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Dan Ariely é professor de psicologia e Economia Comportamental na Duke University, nos Estados Unidos. Em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, conta uma história que ilustra muito bem nossos esforços equivocados para diminuir a desonestidade.
Um dia, Pedro, um de seus alunos, ficou trancado para fora de casa. Então percorreu as redondezas para encontrar um chaveiro. Ele precisou de algum tempo para encontrar um que tivesse autorização municipal para destrancar portas. O chaveiro finalmente estacionou o caminhão e, em cerca de um minuto, destrancou a fechadura.
Pedro ficou impressionado com a rapidez e facilidade com que essa pessoa conseguiu abrir a porta. Em resposta à sua surpresa, o chaveiro disse: “Um por cento das pessoas sempre será honesto e nunca roubará”. “Outro um por cento sempre será desonesto e tentará arrombar a fechadura e roubar a televisão.” O restantes 98% serão honestos desde que as condições sejam favoráveis. Mas se as tentações forem suficientemente grandes, também serão desonestos. As fechaduras não o protegerão dos ladrões, que conseguem entrar em sua casa se realmente quiserem. Elas só vão protegê-lo da maioria honesta que poderia ficar tentada a entrar na sua casa se não houvesse a fechadura.
Após refletir sobre essas observações, eu saí pensando que provavelmente o chaveiro estava certo, cara. Não se trata de que 98% das pessoas sejam imorais ou que vão trapacear toda vez que a oportunidade surgir. Se trata de que muitos de nós precisamos de lembretes para nos mantermos no caminho certo.
É por isso que seu pai, sua mãe, seus avós, são tão chatos...
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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda4.7
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Dan Ariely é professor de psicologia e Economia Comportamental na Duke University, nos Estados Unidos. Em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, conta uma história que ilustra muito bem nossos esforços equivocados para diminuir a desonestidade.
Um dia, Pedro, um de seus alunos, ficou trancado para fora de casa. Então percorreu as redondezas para encontrar um chaveiro. Ele precisou de algum tempo para encontrar um que tivesse autorização municipal para destrancar portas. O chaveiro finalmente estacionou o caminhão e, em cerca de um minuto, destrancou a fechadura.
Pedro ficou impressionado com a rapidez e facilidade com que essa pessoa conseguiu abrir a porta. Em resposta à sua surpresa, o chaveiro disse: “Um por cento das pessoas sempre será honesto e nunca roubará”. “Outro um por cento sempre será desonesto e tentará arrombar a fechadura e roubar a televisão.” O restantes 98% serão honestos desde que as condições sejam favoráveis. Mas se as tentações forem suficientemente grandes, também serão desonestos. As fechaduras não o protegerão dos ladrões, que conseguem entrar em sua casa se realmente quiserem. Elas só vão protegê-lo da maioria honesta que poderia ficar tentada a entrar na sua casa se não houvesse a fechadura.
Após refletir sobre essas observações, eu saí pensando que provavelmente o chaveiro estava certo, cara. Não se trata de que 98% das pessoas sejam imorais ou que vão trapacear toda vez que a oportunidade surgir. Se trata de que muitos de nós precisamos de lembretes para nos mantermos no caminho certo.
É por isso que seu pai, sua mãe, seus avós, são tão chatos...
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