Cafezinho

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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Cafezinho episodes

  • Cafezinho 560 - Seja indie

    Cafezinho 560 – Seja indie.

    Com a chegada da tecnologia as redes sociais se tornaram um fenômeno em quase todas as áreas de negócios, comunicação e marketing. E isso não é diferente na indústria da mídia, onde as redes sociais se tornaram uma parte integral, seja para entregar notícias, fazer marketing ou publicidade.

    A revolução das redes sociais tem mudado e continuará mudando o jornalismo e as organizações de notícias.

    As estratégias de negócios foram ampliadas e reformuladas, e as redes sociais têm sido efetivamente usadas para expandir as redes de negócios, e a produção independente de conteúdo se transformou numa das principais formas de democratizar o acesso à informação e ampliar a diversidade de perspectivas.

    Por quê?

    Porque permite que pessoas comuns se tornem influenciadoras, sem precisar de grandes investimentos em infraestrutura ou recursos financeiros.

    Porque através da criação de conteúdos relevantes e de qualidade, é possível construir uma audiência fiel e engajada, que pode ser transformada em uma rede de apoio para projetos futuros.

    Porque por meio da monetização de conteúdos, como publicidade, parcerias e venda de produtos, é possível transformar a produção independente de conteúdo em uma fonte de renda.

    Porque por meio de canais independentes, é possível ter acesso a informações diversas e complementares, que não são cobertas pelos grandes veículos de mídia.

    Porque através da criação de conteúdos engajados e conscientes, é possível mobilizar pessoas e ampliar o alcance de pautas importantes para a sociedade.

    Resumindo, a produção independente de conteúdo é uma ferramenta poderosa para ampliar a diversidade de perspectivas, democratizar a informação, gerar engajamento e criar novas oportunidades de negócios.

    Por isso é que é tão importante apoiar e incentivar a produção independente de conteúdo, garantindo que todas as vozes possam ser ouvidas e representadas.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=e-JLFoN2lNg

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    10 min
  • Cafezinho 559 – Em qual realidade você vive?

    Publiquei no Café Brasil Premium o PodSumário do livro Como Aquilo Aconteceu? – Mantendo Pessoas Acontabilizáveis Para Resultados. No livro os autores falam de três tipos de realidade.

    Existe a Realidade Fantasma, que é uma descrição imprecisa de como as coisas são. Ela pode ser criada por você, por ignorância de fatos e detalhes, ou pode ser construída por alguém que seleciona os fatos e os encadeia de modo a fazer com que você ache que aquela realidade fantasma é a realidade real.

    Exemplo? O trabalho de convencimento da opinião pública de que deveríamos promover a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil. Intenções políticas e criminosas torceram os números dos investimentos, inventaram que não haveria dinheiro público metido no negócio, criaram benefícios que jamais aconteceriam e… conseguiram trazer os dois eventos para o Brasil. Mesmo com uma minoria gritando #naovaitercopa.

    Terminadas a Copa e a Olimpíada fomos apresentados para a realidade real: obras superfaturadas, estádios abandonados, obras não terminadas, corrupção nível hard… Olha! Mas se a gente sabia que isso aconteceria como é que deixamos? Simples. Vivendo uma realidade fantasma, baseada na descrição imprecisa de como as coisas são.

    Existe também a Realidade Desejada, que é aquilo que você quer tanto, mas tanto, que imagina que está ou vai acontecer.  E toma decisões sobre essa esperança de que as coisas acontecerão só porque você quer.

    Exemplo? Bem, tem 900 pessoas que, por conta de uma realidade desejada, ainda estão presas em Brasília, numa das situações mais indignas e absurdas que já vi.

    A Realidade Desejada é aquela que você cria em sua cabeça baseada na esperança de que aquilo que você quer que aconteça, realmente aconteça.

    E existe, por fim, a Realidade em si, que é a descrição precisa de como as coisas são.

    Realidade Fantasma, baseada numa descrição imprecisa, Realidade Desejada, baseada num desejo muito forte e Realidade Real. Para sair da realidade fantasma ou desejada para a realidade real, é preciso ter as informações corretas e confiáveis.

    E é aí que o bicho pega.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=E7N2IUYsRG8

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    12 min
  • Cafezinho 558 - Quem é seu dono

    Quando eu era jovem, muito jovem, por volta de 16 anos, tive a primeira parte de uma visão que me influenciou pelo resto da vida. Eu era um cartunista iniciante e um dia, desenhando junto com outro garoto que havia recém-chegado de um estágio nos estúdio do Mauricio de Souza, percebi que todos os personagens que ele criava eram iguais ao Cebolinha, a Mônica e o Cascão. Ele havia perdido a personalidade de seu traço. Fiquei horrorizado e decidi que jamais faria o mesmo. Eu queria o meu traço, a minha personalidade.

