Cafezinho

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By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Cafezinho episodes

  • Cafezinho 540 - Adolescentes de 40 anos

    O psicoterapeuta Flávio Gikovate definiu a maturidade como o “atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida (...)

    Talvez a principal característica da pessoa madura esteja relacionada com o desenvolvimento de uma boa tolerância às inevitáveis frustrações e contrariedades a que todos nós estamos sujeitos. Tolerar bem frustrações não significa não sofrer com elas e muito menos não tratar de evitá-las. A boa tolerância às dores da vida implica certa docilidade, capacidade de absorver os golpes e mais ou menos rapidamente se livrar da tristeza ou ressentimento que possa ter sido causado por aquilo que nos contrariou. (…)

    A maturidade acaba vindo acompanhada de uma série de boas propriedades e elas são motivo de satisfação dos que foram capazes de avançar na direção de conquistá-la. É claro que o processo de evolução é interminável e jamais deveríamos nos considerar como um “produto acabado”; estar sempre progredindo tende a determinar um estado de alma positivo, um justo otimismo em relação ao futuro – sim, porque quem está crescendo pode esperar mais coisas boas para si lá adiante. (...) Os mais evoluídos emocionalmente tendem a ser mais ousados e a buscar com determinação a realização de seus projetos. Têm menos medo dos eventuais – e inevitáveis – fracassos, pois se consideram suficientemente fortes para superar a dor derivada dos reveses. Ao contrário, aprendem com seus tombos, reconhecem onde erraram e seguem em frente com otimismo e coragem ainda maior. Costumam ter melhores resultados do que aqueles mais ponderados e comedidos, condição que não raramente esconde o medo do sofrimento próprio dos que enfrentam os riscos.”

    Tá vendo?

    Maturidade não é ficar velho. É ter controle sobre suas emoções.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=5HRiu8OOE68

     

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    15 min
  • Cafezinho 539 - A bela tragédia

    Cafezinho 539 – A bela tragédia

    “Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das ações a que elas incitam, ou obrigam. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Aquela verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é profundamente indiferente pra nós. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo, pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos – das interrogações. E como responder-lhe?”

    Quem escreveu esse texto foi Albert Camus, em O Mito de Sísifo.

    Já Rubem Alves escreveu assim: “Nietzsche, no seu livro O nascimento da tragédia, observou que os Gregos tinham um agudo senso da tragédia.  Para eles, a tragédia permanecia tragédia até o fim, não tinha um final feliz.  Os Cristãos, ao contrário, não sabem o que é tragédia. No final das contas tudo se resolve para melhor no outro mundo. E ele se pergunta: Sendo assim possuídos por esse sentimento trágico da vida, por que é que os Gregos não se suicidaram? E a sua resposta foi: Porque eles conquistaram a tragédia pela beleza. A tragédia continuava tragédia. Nada havia que a amenizasse. Mas a beleza a transfigurava. A beleza a tornava suportável! Mais do que isso: era mesmo possível amar a tragédia o que explica as razões por que o povo voltava sempre ao teatro para sofrê-las de novo! Se não me engano, num dos versos das Elegias de Duino, Rilke diz que o Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir.”

    Entendeu? Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=fLzydv2MwjA

     

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    12 min
  • Cafezinho 538 - Crueldade atenuada

    Link para o livro Merdades e Ventiras: http://merdadeseventiras.com.br

    “Todas as pessoas são capazes de construir ideologias morais para justificar seus comportamentos, e geralmente tendem a convencer a si e aos outros de seus princípios conforme lhes convêm.” Essa frase é de Albert Bandura, psicólogo e pedagogo autor do livro Desengajamento Moral, que deveria ser obrigatório em todas as escolas.

    No processo de justificativa moral, tentamos fazer com que a conduta prejudicial aos outros seja apresentada como algo valioso para propósitos morais e sociais. E assim, o que seria reprovável passa a ser aceitável.

