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Depois de um mês do outro lado do Atlântico, onde gravou 3 episódios dividindo o microfone com João Valente, Julio Adler volta ao paraíso purgatório da beleza e do caos e, ombro a ombro com Bruno Bocayuva, conduz o Boia 198 como líder de charanga reunida na última hora.
Nada de ensaio, instrumentos que vão e vem, referências de toda sorte e aquela alegria de viver que só a desordem proporciona.
Boia é mais Boia com nossas obsessões vibrando sem filtro e sem freio.
Mané Garrincha tabela com Michael Peterson, Jack McCoy ignora Tom Curren, Miles Davis dá uma dura no Chet Baker e o Rei Kamehameha II visita D. Pedro I.
Os números musicais chegam com Antônio Carlos e Jocafi com Nord West na abertura e os The Bad Plus com o cover do Queen, We Are The Champions, no fechamento.
A gente nem sente os pés no chão.
Depois de alguns episódios com a ponte entre os dois lados do Atlântico comprometida, o trio agridoce titular do Boia volta ao debate semanal lépido e fagueiro.
Como de costume, João Valente, Júlio Adler e Bruno Bocayuva não embarcam na histeria coletiva em torno do resultado mais polêmico da última semana, mas clamam por justiça técnica e algum amparo da lógica para reconstruir o que se entende por julgamento no surfe de competição.
No Imagem Falada o trio resgata uma ode do baixinho Midget Farrely a Phil Edwards, o melhor surfista da era de transição entre a madeira e a fibra.
Já o Almanaque chega mais caseiro com os traços do sócio atleta do Boia, Allan Sieber comparando personagens do mundo das artes e do surfe.
No meio do balanço, a trinca celebra o discurso do Chico em Portugal durante a providencial entrega atrasada no prêmio Camões.
E a trilha que embala a episódio abre com I Am a Part of the Wondere com Lonnie Holley e fecha com Rodrigo y Gabriela e The Ride Of The Mind.
Um é pouco, dois é bom, mas três é sempre melhor.
Molhou o pé na competição, gostou, mas não fez a cabeça.
Então, pegou prancha e cuia e se fez pelo mundo colecionando amigos, ondas épicas, capas históricas e conquistando geral com um sorriso que só se desfaz numa caverna de água em cima de coral seco.
Miguel Blanco é o convidado da vez que Julio Adler e João valente chamam pra mesa do Boia 195. O português com cara de taitiano desfila histórias de swells clássicos, ondas gigantes, superação de desafios e defesa dos oceanos, tudo a partir da sua varanda debruçada sobre o pôr do sol na praia de Ribeira d'Ilhas. Bruno participa de longe, mas baixa o sacode com perguntas incisivas a Miguel e com comentários fresquinhos sobre a primeira etapa do circuito brasileiro.
Para apimentar tudo, vamos de Vinícius de Moraes - Samba da Benção, na voz de Carlos Lyra e Maria Creuza na abertura, e Beth Carvalho na fila da quitanda pra fechar, com Saco de Feijão.
#193
Um Pra Lá de Marrakesh remixado e aumentado com o ilustríssimo Tito Rosemberg.
Na Trilha, uma homenagem ao Ryuichi Sakamoto, o homem que transformou silêncio em melodia,
(Tinha escrito um texto maior, cheio de referências aos assuntos, perdi tudo!)
Tem Peter Troy, Golpe de 64, Dora, Sahara, Naughton e Peterson, Arduíno, Barriga e o escambau!
Aproveita.
#191
Tem 50 pés quebra tudo por onde passa, mas não é onda!
Na abertura do Boia 191, o rolo compressor é PJ Harvey, com 50 Foot Queenie, dando o mote pra mais um episódio gravado em março, Mês da Mulher.
Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, os marmanjos de sempre, se reúnem na ilha de informação onde você atraca sua canoa toda a semana.
Aproveitamos o regresso do João para rapar o fundo da panela de Peniche e comentar o recém-anunciado (finalmente!) calendário do Challenger Series. Abordamos os paradoxos de uma entidade que promove a sustentabilidade e a correção política, por um lado, e organiza um circuito que obriga surfistas a cruzarem o planeta diversas vezes, usando bebidas alcoólicas e energéticas como fontes de receita, por outro.
As mulheres marcam de novo presença com uma foto histórica das mais ruidosas roqueiras do ocaso da década de 70 e ainda, um Almanaque dedicado ao muito recomendável documentário Sisters With Transistors, sobre as pioneiras da música eletrônica.
Tito Rosemberg crava os pingos nos is acerca da autoria da primeira matéria revelando o Rio de Janeiro dos anos 60 publicada na saudosa revista Surfer.
Finalizamos com Diana Ross usando e abusando de todos os seus atributos para empoderar como nunca as mulheres desse mundo com o clássico do Nile Rodgers, I’m Coming Out.
Boia 191, onde a ordem dos fatores altera o produto.