    Anos depois, a segunda parte da visão: eu colaborava com textos em um programa de rádio e um dia pedi que tocassem uma música da Elis Regina logo após a leitura de meu texto, pois eu me referia a ela. A resposta: não podemos tocar, temos uma lista aqui com as músicas que devemos tocar e essa não está lá. Fiquei horrorizado com a total falta de independência artística por conta de interesses comerciais. Decidi que jamais ia querer isso para mim.

    Na sequência, a terceira parte da visão: ao lançar meu primeiro livro, o contato com o mundo das editoras. Eu criei o livro e as editoras começaram a dar pitaco de todo lado. A capa era elas que definiam, queriam mexer no meu texto, que eu mudasse meu estilo, minha abordagem... queriam que eu deixasse de ser eu para ser uma fórmula que, segunda elas, era o que vendia. Fiquei horrorizado e decidi que aquilo não era para mim.

    Percebi que se eu colocasse o meu trabalho nas mãos de terceiros, que decidissem como eu devia fazer, como distribuir, como chegar ao público, o resultado seria algo que não eu.

    E então, mais de 20 anos atrás, tomei a decisão de ser orgulhosamente um independente. Com minhas plataformas próprias, usando redes sociais para fazer marketing exclusivamente. Sem depender delas, sem ficar na sombra de uma grande marca, sem depender da estrutura de um terceiro para sobreviver. E tô por aí até hoje, assistindo uma porção de criadores de conteúdos jovens e dinâmicos gritando contra o Youtube, contra o Facebook, contra o Twitter, contra o Instagram, que os cancela a cada vez que eles tentam ser eles mesmos.

    Agora estou vendo vários indo para o caminho que eu adotei 20 anos atrás. Boa sorte, moçada. Mas saibam que esse caminho é mais íngreme, tem menos visibilidade, menos likes, menos oba-oba e menos brilho que aquele anterior, que vocês pensavam que era de vocês.

    Mas neste novo caminho, tem liberdade.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=1zkMBtqIC7g

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    11 min
  • Cafezinho 557 - Em Busca de Sentido

    Cafezinho 557 – Em busca de um sentido

    Em 1945, o psicólogo Viktor Frankl tinha 40 anos de idade. Poucos meses depois de sua libertação de um campo de concentração nazista, escreveu um livro sobre a fonte de sua vontade de sobreviver. O livro chama-se O Homem Em Busca de Um Sentido, vendeu mais de 10 milhões de cópias em 24 idiomas. E dele é possível tirar muitos ensinamentos. Escolhi cinco:

    Primeiro: sempre mantemos a capacidade de escolher a nossa atitude. Frankl escreveu:

    "Nós, que vivíamos em campos de concentração, podemos nos lembrar dos homens que andavam pelas cabanas, confortando os outros, dando seu último pedaço de pão. Eles podem ter sido poucos em número, mas oferecem provas suficientes de que tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a atitude de alguém em qualquer conjunto de circunstâncias, escolher o próprio caminho.”

    Segundo ensinamento: Haverá sofrimento – É como reagimos ao sofrimento que conta

    Frankl afirma que se encontra sentido na vida através do trabalho, especialmente quando esse trabalho é de natureza criativa e alinhado com um propósito maior do que nós mesmos. Através do amor, que muitas vezes se manifesta no serviço aos outros. E através do sofrimento, que é fundamental para a experiência humana.

    O terceiro ensinamento tem a ver com o Poder do Propósito

    Frankl observou que aqueles prisioneiros que sobreviveram, que encontraram uma maneira de suportar, sempre tiveram um propósito maior que os levou adiante através de condições difíceis. Para alguns, era uma criança, um cônjuge ou membro da família que os esperava. Para outros, era uma tarefa inacabada ou um trabalho criativo que exigia sua contribuição única.

    O quarto ponto: o verdadeiro teste de nosso caráter é revelado em como agimos

    Frankl conclui que cada pessoa deve responder à pergunta “qual o sentido da vida?” por si mesma, com base em suas circunstâncias, relacionamentos e experiências.

    Quinto ensinamento: a bondade humana pode ser encontrada nos lugares mais surpreendentes

    Frankl se lembra quando um guarda, correndo risco, secretamente lhe deu um pedaço de pão. "Foi muito mais do que o pequeno pedaço de pão que me levou às lágrimas na época. Foi o "algo" humano que este homem me deu – a palavra e o olhar que acompanharam o presente.

    O Homem Em Busca de Um Sentido é um livro essencial para estes tempos bicudos.

    Vou continuar a reflexão neste vídeo.

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    13 min
  • Cafezinho 555 - Pirataria ou democratização

    Qual a responsabilidade da audiência na revolução das mídias? Só recevber conteúdo ou fazer parte do processo de produção e distribuição?

