensamentos mais negros lhe enchem a cabeça.

    Como é que terá coragem de confessar, por exemplo, que tem medo de se magoar a si mesma ou, vergonha das vergonhas, cometer um acto de desespero contra o seu recém-nascido, que não pára de chorar?

    Pois, é tão difícil não julgar os outros, e as mães que sofrem de depressão pós-parto sabem que é assim e por isso calam o seu gigantesco sofrimento, deixando perdidos também a sua família mais próxima. Porque ninguém lhes disse, ou se disse nem ela, nem quem a rodeia acreditam realmente, que sofrem de uma doença, uma doença a que é preciso urgentemente acudir. Mas que tem cura.

    Foi para chegar a cada vez mais mães e prevenir os casos graves que uma equipa de psicólogos clínicos da Universidade de Coimbra criou a plataforma digital Be a Mom (beamom.pt), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, e que já foi testada num universo de mais de mil mulheres. Uma aplicação fácil de usar no telemóvel, adaptando-se à rotina e à necessidade de confidencialidade, destinada a todas as recém-mães, com conselhos e sugestões, mas também com a capacidade de avaliar o nível de depressão e de alertar em caso de risco.

    Entre neste episódio de Birras de Mãe e fique a saber mais sobre este projecto, que é urgente divulgar.

    O Birras de Mãe está disponível na Apple Podcasts, Spotify e em todas as restantes aplicações para podcasts.

     

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    13 min

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.