#190
Batuque na península, WSL não quer, por causa do batuque, eu congelei meu pé.
Bruno Bocayuva e Júlio Adler fardam, mas não talham! (João Valente está de licença Penichense!)
No dia seguinte das vitórias formidáveis do João Chumbinho e Caitlin Simmers, usamos a lente de aumento para procurar os detalhes que todo mundo enxerga e ninguem vê - ajudados pelo Bruno Coutinho, tão arrebatado pelo surfe profissional quanto voce e eu.
As mulheres estão presentes no mês de março em cada episódio, nas músicas (Saga pelos Hurray for the Riff Raff e All I Can Do pelos Carpenters), no Almanaque (Girls Can't Surf)e no Imagem Falada (Margo Oberg!).
Compra sua camisa do Boia - já temos duas levas, com desenhos diferentes! - confere no https://www.southtosouth.com.br/collections/camisetas-boia-podcast
#189
Com John Zorn não tem marasmo!
Eis que entram, num botequim em Copacabana, duma vez só! Just Fontaine, Wayne Shorter, Rell Sun, Lyn Boyer, Jericho Poppler, Nick Drake, Miki Dora, Malia Manuel, Caity Simmers, Morgan Maassen, Nicolau Van Rupp e Tito Rosemberg.
Dentro do estabelecimento, de braços abertos, Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente dão as Boas-vindas, enfileiram ampolas de cerveja barata e gelada e derrubam acepipes das mais variadas formas e sabores.
Trilha por conta da sugestão do Fernando Rodrigues Assumpção, Batman do John Zorn (Naked City!) e Nick Drake com Northern Sky.
#188
Fatiamos Pearl Jam com Jack Johnson, acendemos com Lee Perry, salpicamos com Jock Sutherland, Guilherme Tâmega e colocamos para ferver com uma boa dose de Kelly Slater.
Deixamos no forno por 1 hora e 24 minutos, acompanhados do Bruno Bocayuva e Júlio Adler, cobrimos com músicas do Cyro Monteiro (Saquinho de Dinheiro) e Bill Callahan & Bonnie Prince Billy (Miracles, Featuring Ty Segall).
Depois do Almanaque e Imagem falada, servimos a sobremesa, prato mais aguardado e apreciado, com Tito Rosemberg e o Pra Lá de Marrakesh.
Servimos de entrada, Endless Summer no festival de Cannes, The Physics of Noseriding da Lauren Hill e amuse-bouche.
É hora do Boia!
#187
Nessa terça-feira gorda o Boia vai de Seu Sete da Lira, o Exu do amor, da música e do carnaval, no meio do furdunço, balançando ao som de tambores, pandeiros, chocalhos, cavaquinho e acordeão.
Brasil bagunçou o coreto em Sunset, Filipe, João, Caio e cia botaram pra quebrar num terreiro onde quem rodava a baiana eram os habaianos- agora é os índios tudo que manda!
Colocamos no mesmo bloco, Paulinho da Viola, Moby Dick, Ray Bradbury, John Huston, Gary Elkerton e Herman Melville, vestidos de cartola, capa, colete, garrafa de marafo na mão e o escambau!
Pixinguinha, gênio da raça, começa os trabalhos, baixando com seu clássico, Vou Vivendo (50 anos da partida do Sr. Alfredo da Rocha Vianna Filho) e Gordon Lightfoot termina com uma homenagem, The Wreck Of The Edmund Fitzgerald.
Pai Tito da Pipa comparece com sua maravilhosa oferenda no Pra lá de Marrakesh e no Imagem falada, celebramos a vida do padroeiro do Surfe português, Pedro Martins de Lima, um cavalheiro que, por sorte nossa, escolheu surfar e deixou a história do surfe muito mais interessante.
Pedro se foi aos 92 anos, viveu 200 vidas.
#186
Nada melhor na folia do Momo do que balançar na rede e meter um episódio do Boia bombando na caixinha de som - ou fones!
Fantasiados de especialistas em assuntos aleatórios, Bruno Bocayuva (de Gabe Medina!), João Valente (de Ítalo Ferreira!) e Julio Adler (de Filipe Toledo!) desfilam toda malemolência dos mestres sala nos blocos do eu sozinho e sacodem uma resenha sobre a vitória do Robbo (sem trocadilho!) em Pipe e as peripécias do Caio herói e Zeke Vigarista na corrida maluca.
Na ala das baianas e dos obituários, sambamos ao som do Burt Bacharach e Trugoy, The Dove dos De La Soul, sem esquecer do nosso amigo Larry Haynes.
No Boia, o rei não é Momo, é Tito - evoé Titus!
Entre Almanaques e Imagens faladas, tiramos os Caballitos de totora da chuva e apresentamos a mais aguardada indumentaria desde o abadá do bloco da Daniela Mercury no carnaval de 98 em Salvador!
Chegaram as Camisetas do Boia, 100% algodão, Stone washed, frete grátis! (Para o Brasil) Entra no link e corre pro abrazzo!
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