    Uma das ferramentas do processo de desengajamento moral é a linguagem eufemística, que troca termos ou expressões que possam ofender alguém, por outros mais suaves. Caixa dois vira “recursos não contabilizados”… ditadura vira “democracia social”… censura à imprensa vira “controle social da mídia”… Privatização é chamada de “desestatização”. Quarentena vira lockdown. Cada eufemismo permite um alívio moral.

    Sabe qual é o problema? As pessoas se comportam de forma muito mais cruel quando suas ações são verbalmente atenuadas.

    Racionalizar a conduta delituosa, é disso que trata o desengajamento moral.

    Recorro a William Sheakespeare, na fala de Julieta, a namorada de Romeu:

    “O que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume.”

    Pense nisso.

    Continuo a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=OiiBvSjX-0E

     

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    9 min
  • Cafezinho 537 - Você está errado

    Um Cafezinho especial, relacionado às eleições presidenciais de 2022, onde abro o coração, até o limite que as redes sociais suportam, para manifestar as razões de minha escolha e o foco nas consequências no futuro do país.

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    24 min
  • Cafezinho 536 - Baita gritaria

    Cafezinho 536 – Baita gritaria

    Quem me acompanha há algum tempo sabe que os assinantes dos diversos planos do Café Brasil, trocam ideias em grupos fechados no Telegram. Entre eles, o grupo da Confraria, que é febril. É normal ter 200, 300 mensagens num dia, tratando dos temas mais diversos. E como ali é um microcosmo “controlado”, não acontecem as baixarias das áreas de comentários das redes sociais, que parecem mais fábricas de malucos. Quem está naqueles grupos escolheu estar ali, e sabe que precisa conviver com ideias que são diferentes das suas. É claro que quem entra lá sabe de minha inclinação político/ideológica, que certamente atrai pessoas com pensamento parecido com o meu. Portanto, a Confraria é um grupo que tende à uma posição liberal/conservadora. A turma da esquerda não tem vida fácil lá, por isso muitos saem reclamando, ao serem contestados. Atenção: eu disse contestados, com argumentos, e não com ataques. Mas o que me deixa sempre fascinado, são os movimentos que surgem na Confraria, e que são uma amostra excelente de como seu “espírito de colmeia” se revela.

    De quando em quando aparece um movimento para ajudar alguém, algum projeto, para promover alguma ação social. E então, magicamente, pessoas que nunca se viram, se juntam para cumprir tarefas que não lhes trarão nenhum benefício direto. Sacrificam seu tempo, seu dinheiro e sua energia pela sensação de ajudar o grupo a realizar uma missão. Isso implica numa alta dose de generosidade, na capacidade de dar valor àquilo que é intangível e, principalmente, na empatia, a capacidade de se colocar no lugar dos outros. E o mais fascinante: ninguém ali é obrigado a isso. E sempre, sempre, dentro de um grupo de mais de 800 pessoas, surgem uns 20 abnegados que compram os desafios, se unem e, sem julgar um ao outro, sem querer saber quem vota em quem, sem querer saber a ideologia do beneficiado, provocam impacto nas vidas de outras pessoas.

    A Confraria funciona embalada por uma frase que adaptei de um pensador conservador chamado Roger Scruton:

    “É melhor encontrar o que você ama e trabalhar para defender, do que procurar o que você odeia a agir pra destruir.”

    O quê? Você não conseguiu ouvir? Ah, a gritaria tá alta demais, não é? Pois é...

    Continuo a reflexão no vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=It6O_0MNg5k

     

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    9 min
  • Cafezinho 535 - Milhões de m0rt0s

    Quem leu meus livros Brasileiros Pocotó, Nóis Qui Invertemo As Coisa e Me Engana Que Eu Gosto ou ouve meus podcasts há algum tempo, sabe que bato sempre nessa tecla: quais as consequências de uma sociedade dividida, onde o conflito substituiu o confronto de ideias? E mais que isso, como essa divisão foi minuciosamente construída ao longo de décadas de inoculação da cizânia, algo que é histórico e explica grandes e sangrentos conflitos na história da humanidade. O mesmo tem acontecido no Brasil, em ritmo lento mas constante, criando a situação na qual nos encontramos hoje: tribos se engalfinhando numa espécie de luta fratricida, na qual brasileiros querem eliminar outros brasileiros com os quais não concordam.

