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Numa conversa sobre os desafios do empreendedorismo no mundo da música, falávamos do “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso. No lado oposto está o underground, dos artistas fora das mídias de massa. São as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas estudam, ensaiam, se apresentam aqui e ali a duras custas, por puro amor à arte.
Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo “meiostream”. No meiostream estão os que, sem atingir o sucesso milionário, vivem de sua arte com dignidade, com fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão.
Meiostream.
A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, nem entrevistados nos programas de economia. Serão simplesmente pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, pagar suas contas, manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem visibilidade.
E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a perda do controle sobre sua arte e, em última instância, da liberdade. Outros meiostreamers consideram que não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram-se bem-sucedidos sendo o que são. E como são.
Será conformismo? Olha, eu não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção.
Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream.
É possível ser feliz nele.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br
See omnystudio.com/listener for privacy information.
By Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda4.7
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Numa conversa sobre os desafios do empreendedorismo no mundo da música, falávamos do “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso. No lado oposto está o underground, dos artistas fora das mídias de massa. São as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas estudam, ensaiam, se apresentam aqui e ali a duras custas, por puro amor à arte.
Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo “meiostream”. No meiostream estão os que, sem atingir o sucesso milionário, vivem de sua arte com dignidade, com fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão.
Meiostream.
A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, nem entrevistados nos programas de economia. Serão simplesmente pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, pagar suas contas, manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem visibilidade.
E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a perda do controle sobre sua arte e, em última instância, da liberdade. Outros meiostreamers consideram que não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram-se bem-sucedidos sendo o que são. E como são.
Será conformismo? Olha, eu não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção.
Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream.
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