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    14 min
  • Cafezinho 554 - Os flautistas de Hamelin

    Na cidade de Hamelin, na Alemanha, existe uma rua chamada Bungelosenstrasse, que quer dizer “rua sem tambores” ou “rua sem barulho”. Nela é proibido tocar música ou dançar. Reza a lenda que foi por essa rua que, em 1284, um estranho que passou a ser conhecido como o Flautista de Hamelin, passou tocando sua música e levando consigo 130 crianças da cidade para dentro de uma caverna. As crianças nunca mais foram encontradas. O flautista fez isso como vingança por não ter recebido seu pagamento ao livrar a cidade dos ratos com sua flauta.

    O fascinante nessa história é tentar entender qual mágica tinha o flautista, capaz de colocar as crianças num transe e leva-las para a morte? O que é que ele tinha em sua música, em sua flauta? Talvez nada demais. O que ele tinha era algum poder sobre as crianças, que talvez possa ser explicado num trecho de um texto do século 14, de Michel de Montaigne:

    “Nada me irrita mais na estupidez do que a satisfação com que ela se exibe, uma satisfação maior do que poderia ter, e com mais razão, a sensatez. É desastroso que a sabedoria nos proíba a satisfação e a confiança em nós mesmos, e nos deixe sempre descontentes e silenciosos, ao passo que a teimosia e a impetuosidade enchem os que as têm de alegria e segurança. (...) A obstinação e a convicção exagerada são a prova mais cabal da estupidez. Haverá algo mais enfático, resoluto, desdenhoso, contemplativo, grave e sério do que um burro?”

    Montaigne trata da cegueira que a obstinação e a convicção exagerada provocam nas pessoas, impedindo que elas exerçam seu senso crítico, transformando-as em massa de manobra e expondo-as a todo tipo de perigos, especialmente nas mãos de quem sabe manipular as cordinhas, se é que você me entende.

    Cuidado. Tem centenas de flautistas de Hamelin por aí tentando arrastar consigo quem tem convicções e obstinação exageradas.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

     

    https://www.youtube.com/watch?v=W4lBdSS76qw

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    13 min
  • Cafezinho 553 – Calibre suas expectativas

    “Todas as vezes que encontrei ilhas de excelência no Brasil, seja lá onde for, sempre, SEMPRE achei em suas raízes a figura de um líder forte. O visionário que conduziu a equipe para o sucesso. Pergunto-me quantas das suas decisões foram tomadas por consenso...

    É claro que os líderes mais modernos têm mecanismos para que suas equipes participem do processo de transformação de dados em informação e de sua análise. Mas, com certeza, eles também têm um limite para discussão e, no momento de decidir, dão a palavra final. Cabe a eles a ordem, o risco. E o povo segue (...)

    Então, aqui vai meu pedido: Consenso, presidente? SIM! Mas só quando tiver tempo. Discuta, sim. Pergunte, sim. Mas não espere, lidere. Mande. Assuma a responsabilidade. (...)

    O Brasil não precisa de processos nem de planos elegantes. Muito menos de blablablá. O Brasil precisa de líderes, de pulso firme, de coragem e de decisão.

    E a história colocou essa oportunidade em suas mãos. Agarre-a com todos os dedos. “Ah, mas falta um!” — alguém há de dizer. Não faz mal, presidente. O senhor tem no mínimo mais 540 milhões de dedos para ajudar...”

    Esses são trechos de um texto, cheio de uma esperança ingênua, que escrevi em 2003, logo após a posse de Lula em seu primeiro mandato. Está em meu livro Brasileiros Pocotó, lançado em 2004. Naquele ano eu esperava muito... De lá para cá o Brasil mudou enormemente. A democracia se consolidou como instrumento para populistas e totalitários, o bem estar da população é acessório, a política do Tudo Bem, Se Me Convém, que era praticada de forma escondida, institucionalizou-se.

    Aquele parágrafo único da Constituição: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição." virou conversa pra boi dormir. Quem exerce o poder é uma elite que se auto-elege e protege. O povo não pode nada além de torcer.

    Bem, eu não vou torcer contra o governo que aí está, minhas energias estarão em me proteger dele. E acordar toda manhã rezando para eu estar errado.

    E começo calibrando minhas expectativas, com a frase do Barão de Itararé.

    “De onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo”.

    Boa sorte pra nós, bem-vindo a 2023.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

     

    https://www.youtube.com/watch?v=R05lac1WzgM&feature=youtu.be

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    11 min
  • Cafezinho 552- Uma mensagem pro ano novo

    Neste Cafezinho, Luciano Pires passa uma mensagem para 2023, um ano que começa já repleto de incertezas e que vai exigir coragem e resiliência. 

