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Bárbara: Babica, a historinha de hoje vem da tradição judaica.
Babica: Tradição judaica? Que legal!
Bárbara: Todas as culturas têm muitas histórias para nos ensinar.
Babica: Eu sei. A gente usa muito as coisas dos gregos, não é? É bom conhecer outras histórias também.
Bárbara: Eu sou a Bárbara Stock
Babica: E eu sou a Babica, o avatar da Bárbara que mora no celular dela.
Bárbara: Somos as apresentadoras do Podcast Café Com Leite
Babica: Um podcast para famílias com crianças inteligentes...
Bárbara: ...e pais que se importam! Vamos à história?
Babica: Vamoooosssss
__________________________________________
Bárbara: Babica, um dia, um contador de histórias disse assim: "Havia um pássaro que vivia do outro lado da montanha, um pássaro bonito de muitas cores. As pessoas comparavam esse pássaro a um arco-íris ou a joias brilhantes. Quem quer que visse o pássaro tinha o coração cheio de alegria.”
Babica: Ah, eu já estou pensando num pavão, com aquele rabo maravilhoso todo aberto, desfilando pra lá e pra cá.
Bárbara: Podia muito bem ser um pavão. O pássaro ficava feliz sempre que olhava suas próprias penas. Parecia que ele tinha sido premiado pelos deuses com as cores mais belas que havia na natureza.
Babica: Até na cabeça ele tem uma espécie de coroa.
Bárbara: Ele é lindo, Babica. Mas vivia triste.
Babica: Ué? Com essa beleza toda e triste? Mas por quê?
Bárbara: Porque tinha pés feios, pés cobertos de feridas, arranhões e crostas.
Babica: Nossa. Deixa eu ver aqui.
Barulho de teclado
Babica: Puxa vida, mas que pés feios mesmo, Bárbara!
Bárbara: Eu não disse? Sempre que olhava para baixo, o pássaro caía em lágrimas. 'Tão feio', pensava. 'Tenho vergonha de mim mesmo.'"
E então o contador de histórias parou de contar.
Babica: Ué? Mas é só isso?
Bárbara: "Não." O contador continuou: "Minha mãe, que me contou a história, então me perguntou que conselho eu daria para aquele pobre pássaro. Eu não conseguia pensar em nada. Eu ainda era uma criança.”
Babica: Puxa... mas qual conselho dar para um pássaro lindo triste por seus pés feios?
Bárbara: A mãe do contador de histórias disse: 'Você deveria aconselhar o pássaro a levantar os olhos e olhar para suas belas penas. A beleza traz felicidade aos outros e pode trazer felicidade ao próprio pássaro. Não abaixe os olhos para olhar para seus pés. Olhe para suas penas e depois olhe para os outros que te veem. Você faz as pessoas felizes. Não há motivo para se envergonhar.'"
Babica: Puxa vida, é verdade! Se ele encantava tanta gente pela sua beleza, porque dar tanta atenção a um detalhe que o faz triste?
Bárbara: Pois é. A lição dessa pequena história é que nós devemos focar nas coisas boas da vida. Em vez de pensar nas partes feias, a gente deve valorizar nossas qualidades únicas, assim como as penas do pássaro.
Babica: Entendi. E mudar a forma de ver os problemas, não é?
Bárbara: Exatamente, Babica! A história mostra que, mudando a forma de olhar as coisas, o pássaro poderia ser feliz com sua beleza única.
Babica: E ajudar os outros a serem felizes também, né?
Bárbara: Pois é! Ao compartilhar nossa alegria, fazemos as pessoas ao nosso redor felizes também.
Babica: É mesmo. Eu vejo tanta gente que fica se preocupando só com o lado ruim das coisas. Do que é bom, elas não lembram. Mas do que é ruim, falam pra caramba!
Bárbara: Então... Imagine que você é como um desenho bem legal que fez. Se ficar olhando só para os lugares onde não pintou perfeito, vai esquecer de todas as partes bonitas e legais que fez.
Babica: É mesmo. Cada pessoa é como um desenho único, cheio de cores e detalhes especiais. Às vezes, a gente acha que tem partes que não são tão perfeitas, como se fossem um errinho no desenho. Mas esses "errinhos" também fazem parte da nossa arte, não é?
Bárbara: É sim. Se a gente só ficar pensando nos "errinhos" ou defeitos, a gente acaba perdendo a chance de ver como somos incríveis e especiais. É como se estivéssemos olhando para um arco-íris, mas só focássemos numa nuvem cinzenta. O arco-íris é muito mais bonito se a gente prestar atenção em todas as cores, concorda?
Babica: Ah, eu adoro arco-íris!
Bárbara: Eu também! Tenho uma foto linda com dois arco íris numa imagem!
Babica: Me mostra, me mostra, eu quero ver!
Bárbara: Ué? Taí no meu celular!
Babica: Que lindaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!
Bárbara: Ahahahahah E o que aprendemos hoje, Babica?
Babica: que é importante não dar muita atenção só para o que achamos que não é perfeito em nós. Cada pessoa tem suas próprias qualidades especiais, assim como você tem no seu desenho.
Bárbara: Isso mesmo. Ao invés de só ver o que achamos que está errado, vamos olhar para todas as coisas incríveis que nos fazem únicos e especiais!
Babica: Gostei dessa história, Bárbara. Mas fiquei com uma curiosidade...
Bárbara: Qual?
