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Ciência episodes

  • Berço da humanidade: África ou Europa?
    Uma investigação recente aponta que o berço da humanidade poderá estar na Europa e não em África, mas Eugénia Cunha, especialista em Antropologia Biológica, considera que “não é só uma descoberta que pode fazer virar o foco da África para a Europa”. O estudo aponta o “Graecopitecus freybergi” como o mais velho pré-humano com 7,2 milhões de anos, mais 200 mil anos que "Toumaï", encontrado no Chade, em 2001.
    Um estudo internacional, publicado na revista cientifica Plos One, aponta que o berço da humanidade poderá estar na Europa e não em África. Os investigadores basearam-se nos fósseis de uma mandíbula inferior encontrada na Bulgária e de um dente pré-molar superior descoberto na Grécia, atribuídos a uma espécie de pré-humano baptizado “Graecopitecus freybergi”. O Graecopitecus teria 7,2 milhões de anos, ou seja, seria mais velho 200 mil anos que o até agora mais antigo pré-humano encontrado em África e que foi chamado de "Toumaï".
    Apesar do fervor mediático gerado pela investigação, Eugénia Cunha, especialista em Antropologia Biológica, considera que “não é só uma descoberta que pode fazer virar o foco da África para a Europa” e defende que o berço da humanidade vai continuar a ser África até mais provas substanciais em contrário.
    Clique na imagem principal para ouvir o magazine Ciência.
    9 min
  • França: Fim dos carros a diesel e gasolina em 2040
    No Magazine Ciência, vamos analisar, o plano do ministro francês da Transição ecológica, sobre o fim dos carros a gasolina e diesel, no horizonte 2040, em França, que passará a ter mais carros eléctricos e híbridos. Acompanha-nos, Hermano Sanches, vereador na câmara municipal de Paris.
    "Há uma vontade clara de passar à fase do eléctrico, de deixar a questão do gasóleo, como sendo um dos principais riscos em termos de saúde pública (...) queremos sair do diesel, queremos sair da gasolina e passamos a ter eléctrico, passar a ter gás (...)", palavras de Hermano Sanches, sobre a substituição dos carros a gasolina e diesel, em 2040, em França.
    8 min
  • Moçambique: tuberculose, sida e asma
    No Magazine de Ciência, vamos fazer o balanço de algumas doenças respiratórias, em Moçambique, como tuberculose ou asma, sobretudo a tuberculose que tem reflexos negativos nos doentes com a Sida.
    Acompanha-nos, o moçambicano, Ivan Manhiça, director do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose, no Ministério da Saúde de Moçambique, um dos participantes da Conferência respiratória dos países de língua portuguesa, que terminou, esta terça-feira, 4 de julho, em Maputo.
    8 min
  • Bico-grossudo de São Tomé é o maior canário do mundo
    As florestas da ilha de São Tomé apresentam a maior concentração de aves endémicas do mundo. Aqui, existem 17 espécies que não existem em mais lado nenhum do planeta. A mais enigmática de todas as espécies existentes nas florestas de São Tomé é uma ave granívora: o Bico-grossudo de São Tomé.
    A espécie foi descoberta em 1888 por Francisco Newton. Na altura, o naturalista português considerou-a como sendo extremamente rara. Passados mais de cem anos, quando já se pensava extinto, o Bico-grossudo voltou a ser novamente observado.
    Em 2002, o biólogo evolutivo, Martim Melo deu início aos trabalhos de investigação sobre a origem das aves endémicas em São Tomé e Príncipe. Em 2003 consegue capturar um bico-grossudo e em 2005 outros dois. Em 2011, um quarto indivíduo é capturado.
    As aves foram medidas e foram-lhes retiradas amostras de sangue. O material genético permitiu concluir que o Bico-grossudo de São Tomé é, afinal, um canário.
    O Bico-grossudo de São Tomé é um canário gigante, o maior do mundo, é castanho-escuro e está ameaçado de extinção.
    A RFI ouviu o ornitólogo Martim Melo.
    Áudio Bico-grossudo de São Tomé recolhido por Martim Melo.
    8 min
  • Pedrogão mostrou debilidade do sistema de combate a incêndios
    Portugal acaba de registar um dos incêndios mais mortíferos de que há memória. Em Pedrógão Grande, um incêndio tirou a vida a mais de 60 pessoas. As autoridades falam em factores combinados: trovoadas secas, temperaturas elevadas, ventos fortes e instabilidade atmosférica.
