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Um Tinder para mães, em que uma mulher em licença de parto poderia descobrir outras mães na mesma situação na vizinhança, para um passeio no parque com os seus bebés, para beber um café e conversar, cortando com a solidão e o isolamento em que tantas se descobrem nesta fase?
A ideia é da Ana e surge neste episódio na sequência de uma ode às amizades entre os pais dos amigos dos nossos filhos. Essa comunidade que se vai criando e que transforma o dia-a-dia das famílias, tanto em termos práticos (“Podes trazer hoje o meu filho da escola?”; “Porque não o deixas cá esta noite e curas essa enxaqueca?"), como psicológico porque, afinal, conhecem bem as crianças uns dos outros e estão todos na mesma fase de crescimento.
A Ana classifica estes amigos como “diamantes”, mas recorda que a “vila” que nos ajuda a criar os nossos filhos não nos vai bater à porta — é preciso construí-la e trabalhar para a manter. É sobre amizade, a nossa Birra de hoje.
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São mais de seis mil as crianças entregues ao cuidado do Estado que permanecem anos a fio em instituições, e apenas cerca de 300 as que têm o privilégio de receber o cuidado de uma família de acolhimento, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa.
A campanha que pretende encontrar mais famílias dispostas a acolher uma criança surtiu resultados. Conseguiu aumentar ligeiramente este número, mas ainda há muito a fazer. E se a ideia de nos afeiçoarmos a uma criança para depois a “perder” assusta, mesmo sabendo de antemão que é esse o desfecho inevitável, o que dizer de um bebé que não tem forma de saber o que aí vem, que se apega a nós como se fôssemos para sempre, e de repente é reconduzido para outra família?
A resposta é mais simples do que à primeira vista parece: qual é a alternativa? É melhor conhecer um colo e uma família e separar-se dele (mantendo geralmente ligações para toda a vida), ou nunca ter tido colo nem a oportunidade de aprender a vincular-se aos outros? Pois.
A questão de fundo, a única que realmente troca as regras do jogo, é a eternização de uma solução que está pensada para ser uma transição muito curta. Mas esse crime, o crime de manter estes meninos num limbo, roubando-lhes a infância (e o futuro), é um crime contra todas estas crianças, a que não nos podemos conformar. Mas, que estas famílias de acolhimento com uma enorme generosidade tentam minimizar.
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O número de cesarianas em Portugal não pára de aumentar, com uma incidência assustadora nos hospitais particulares, que representam seis em cada dez partos, mas com números crescentes também nos públicos.
Se há bons motivos para birras, este é decididamente um deles. Ninguém é, obviamente, contra as cesarianas, que salvam vidas de mães e bebés, mas o que explicam estes números, em absoluta revelia com as recomendações da Organização Mundial de Saúde?
Será que as grávidas estão realmente informadas sobre os riscos para elas e para os seus bebés? São levadas a esta decisão por medos que não tem razão de ser, e que uma boa prática clínica e de acompanhamento podiam facilmente contornar, ou por razões que não deviam sequer contar nesta equação como, por exemplo, o desejo de compaginar o parto com a agenda do médico que as assiste? Esta Birra não foge às perguntas difíceis. Oiça, comente e conte-nos a sua experiência.
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“O meu marido não deixa o nosso filho ficar com os avós, porque são adeptos de Trump” — era este o título de um artigo do The New York Times. Num momento em que também em Portugal as famílias se “polarizam” em torno dos últimos resultados eleitorais, o Birras de Mãe não foge ao tema.
Quando os ânimos estão ao rubro, como gerir as relações entre avós, filhos e netos, sem deitar o menino fora com a água do banho? Porque, afinal, aquilo de que as nossas crianças mais precisam é de aprenderem a navegar com empatia e respeito, mas também com espírito crítico, um mundo contraditório e conturbado, e esta pode ser uma oportunidade de aprofundar a lição.
A política do “cancelamento”, de cortar relações, é uma saída fácil, mas que não leva a lado nenhum. Entre nesta Birra e deixe-nos os seus comentários.
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A ideia geral é de que os bebés são seres imperfeitos, pouco úteis, ainda por acabar e que dependem de nós para sobreviver até muito tarde, apenas porque se tornaram grandes de mais para caber na barriga das mães por mais do que nove meses. Mas Alice Gopnick, investigadora e psicóloga, veio revolucionar esta narrativa.
E se afinal o desenvolvimento “lento” dos cérebros dos bebés e das crianças fosse assim de propósito? Se, na verdade, aprendem e funcionam usando o método científico, dominando as relações de causa-efeito de uma forma extraordinária? E se o tempo em que cuidamos deles fosse uma forma de lhes permitir imaginar o mundo como poderia vir a ser, fazendo a cada geração avançar a nossa espécie?
São estas as perguntas e curiosidades que Ana e Isabel Stilwell nos vêm contar neste episódio.