Babica: Como será o canto do pavão, que é tão lindo?
Babica: Ah, vamos ouvir:
https://www.youtube.com/watch?v=S7_p1zoRp3U
(silêncio)
Babica: Bárbara...
Bárbara: O que foi, Babica?
Bárbara: Acho que vou ficar é com os pés dele...
As duas ahahahahahahahahhaah
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Bárbara: Olha, de onde veio esta história, tem muito mais! De quando em quando vamos contar outras. E você que está nos ouvindo, precisa conhecer o Podcast Café Com Leite!
Babica: Isso mesmo! Em podcastcafecomleite.com.br
Bárbara: Café Com Leite! O podcast para famílias com crianças inteligentes...
Babica: ... e pais que se importam!
As duas: tchaaaaaaaaauuuuu!
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Não sei como é com você, mas eu tenho uma preocupação constante com o depois que eu me for. Com o que eu deixarei para as pessoas que eu amo. Deixar algum conforto material para meus filhos é, ao menos para mim, uma medida do sucesso com que conduzi a vida. Se eu não fizer nenhum desastre, essa parte está meio resolvida. Não deixarei ninguém rico, mas vou dar uma ajuda. O outro lado é a herança imaterial. Os valores morais. O que eu considero realmente o legado.
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No episódio de hoje temos Kathia Alves, uma paulistana que se vê grávida aos 16 anos e precisa se virar. Mesmo sem terminar o segundo grau, começa uma jornada de empreendedorismo, na base da tentativa, erros e acertos. No meio do caminho, Kathia tem contato com o programa Empretec do Sebrae e, mais à frente, com um curso de gestão da Fundação Getúlio Vargas. Pronto! Hoje ela é CEO da VIP Solutions, empresa de tecnologia de voz em nuvem, que se prepara para integrar a Inteligência Artificial a seus processos. Uma história de empreendedorismo à brasileira, daquelas que a gente gosta de contar.
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Recorro a um texto de Rubem Alves citando Schopenhauer: “No que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante. Essa arte consiste em nem sequer folhear o que ocupa o grande público. Para ler o bom, uma condição é não ler o ruim: porque a vida é curta e o tempo e a energia escassos… Muitos eruditos leram até ficar estúpidos.”
Pois é. A arte de escolher aquilo que você não quer saber. A arte de perceber que você precisa criar filtros para se proteger daquilo que não presta. Até para abrir espaço para o que presta, sacou? A arte de não dar espaço pra quem fala merda.
O nome disso é liberdade... Este episódio foi inspirado por outro láááááá de 2017, chamado “A arte de falar merda”.
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Neste episódio, Bárbara e Babica falam sobre a deusa Romana Veritas, e nos dão um panorama sobre a verdade. Dizer a verdade é importante porque ajuda a construir confiança, melhora nossos relacionamentos e nos permite aprender e crescer. Isso faz com que a vida seja mais feliz e mais fácil para todos.
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Robert Proctor, historiador da ciência da Universidade de Stanford, começou a se aprofundar nas práticas das empresas de tabaco, que gastaram bilhões obscurecendo o conhecimento sobre os efeitos do tabagismo na saúde dos fumantes. Essa busca levou Proctor a criar uma palavra para o estudo da propagação deliberada da ignorância: agnotologia.
Agnotologia vem de “agnosis”, a palavra grega neoclássica para ignorância ou "não saber", e “ontologia”, o ramo da metafísica que trata da natureza do ser.
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Hoje o convidado é o mineiro Thiago Ferraz, um engenheiro civil que, depois de duas décadas construindo casas, descobre sua verdadeira vocação: construir relacionamentos. Thiago se formou como psicanalista, para se transformar num coach de relacionamentos, orientando as pessoas como fazer para conseguir um amor. Veja bem, não é “como conquistar outra pessoa”, mas como amar outra pessoa. Uma conversa fascinante sobre um tema que merece um episódio muito maior.
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No episódio anterior do Café Brasil falamos de como convenientemente esquecemos certas lições que deveríamos ter aprendido ao ler as mídias, lembra? Parece que todos aplicamos uma espécie de esquecimento global involuntário.
Mas a ideia de gerenciar e preservar a memória é fascinante, não é? Afinal, existe uma memória que fica em algum lugar no cérebro, como um arquivo que podemos recuperar sem esforço? Ou a memória é um processo ativo e exigente,? Vamos nessa praia hoje.
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Bárbara e Babica contam uma lenda originária da Guiné-Bissau, que explica de onde teriam vindo os tambores africanos: da Lua!
Uma lição sobre respeto aos compromissos que assumimos e de como mesmo nas situações mais difíceis podemos encontrar maneiras de criar coisas especiais.
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No início de suas carreiras, Daniel Khanenman e Amos Tversky trabalharam em diferentes ramos da psicologia: Kahneman estudou a visão, enquanto Tversky estudou a tomada de decisão. Em seus estudos, eles mostraram que, em ambos os domínios, os seres humanos dificilmente se comportam como se fossem estatísticos treinados ou intuitivos. Em vez disso, seus julgamentos e decisões se desviam dos modelos econômicos idealizados. As coisas não são como são, mas como as pessoas acham que são.
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Aqui tem seleção primorosa da MPB e reflexões não-trivias –e muitas vezes polêmicas– do apresentador, escritor e palestrante Luciano Pires. É assim que o Café Brasil trata de comportamento,…

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