    Sobre floresta, fogo e prevenção, a RFI ouviu Paulo Fernandes, engenheiro florestal do departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
    9 min
  • Descobertos em Marrocos hominídeos com mais de 300 mil anos
    Descobertos em Jebel Irhoud, a 100 kms de Marraquexe, Marrocos, fósseis de cinco hominídeos, ossos de animais e ferramentas, datando de entre 300 e 350 mil anos, ou seja mais de 100 mil do que a datação 195 mil anos para Lucy, encontrada na Etiópia e considerada até agora como a origem da nossa espécie.
    Tal prova, que o homem não evoluiu num único berço da humanidade na África Oriental, como até agora se pensava, mas que o homo sapiens se espalhou por todo o continente africano, há cerca de 300 mil anos, antes de se dispersar por outras regiões do planeta.
    As morfologias cranianas, faciais e dos maxilares destas descobertas, são similares às do homem moderno e os especialistas pensam tratar-se da primeira fase da evolução do homo sapiens, a chamada Idade Média da Pedra, e não uma versão do homem de neendertal africano, duas linhagens que chegaram a coabitar na Europa e no Médio Oriente, mas que se separaram.
    Os neendertais extinguiram-se há quase 30 mil anos e o homo sapiens evoluiu progressivamente até aos dias de hoje.
    Este homo sapiens arcaico é a mais antiga raiz da nossa espécie descoberta, o que vai obrigar a reescrever a nossa história, como refere o paleontólogo português Octávio Mateus, líder do projecto Paleo Angola, responsável pela descoberta em 2011 do primeiro fóssil de dinossauro no país: o saurópode "angolatitan adamastor".
    8 min
  • Portugueses testam vacina contra a malária em humanos
    Há sete anos que a equipa de Miguel Prudêncio, investigador no Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, trabalha a missão de encontrar uma vacina para a malária. O projecto que conta com apoio da Fundação Bill e Melinda Gates e que conquistou um lugar na Malaria Vaccine Initiave começa a partir de hoje na Holanda a realizar ensaios clínicos em seres humanos.
    8 min
  • Mudanças climáticas:"África é refém das grandes potências"
    Esta terça-feira o Secretário-geral da ONU vai proferir um discurso sobre alterações climáticas. A alocução de António Guterres é feito na semana em os Estados Unidos vão anunciar a decisão de se retirar ou não do Acordo de Paris. Será que os Estados Unidos vão sair do Acordo de Paris, o que é que se pode esperar da alocução de António Guterres? Estas foram algumas das questões que abordamos com Samuel Mondlane, técnico para a área de justiça climática e energética da ONG Justiça Ambiental em Moçambique.
    6 min
  • Novos tipos de ciberataques no mundo
    O mundo viveu no passado fim-de-semana uma série de cibertaques contra estruturas empresariais e centros nevrálgicos de sistemas de informação de estados em mais de 150 países diferentes.
    Ataques informáticos de piratas ou "hackers" afectaram chegando mesmo a paralizar empresas de vários sectores da vida política, económica e social neste  conjunto de mais de 150 países em todo o mundo.
    Houve reacções diversas do mundo da política, mas também económica ou académica. É o caso do Professor Eduardo Vera-Cruz Pinto, Presidente do Centro de Investigação Jurídica do Ciberespaço, da Faculdade de Direito de Lisboa.
    "(...) No plano académico os ataques suscitam muitas interrogações, nomeadamente,  a capacidade de resposta que os vários centros nacionais de Cibersegurança que os países da União europeia e até da NATO, podem dar a este tipo de ataques... "
    Clique no botão altifalante mais acima no canto direito para ouvir esta entrevista com o Professor Eduardo Vera-Cruz Pinto, que aborda esta questão passando pelos quadrantes jurídicos, económicos, militares, sociais e políticos, como ataques ou indícios de ataques nas eleições nos Estados Unidos ou na Europa.
    15 min
  • Proteína pode atrasar a progressão de Parkinson
    Um grupo de investigadores portugueses e alemães descobriram ser possível controlar uma proteína presente no cérebro dos doentes com Parkinson. Proteína que pode atrasar a progressão da doença e tratar alguns sintomas.
    A doença pode não estar isolada no cérebro, pode começar no sistema digestivo como nos explica Tiago Outeiro que coordena o estudo entre um grupo do instituto de investigação associado à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (CEDOC) e outro grupo na universidade alemã de Göttingen.
    9 min

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