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#172
1972 foi do balacobaco.
Teve Jimmy Cliff como estrela dum clássico no cinema jamaicano e tambem Jorge Ben fazendo o hino extra-oficial rubro-negro.
Disco era cultura e Cultura se escrevia com C maiúsculo.
Nada se perdia, só o pudor e as quadradices dos meus versos, sonhávamos mais com Sodoma e Gomorra do que com o paraíso.
João Valente e Júlio Adler (E Bruno Bocayuva, direto de Saquarema!)esculhambam com a memória alheia e afunilam estórias absolutamente aleatórias de discos que voce deveria ouvir, filmes e fotografias dignos de devoção e eventos que, talvez, tenham acontecido - ou não.
Mais! Arthur Muhlenberg, Flamenguista de quatro costados, empresta sua verve (Opa!) para descrever o que foi aquele gol de antologia que Fio Maravilha enfiou(Epa!) no Benfica.
Enquadramos o Herbie Fletcher em foto do Art Brewer (que precisa da nossa ajuda - https://www.gofundme.com/f/artbrewer) em Maalea e cultuamos um dos grandes filmes de surfe de todos tempos - Five Summer Stories.
A trilha fica toda por conta de 72, When My Baby's Behind Me do Big Star rolando o esférico para Jorge Ben e o Gol! Fio Maravilha.
Boia é um podcast com alegria nas pernas...Ops! nas quilhas!
Três é bom, dois é demais.
Com Bruno Bocayuva ausente no microfone por estar presente nas areias de Itaúna, a dupla careca Júlio Adler e João Valente, se reuniu para celebrar o ano de 1970 no episódio 170 do Boia Podcast.
E que ano foi 1970!
Teve Expression Session em Pipeline, embrião do Pipe Masters que em 2022 ensaia uma volta, prometendo, se não a violência da primeira edição, pelo menos um agitar das necessitadas águas do surfe de competição. O ano inaugural da década trouxe filmes e discos incontornáveis, e mais eventos que marcaram a história do surfe, como o Smirnoff Pro, com Nat Young passando a perna em Peter Drouyn, e teve o fatídico festival de Altamont, que jogou um pano negro na florida década de 60. Essas e muitas outras histórias estão mais um episódio do podcast mais derivante dos sete mares. De âncora, temos as rubricas habituais, desta vez com o mítico disco de João Donato, A Bad Donato, no Almanaque, e uma obscura foto de Michael Peterson e Michael Ho em plena concentração pré-surf no estacionamento de uma praia não identificada.
Para ensanduichar isso tudo, Os Mutantes abrem a cortina, com Ave Lucífer e Gwen McCrae fecha com Let's Straighten It Out
O início do papo que antecedeu a gravação do Boia 169 sugeria um episódio pouco fértil, raso, quiçá mecânico, mas quando começamos a gravar, os assuntos foram se enfileirando como uma série em Puerto Escondido.
Munidos de coragem, elã e alguma safadeza, Julio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva envergaram (opa!) sua verve (epa!) para mais de hora e meia de assunto.
Também pudera, final de semana cheio, teve circuito mundial na Califórnia com os pranchões e, em Portugal, o CS na Ericeira. Ainda teve uma saborosa viagem para 1969, ano do ‘swell do século”, do nascimento de um punhado de gente bacana, do lançamento de filmes e discos históricos e fatos desconexos que fazem sentido quando mencionados.
Almanaque foi de Summer of Soul, Imagem falada com Greg Noll, Makaha e Ken Auster.
Trilha ficou a cargo dos Feelies com Loveless love e Lonnie Liston Smith com Expansions.
#167
Será mesmo melhor queimar do que desparecer lentamente, como dizia Neil Young?
No Boia 167, o Trio Ternura dos podcasts de surfe, Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, lamentam a estúpida e prematura morte do genial australiano Chris Davidson, e ponderam os paradoxos e incoerências da romantização dos estilos de vida mais desregrados do surfe.
Não é uma conversa alegre, mas é necessária. O objetivo não é responder e sim, questionar.
O episódio é assombrado por esse e outros fantasmas, começando com a música do funkeiro de um disco só, Ike White, preso por assassinato, numa história que vale a pena escutar e um som que vale mais do que a pena ouvir.
Convidamos o bem-humorado e criativo diretor Bruno Zanin para jogar luz na ida precoce do Kalani David.
Citamos Tom Curren escrevendo sobre Davo e escutamos Renato Hickel e Fabinho Gouveia, companheiros de Tour por muitos, longos e memoráveis anos, relembrando o cara que ficou com a fama de Melhor Bebedor do Tour, um título que agora surge revestido de tragédia.
E como um urubu só não faz um funeral, ainda relembramos os saxofonista Pharaoh Sanders, expoente máximo do spiritual jazz, que também nos deixou por esses dias. Ou como diria Nietzche, por detrás do seu bigodão: Temos a arte para não morrer da verdade.
