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Na década de 1990, vários documentos secretos da indústria do tabaco foram revelados. Eles mostravam como essas corporações agiam para deliberadamente distorcer a ciência e enganar a população – tudo para evitar maiores limitações aos seus produtos. Desde então, essas mesmas empresas vêm projetando uma imagem de que mudaram de atitude, mas isso é apenas uma fachada.
Na estreia da nossa intertemporada, convidamos Stella Bialous (professora da Universidade da Califórnia em São Francisco/EUA), Mariana Pinho (coordenadora do Projeto Tabaco da ACT - Promoção da Saúde) e Silvana Turci (responsável pelo Observatório para o Monitoramento das Estratégias da Indústria do Tabaco) para um debate sobre as táticas atuais dessa indústria.
Da lavoura aos laboratórios de pesquisa, passando pelo congresso nacional e pela pandemia de Covid-19, saiba o que a indústria do tabaco tem feito para evitar maiores regulações sobre produtos que, hoje, matam 8 milhões de pessoas ao ano. Essas estratégias, aliás, foram apontadas no Índice Global de Interferência da Indústria do Tabaco 2021 – e o Brasil caiu no ranking, infelizmente.
Este episódio e a intertemporada do Ciência Suja têm o apoio da ACT - Promoção da Saúde.
Leia a versão brasileira do Índice de Interferência da Indústria do Tabaco 2021: https://bit.ly/IndiceInterferencia2021
Compre o livro Roucos e Sufocados, mencionado no episódio: https://amzn.to/3pShekI (ao comprar por esse link, o Ciência Suja fica com uma porcentagem que nos ajuda a manter o projeto de pé)
Outras indicações de leitura:
Merchants of Doubt: https://amzn.to/30rDCJ4
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Charlatões defendendo um remédio que não funciona. Um grupo de pessoas sendo responsabilizado por uma doença, outro visto como menos apto a enfrentar um vírus. Populações vulneráveis em risco. Negacionismo científico com interesses financeiros por trás. Movimento antivacina fazendo barulho. Essas histórias parecem familiares? No último episódio da primeira temporada, o Ciência Suja revisita os capítulos anteriores e mostra de que maneira aqueles casos ajudam a entender a condução da pandemia no Brasil. Como erros repetidos no passado nos colocaram entre os países mais afetados pelo coronavírus?
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O medo de vacinas é tão antigo quanto as próprias vacinas. Mas parte da rejeição atual aos imunizantes é fabricada por grupos que pretendem vender alternativas que custam caro para o sistema de saúde e para o seu bolso. Neste episódio, conheça a história recheada de fraudes científicas e interesses ocultos por trás do movimento antivacina e como ele vem sabotando o controle de infecções pelo mundo, inclusive da covid-19. Spoiler: o Brasil, que sempre foi um exemplo de imunização, desde 2021 tem sua própria associação antivacina...
No início dos anos 1980, uma nova e mortal doença intrigou os médicos nos Estados Unidos. Logo de cara, eles notaram algo em comum entre os pacientes: eram homens jovens, saudáveis e homossexuais. Pouco tempo depois, começaram a aparecer casos também entre heterossexuais, usuários de drogas injetáveis, mulheres e pessoas que precisavam de transfusões de sangue. Mas não teve jeito: o “grupo de risco” definido inicialmente, o de homossexuais, foi um carimbo na testa que marginalizou ainda mais essa parcela da população. Em 2021, a pandemia de AIDS completa 40 anos e o Ciência Suja mostra como teorias bizarras e preconceituosas vindas de médicos e da comunidade científica alimentaram estigmatizações e atrapalharam o combate à doença.
Desde os anos 50 os malefícios do cigarro à saúde estão bem documentados. Mas a indústria do tabaco conseguiu enrolar a opinião pública por décadas, causando dúvida nas pessoas sobre os reais problemas provocados pelo uso do produto. A técnica deu tão certo que passou a ser replicada por outros negacionistas – inclusive nos dias de hoje, para contestar o aquecimento do planeta provocado pela ação humana. É essa história que contamos no terceiro episódio do Ciência Suja.
Uma “ciência” criada por um primo de Charles Darwin no século XIX e apoiada nos mais altos círculos de intelectuais. Mas que, em vez de trazer progresso, transformou-se na justificativa para os horrores cometidos pelos nazistas. Neste episódio, investigamos as origens da eugenia e como ela causou estragos no mundo inteiro, inclusive no Brasil - passado e presente. E ainda revelamos um documento histórico inédito do maior divulgador da eugenia no nosso país.
Uma pílula desenvolvida por um químico experiente dentro de uma das principais universidades do Brasil e distribuída de graça com a promessa de curar todos os tipos de câncer. A fosfoetanolamina sintética, que ficou conhecida como pílula do câncer, foi defendida por políticos e abraçada como última esperança por pacientes com a doença. Seus criadores atropelaram processos e o método científico em nome de um tratamento que, no final das contas, não funcionava. O primeiro episódio do Ciência Suja conta essa história com detalhes inéditos e os desdobramentos nos dias atuais.
Trailer da primeira temporada do Podcast Ciência Suja. Em crimes contra a ciência, as vítimas somos todos nós. Estreia dia 19/08/2021.
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