    Quanto tempo, quanta energia, quanta motivação, quanto esforço gasto...

    Já pensou se nossa vida em sociedade fosse como a vida das abelhas em suas colmeias? As colmeias são estruturas sociais perfeitamente organizadas onde cada um desenvolve a tarefa que lhe cabe. É trabalho de equipe na veia. Ou no mel. Nas colmeias cada abelha sabe exatamente do papel que lhe cabe, e atua obedecendo a um plano coletivo. Pensa-se na comunidade, mais que no indivíduo. Os privilégios e deveres são repartidos de forma igualitária.

    Aí o batráquio vai dizer “Iiiiihhh, olha o Luciano flertando com o coletivismo!” Puta sono...

    Olha, é claro que o sistema das abelhas só funciona pela inexistência de um pensamento racional nos insetos, de emoções humanas como inveja, medo, raiva, gratidão, ódio.

    Mas com gente é diferente. Pessoas, exceto aquelas que são insetos, são movidas por emoções, além do instinto. Por isso é tão complexo impor o comportamento de colmeia a um agrupamento de humanos. Exige que as pessoas abram mão de suas individualidades. E a história conta o que aconteceu com os regimes que tentaram organizar sociedades como colmeias, apagando o indivíduo.

    Na última contagem, falava-se em 200 milhões de mortos.

    Continuo a reflexão no vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=RVHdPFUFY68

     

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    8 min
  • Cafezinho 534 – No caminho tem um inf*rno

    Frederíc Bastiat foi um teórico liberal e economista político que viveu entre 1801 e 1850 na França. Ele escreveu um livro precioso chamado O QUE SE VÊ E O QUE NÃO SE VÊ, no qual ele diz que na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei, não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Mas só o primeiro efeito é imediato, pois manifesta-se simultaneamente com sua causa. É visível. Os outros efeitos só aparecem depois e não são visíveis. Podemos nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los.

    O departamento de compras revê o contrato do fornecedor de copinhos de plástico pra café. E escolhe outro bem mais barato, obtendo uma economia considerável. Os novos copos são finos, bem finos. Um só, queima os dedos. Então as pessoas passam a usar dois copos e aumentam o consumo de copos e a economia vira prejuízo. O que se vê? A economia imediata da troca de fornecedor. O que não se vê? A consequência no longo prazo.

    Entre um bom e um mau economista existe então uma diferença: um se detém no efeito que se vê, o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que só se devem prever.

    E Bastiat diz que essa diferença é enorme, pois quase sempre, quando a consequência imediata – aquela que se vê – é favorável, as consequências posteriores, as que não se vêem – são funestas. E vice versa. Daí se conclui que o mau economista, ao perseguir um pequeno benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro. Já o verdadeiro economista, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o risco de provocar um pequeno mal no presente.

    É assim então que conseguimos começar a compreender as razões de nossos males… A ignorância, a falta de leitura, de conhecimento, a pressa, fazem com que nos limitemos às consequências imediatas, àquilo que se pode ver, aqui e agora. Só o passar do tempo, a maturidade aliada ao conhecimento, nos ensinam a levar em conta as consequências do que não se pode ver…

    Sacou? É sempre ela, a ignorância, que a gente tem que vencer, hoje e amanhã.

    Continuo a reflexão no vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=RlEDOi2BvCM

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    10 min
  • Cafezinho 533 - Gente demais falando merda

    Os mais bobinhos vão acreditar na intenção que a narrativa mais forte criar. Na história que for melhor contada, com mais gente contando, com mais presença na mídia.

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    9 min
  • Cafezinho 532 - Eu saí do armário político

    Olha, sei muito bem quanto custou minha saída do armário político, quando em 2014 decidi abraçar o tema “política” em meus conteúdos. Foi um horror, que continua até hoje. Sou continuamente assediado nas mídias sociais, de xingamentos a ironias, todo dia vem uma provocação, um “eu avisei”, um “bolsominion”, passador de pano e outra estupidez parecida. Perdi milhares de seguidores desde que revelei o voto em Bolsonaro. Eu, que já era questionado por minhas posições “conservadoras light”, me transformei num monstro para uma porção de gente que grita.