#166
Na Roma antiga havia uma peça de Terêncio, e no anfiteatro uma luta de ursos, algumas pessoas deixaram o teatro e foram ver a luta de ursos.
Os intelectuais lamentavam que as pessoas tivessem abandonado Terêncio para ir ver os ursos.
O Boia é a luta de ursos.
Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente teimam em debater inutilidades, fortunas alheias, bilionários filantropos e o cinismo misantropo, Cracas deslizantes, circuitos sem imaginação, propagandas ultrapassadas e mensagens piegas.
Trilha sonora por conta da dica do Tiago Dias, Father's Children com Hollywood Dreaming e os 46 anos de Rappers Delight do Sugarhill Gang.
Almanaque tem Fly Black Bird e Imagem falada com Peter Cole e Sundek.
A mediocridade é uma vocação.
#165
Esqueçam o dia da final.
Aquilo é um recorte efêmero de toda temporada e os campeões foram forjados na água salgada do mar e do suor.
Justo naquela quinta-feira, 8/09, quando a Rainha deixou seus súditos sem chão, a nova rainha foi coroada - Viva Steph, a Oitava!
Filipe Toledo, o Primeiro, com grafia idêntica ao rei de Nápoles, Espanha e Portugal, ascendeu ao trono tão sonhado e merecido.
Sofremos todos e celebramos todos - pela luta, dor, sorriso fácil, energia contagiante e, principalmente, jeito do FT77 conduzir sua Sharp Eye, costurando parede de onda, arrancando naco de água, atrasando quando roda e acelerando como ninguém, catapultando a raiva e a transformando em pura alegria.
Não existe mais teoria conspiratória. A WSL morreu! Viva a WSL!
Esqueçam o dia da final, Steph é libertação e Filipe é jubilo!
Tem Elizabeth/Isabel II, Javier Marías, Godard e Ramsey Lewis.
Imagem falada com Neil Young na praia, Almanaque com o espanhol que ia aos jogos semanalmente revisitar sua infância e as trilhas, The Kinks com Celluloid Heroes e Ramsey Lewis Trio com We Blue It.
#164
Contando dias, horas e minutos pro Finals de Trestles, o último Boia antes de abrir a janela de espera do evento exercita um animado ‘pero’ inócuo jogo de clarividência.
Bruno Bocayuva, João Valente e Júlio Adler desviam do ufanismo verde e amarelo como quem desvia da multidão incontrolável num dia comum em Trestles, mas cravam o mesmo resultado no masculino e chutam para as três direções na batalha feminina.
A prosa evita o tema único da decisão do título mundial e discorre, ou seria escorre, para outras águas, o retorno do Pipe Masters (só pra convidados), a dinâmica entre o surfe e gastronomia britânica (Irlandesa?) no Almanaque.
Imagem falada relembra uma foto digna de arrancar página de revista e colar na parede dum ilustre desconhecido desfrutando sublime momento em Pau Malu, vulgo Sunset Beach., tirada pelo Aaron Chang- não espalhem, enveredou pelo NFT!
A trilha fica com Alabaster DePlume, I'm Good at Not Crying e Ibibio Sound Machine com Protection from Evil.
E atenção!
#162
Tchôpu, Chopes, tearrúpo... seja lá como você fala, no Boia 162 a palavra mais repetida foi essa.
Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente juntam esse vocábulo, com todos os outros que interessam à conjugação: Moana, Vahine, Courtney, Miguel, Kelly (de raspão), Kauli, Hog, Caio, Jack, top 5, Toledo, com e sem medo... e ainda trazemos alguns que ninguém lembra, Kate Skarrat, Chelsea Georgeson, Thomas Campbell e tudo o que você espera, e não espera, num podcast sobre surfe.
De lambuja, abrimos com "Higher Ground", do cego visionário mais genial da história da música, Stevie Wonder, e terminamos com "Seven For Lee", do Soft Head, uma banda que você nunca ouviu falar, mas vai escutar muito a partir de agora.
#161
Dia 16 de agosto é aniversario do Velho Safado! Charles Bukowski faria 102 anos se tivesse sobrevivido a leucemia que o levou em 1994.
Esquecemos de mencionar isso no Boia, por isso escrevo aqui na apresentação do episódio.
O Trio Ternura voltou, Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente aproveitam o vácuo (opa!) da WSL e debatem saúde mental, recomendações de séries, 50 anos do Morning Of The Earth no Almanaque e Dane Kealoha na Imagem falada.
Lá se vão 45 anos da morte do Rei Elvis Presley, começamos com Suspicious Minds [Alternate Take] e terminamos com I'm Alive (do MOTE!) interpretado pelo Peter Howe.
Um homem corajoso carece de imaginação. A covardia é geralmente causada pela falta de dieta adequada. C.B.
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