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É daquelas pessoas que se envolvem activamente no jantar de amigos, mas por altura da sobremesa já está cansado e só quer fugir dali e voltar para casa? Tem um filho que não tolera a confusão de uma festa durante muito tempo? Então este episódio do Birras de Mãe é para si.
Tendemos a pensar que esta impaciência é resultado de uma baixa tolerância à frustração ou, pura e simplesmente, egoísmo ou má educação, mas há uma teoria que defende que pode ser explicada por uma grande capacidade de absorver com o máximo de eficiência a experiência. Já conversou, já ouviu, já contou, e agora precisa de regressar a um ambiente neutro, para digerir o que viveu. Mas há outras explicações para os adultos e as crianças com menos “pilhas sociais”, que são muitas vezes cruelmente julgadas.
Juntas, avó e mãe, discutem sobre como manter o equilíbrio entre respeitar estas características num filho e ajudá-lo a aprender a viver numa sociedade com expectativas sociais elevadas.
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O instinto leva-nos a procurar proteger os nossos filhos de todas as tempestades. A dar-lhes a infância cor-de-rosa que sentimos que merecem, poupando-os a grandes angústias. Mas se faz sentido não os sobrecarregar com problemas que não podem resolver, não lhes podemos roubar a oportunidade de partilhar as nossas dores, de aprender connosco a superar os obstáculos e a vencer os momentos menos bons da vida, mostrando-lhes que há sempre luz do outro lado do túnel.
Se não formos capazes de abrir o jogo numa situação de desemprego, quando enfrentamos dificuldades profissionais ou financeiras, injustiças ou até questões de saúde, quando chegar a vez de terem de enfrentar dificuldades semelhantes, podem imaginar que as coisas más só lhes acontecem a eles, podem imaginar que não são tão bons ou tão capazes como os seus pais foram. De tal forma que, também eles, em lugar de pedirem ajuda optem por esconder o que se passa, por medo de desiludir as pessoas à sua volta.
Neste episódio do Birras de Mãe, uma avó, que também é mãe, e uma mãe, que é igualmente filha, reflectem sobre onde está o ponto de equilíbrio entre a protecção e a missão dos pais de tornar as suas crianças mais resilientes. Junte-se a elas nesta conversa com muitas interrogações e poucas certezas.
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Nada nos prepara para a realidade de ser mãe, ainda que muitos nos queiram convencer de que sim. Aqui pelas Birras de mãe perguntamo-nos se cursos, livros e influencers da parentalidade nos estão a tornar mais aptos ou, pura e simplesmente, mais medrosos e incapazes de gozar o processo...
A avó confessa que não perdeu noites a ponderar se era justo ou injusto colocar um filho neste mundo, nem tão pouco se estaria a altura do desafio, mas reconhece que o facto de ter sido mãe muito cedo a fez provavelmente embarcar nesta viagem com uma ingenuidade feliz.
Junte-se a nós neste episódio que tem uma convidada especial, para reflectirmos sobre qual o grau de loucura necessário para se ser uma boa mãe.
Feliz Dia da Mãe para todas as mães birrentas.
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O tempo corre muito depressa e, quando por infelicidade perdemos os nossos pais, constatamos com angústia que há tantas coisas que queríamos saber sobre eles, sobre nós, e que nunca chegámos a perguntar.
Por vezes recordamos pequenas partes de histórias que nos contaram, mas onde estávamos com a cabeça, porque agora que queremos apanhar o fio à meada, o essencial parece escapar-nos.
É claro que subjacente a este fenómeno deve estar a nossa incapacidade de acreditar que alguma vez vamos ficar sem eles, que haverá um dia em que não estarão ao nosso lado ou à distância de um telefonema ou de uma mensagem, mas à verdade é que nem os nossos pais escapam às leis da vida e da morte. Mas enganamo-nos se imaginamos que os vamos assustar com estes interrogatórios porque o que vai acontecer é precisamente o contrário: todos gostamos de falar sobre nós próprios, mais ainda quando são os nossos filhos e netos que estão dispostos a escutar-nos.
Por isso, comece já hoje, seguindo as perguntas sugeridas pelo actor Anthony Hopkins, que podem servir de ponto de partida.
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Todos os dias somos bombardeados por recomendações de ingredientes milagrosos cheios de nutrientes e benefícios físicos e emocionais. No reel seguinte somos avisados de que estamos a consumir veneno e culpabilizados por o dar aos nossos filhos.
Os pais millennials entusiasmam-se a dar estas instruções a avós cépticos que aprenderam a “sorrir e acenar” enquanto passam aos netos um bocadinho de chocolate e reclamam que “no meu tempo comia-se o que havia e já era uma sorte!”
Ana e Isabel Stilwell exploram as loucuras destas recomendações guiadas pela ironia e pelo humor.
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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.