Afonso Dhlakama morreu ontem de manhã aos 65 anos de idade. O líder da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, encontrava-se na Serra da Gorongosa e morreu devido a complicações de saúde.
Em 1992, em Roma, Afonso Dhlakama assinou com Joaquim Chissano, na altura presidente de República, o Acordo Geral de Paz que pôs fim à guerra civil moçambicana.
Em entrevista à RFI, o antigo Presidente de Moçambique exprimiu "uma grande mágoa" pela morte de Afonso Dhlakama, a quem disse ter telefonado, pela última vez, há dois meses precisamente para saber do seu estado de saúde.
Joaquim Chissano sublinhou, ainda, que acredita o processo de paz em curso no país vai continuar.