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    14 min
  • Cafezinho 551 - Uma revolução na minha vida

    Quem assina o Café Brasil passa a fazer parte da Confraria Café Brasil, um grupo de discussão no Telegram, onde rola todo tipo de debate.

    Um dos subgrupos da Confraria é o #AcaoMalu, criado em Junho de 2021, quando uma antiga ouvinte de meus podcasts, numa mensagem, explicou que estava internada numa casa de repouso pois sofria de uma doença degenerativa que aos poucos incapacitava suas atividades mais básicas. Ela, a Malu, foi secretária de multinacional, bastante ativa, e agora passava os dias lendo, ouvindo podcasts ou assistindo televisão. Muito bem cuidada na Casa de Repouso Sono Real em Rio Claro, Malu descreveu um quadro que me emocionou.

    Então contei a história na Confraria e montamos o grupo AçãoMalu, nos revezando para ligar para ela de quando em quando e bater um papo. Logo na primeira semana, meu celular tocou. Era a Malu: "Luciano, vocês causaram uma revolução na minha vida!".

    Bem, depois disso e de vários contatos e até ações de visitação, um dos confrades, Ronny Clayton D´Ajuda, assumiu a liderança de promover um encontro com a Malu, que rapidamente cresceu para um evento lá na casa de repouso, envolvendo os outros internos. Uma reunião com música, distribuição de panetones, orações e, o mais importante: calor humano. O grupo arrecadou o dinheiro necessário, Ronny organizou a caravana e o evento aconteceu com a presença de outros dois Confrades, Leandro Florindo e Alê Tobias, que se deslocaram de suas cidades para estarem juntos com a Malu e seus companheiros. Doaram-se para uma ação que, certamente, marcou o dezembro de quem não tem mais o calor da família no mês mais sensível do ano.

    Eu me emocionei quando vi as fotos e os vídeos. E continuo sem palavras para agradecer a todos que fazem parte da Confraria Café Brasil, do grupo AçãoMalu e, em especial, ao Ronny, Leandro e Ale.

    Essa ação, originada dentro de um grupo de conversa na internet, mostra que em meio às discussões mundanas e conflitos do dia a dia, é possível fazer o amor brotar e impactar a vida de outras pessoas. De forma positiva.

    Gaste seu tempo defendendo o que você ama, não só atacando o que você odeia.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=2aRsMvvAkDs

     

     

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    11 min
  • Cafezinho 550 – Dispensar, distorcer, distrair...

    Link para o curso: https://bit.ly/acima-da-midia

    Link para o livro: https://merdadeseventiras.com.br 

     

    Cafezinho 549 – Dispensar, distorcer, distrair...

    Ben Nimmo, membro do Laboratório de Pesquisa Forense Digital (DFRLab) do Atlantic Council no Reino Unido. Ele estuda desinformação online e operações de influência, com foco particular em operações multiplataforma. Ele é Ex-jornalista e assessor de imprensa da OTAN. Começou sua carreira analítica desenvolvendo o modelo 4D para prever a desinformação.

    Bem explica que quatro táticas se destacam nas guerras após o advento das redes sociais, batizando-as de "Abordagem 4D": descartar, distorcer, distrair e desanimar. Segundo o pesquisador, dispensar significa minar o oponente, maculando sua honra. Distorcer implica interpretar erroneamente os fatos e colocá-los fora de contexto, ou, ainda, produzir uma versão parcial ou totalmente falsa da realidade, sendo sua forma extrema a "reescrita da história". Distrair é desviar a atenção do público das atividades do adversário e concentrá-la nas atividades do oponente. Desanimar diz respeito a assustar o público-alvo com advertências verbais ou imagens e vídeos perturbadores.

    Ben Nimmo descreve seu modelo 4D de previsão de desinformação:

    Dispensar:  se você não gosta do que seus críticos dizem, insulte-os. A pessoa diz: não ouça o fulano porque... E coloca ali uma ofensa. É um aproveitador, é um maluco, é um desonesto, é um... E aqui cabem as hashtags construídas pacientemente: #bolsonarista, #genocida, etc. É a primeira e mais fácil técnica usada, a mais fácil: insule.

    Distorcer:  se você não gosta dos fatos, distorça-os, crie seus próprios fatos.

    Distraia:  se você for acusado de algo, acuse outra pessoa da mesma coisa. Se a conversa estiver desconfortável, focando em algo que seja desconfortável, mude de assunto. Acuse a pessoa da mesma coisa, de modo que ela passe a defender e fuja do assunto principal.

    Desânimo:  diz respeito a assustar o público-alvo com advertências verbais ou imagens e vídeos tão perturbadores que elas nem pensem em agir contra seus interesses.

    Dispensar, Distorcer, Distrair e Desanimar. Isso é familiar a você?

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=NLN7s69mU8M

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    7 min

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Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

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