    E muita gente que gosta de mim me manda conselhos, para eu me calar, falar só de música, reconhecer que estou arrependido, que eu errei. Cara, os norte americanos têm um termo para esse tipo de conselho: chicken. Ou então yellow.

    Manter-se íntegro com seus valores cobra um preço alto. E olha que não tive repercussão no meu “emprego”, já que eu sou o dono do meu negócio. Mas provavelmente deixei de ser contratado para palestrar e de ter programações de anúncios em meus podcasts reacionários, fascistas, misóginos, negacionistas e terraplanistas.

    Isso posto, “bravura” é o termo correto. Tem de ter culhões para encarar a turba ignorante. E em momentos como hoje, quando a turba está histérica, a coisa atinge níveis absurdos.

    Tenho conhecidos que me pediram explicitamente para não tocar em política nas entrevistas que fiz com eles. Por medo desse ataque, que pode destruir o negócio deles.

    E o pior disso tudo é a autocensura. Como aconteceu recentemente, de eu levantar de madrugada para reeditar um trecho de um podcast publicado minutos antes, pois percebi que abria uma brecha para que canalhas fossem até meus patrocinadores exigir meu cancelamento. Isso é real, no ano de 2022.... Existe até um movimento coordenado de organizações especializadas em pressionar empresas para que parem de anunciar em sites, programas e iniciativas que tenham ideias diferentes do que a patota do politicamente correto prega. E nem precisa ser ideias revolucionárias ou agressivas. Basta não ir a favor da maré.

    E para evitar essas censuras, a gente de autocensura. E aí é como morrer um pouco. É ser refém da estupidez. Você acaba dirigindo sua vida conforme o que os canceladores exigem!

    Vou continuar a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=OLENAtPiclk

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    10 min
  • Cafezinho 531 – O armário político

    Você esconde suas preferências políticas, evita falar em público sobre quem segue, em quem votou? Se sim, você está no armário político. É hora de sair fora.

    A boa notícia é que você vive num país livre onde, tirando algumas limitações básicas, você pode fazer o que quiser e, com trabalho duro, se tornar o que você quiser ser.

    Mas algo está fora do lugar. Você não sente de verdade a liberdade de dizer o que quer, ou compartilhar seus pensamentos mais verdadeiros nas mídias sociais. Ou mesmo se associar explicitamente com quem você gostaria.

    Por que isso acontece, hein?

    Porque há um déficit de bravura infligindo o mundo ocidental. Gente boa, como você, tem medo de dizer o que sente.

    E é compreensível.

    Se você diz que homens não podem engravidar, é chamado de transfóbico. Se quer que as pessoas mantenham mais do dinheiro que ganham, pois sabem gastá-lo melhor do que o governo, você é um porco capitalista. Se acha que a diferença de remuneração entre homens e mulheres se dá pelas escolhas de diferentes profissões e horas de trabalho, e não por um sexismo brutal, você é um misógino.

    Assuma o lado “errado” de quaisquer das discussões quentes na sociedade e sua reputação, seus amigos e seu emprego podem ser perdidos num instante. E você jamais terá a chance de confrontar seus acusadores, pois a maioria é anônima. E você se verá forçado a pedir desculpas para salvar sua pele, normalmente sem sucesso. O que ficará é que você é um covarde.

    A tentação é imaginar que essa loucura do politicamente correto uma hora desaparecerá sozinha. Bem, não desaparecerá. Os ativistas e seus aliados na mídia, organizações militantes e universidades se assegurarão de que isso não aconteça. Até as grandes empresas de tecnologia estão censurando implícita ou explicitamente quem pensa fora da caixinha.

    Se você acha que ficando quieto uma hora as coisas vão melhorar, você é como aquele sapo na panela de água fervente: será cozido sem perceber.

    Vou continuar a reflexão neste vídeo.

    https://www.youtube.com/watch?v=bZfWkVZT-V4

     

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    9 min

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Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

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