Descobertos em Jebel Irhoud, a 100 kms de Marraquexe, Marrocos, fósseis de cinco hominídeos, ossos de animais e ferramentas, datando de entre 300 e 350 mil anos, ou seja mais de 100 mil do que a datação 195 mil anos para Lucy, encontrada na Etiópia e considerada até agora como a origem da nossa espécie.
Tal prova, que o homem não evoluiu num único berço da humanidade na África Oriental, como até agora se pensava, mas que o homo sapiens se espalhou por todo o continente africano, há cerca de 300 mil anos, antes de se dispersar por outras regiões do planeta.
As morfologias cranianas, faciais e dos maxilares destas descobertas, são similares às do homem moderno e os especialistas pensam tratar-se da primeira fase da evolução do homo sapiens, a chamada Idade Média da Pedra, e não uma versão do homem de neendertal africano, duas linhagens que chegaram a coabitar na Europa e no Médio Oriente, mas que se separaram.
Os neendertais extinguiram-se há quase 30 mil anos e o homo sapiens evoluiu progressivamente até aos dias de hoje.
Este homo sapiens arcaico é a mais antiga raiz da nossa espécie descoberta, o que vai obrigar a reescrever a nossa história, como refere o paleontólogo português Octávio Mateus, líder do projecto Paleo Angola, responsável pela descoberta em 2011 do primeiro fóssil de dinossauro no país: o saurópode "angolatitan adamastor".