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  • PT mantém ofensiva contra chefe do BC, mesmo após esforços de reconciliação
    O Partido dos Trabalhadores (PT) não gosta de "dar uma vaca para não entrar numa briga", como diz um antigo ditado. O PT, na verdade, chega logo com a boiada para não sair dela tão cedo.
    O inimigo número 1 do partido do governo é Roberto Campos Neto, e não tem bandeira branca capaz de estancar a guerra declarada ao Banco Central (BC) e seu presidente.
    Se for verdade que quem cala, consente, o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o BC ou a taxa de juros na última terça-feira (14) valida os ataques petistas renovados, mesmo após as falas em tom conciliador de Campos Neto.
    Se equilibrando em cima do muro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), atua como uma linha frágil, mas constante, para manter alguma institucionalidade na relação entre governo e autarquia. O mercado já estava fechado, com a fatura do risco já acionada, quando Haddad afirmou que a meta de inflação não está na pauta da reunião do Conselho Monetário Nacional (CME), que reúne as principais autoridades econômicas do país e acontece amanhã.
    Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado Federal, apareceu de árbitro, aplaudindo Campos Neto e avisando Lula que a independência do BC é sólida. O recado geral do senador foi que o presidente da República, quer goste ou não, terá que conviver com a meta de inflação e buscar uma solução "inteligente".
    Por enquanto, a postura das lideranças do PT faz mais barulho -- e só o tempo vai dizer se é apenas uma birra de criança no shopping ou se é uma escolha do novo governo.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    23 min
  • Campos Neto prega harmonia com governo, mas rechaça mudança da meta de inflação
    Mexer na meta de inflação agora terá o efeito contrário ao desejado. Foi o que disse Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), na noite de ontem, enquanto era entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura.
    "A meta não é instrumento de política monetária", reforçou ele, como quem diz que não é mexendo nela que os juros vão ceder.
    Para Campos Neto, o elevado patamar da taxa Selic atual, em 13,75% a.a., é consequência de problemas estruturais, como gastos públicos elevados e baixa produtividade na economia. Sobre a mudança na meta para forçar uma queda de juros, Campos Neto negou que tenha sugerido a alteração e admitiu apenas que o BC discute um "aprimoramento do sistema", sem dar detalhes.
    Desde que foi adotado no país, o sistema de metas convive com praticamente dois problemas que comprometem sua eficiência: o calendário anual, e não aquele que acomoda o chamado "horizonte relevante" para detectar o efeito dos juros na economia, e o índice usado como referência -- o IPCA, medidor oficial da inflação no país --, que não reflete totalmente o processo inflacionário.
    Pregando harmonia, diálogo e aproximação com o governo, o chefe do BC tentou tirar a capa de vilão que o debate político lhe impôs. "Eu, como figura, sou irrelevante", disse ele, tentando despersonificar sua posição sem, contudo, apagar o fato dele ser o único remanescente do mandato de Bolsonaro com poder e blindagem no novo governo.
    No episódio desta terça-feira (14), CNN Money fala dos requisitos para um debate racional sobre as metas de inflação, além de dar um giro pelas bolsas globais.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    28 min
  • Metas de inflação podem ser alvo de debate em reunião do CMN nesta semana
    O brasileiro já aprendeu muito com inflação e acompanha de perto as decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC), o Copom.
    Agora, vai ter que voltar sua atenção para reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), um colegiado que pouquíssima gente até então conhecia.
    O CMN se reúne nessa semana e pode debater mudanças na meta de inflação, objetivo que guia as decisões do BC sobre a taxa Selic. Desde que adotou o sistema de metas, em 1999, o governo faz uma reunião anual, todo mês de junho, para olhar para os anos à frente.
    Dessa vez, a decisão pode ser antecipada para mexer nas metas já definidas até 2025. A anomalia na agenda nacional é sintomática, já que revela que o país convive com inflação e juros acima do normal, e não consegue se livrar do tema.
    O CNN Money ouviu economistas com posicionamentos diferentes sobre a possível alteração, com fundamentos técnicos considerando o perfil da economia e o custo de se combater o processo inflacionário na canetada e na bravata política -- e sem que haja um controle efetivo dos gastos públicos.
    Em um país estável política e economicamente, decidir a meta de inflação depende do bom senso, da premissa de proteção da moeda e da normalidade institucional. Nenhum desses requisitos está presente no debate nacional.
    No episódio desta segunda-feira (13), o CNN Money fala das expectativas para a meta de inflação, os fatores envolvidos na possível alteração e das consequências da escolha do governo.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    28 min
  • Lula viaja para encontro com Biden em meio a escalada de atritos com BC
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontra nesta sexta-feira (10) com o chefe do Executivo dos Estados Unidos, Joe Biden, em Washington.
    A pauta brasileira – que vai de meio ambiente a possíveis negociações com a Ucrânia – vai disputar espaço com a crise entre os EUA e a China, deflagrada por causa de um balão que os norte-americanos afirmam ser um "espião" chinês.
    O presidente deixa por aqui um conflito criado por ele próprio, e que não afeta em nada a geopolítica e a economia mundial.
    O estrago causado pelos ataques de Lula e aliados ao Banco Central (BC) fica só no Brasil, e a conta em dólares já está mais cara: a moeda norte-americana já subiu 4% agora em fevereiro, reagindo à escalada da insensatez.
    O PT e sua porta-voz contra o BC, a deputada Gleisi Hoffmann, repetem que não faz sentido o juro da economia estar em 13,75% ao ano – sem apresentar fundamento técnico.
    A cada conto, a taxa aumenta um ponto, como efeito de um ambiente de incerteza crescente.
    A informação de que Roberto Campos Neto, presidente da autoridade monetária, toparia aumentar a meta de inflação foi o gatilho de ontem para que o dólar subisse 1,47%, mas a tensão vai continuar alimentando a crise.
    Qual a melhor estratégia? Estancar a sangria e mexer logo na meta? E após avançar algumas casas sobre o BC, Lula vai se dar por satisfeito?
    O que surpreende é a capacidade do novo governo em conflagrar, sozinho, uma crise que ele próprio terá que lidar.
    Até aqui, a única razão que faz sentido é ter na manga a chance de responsabilizar o BC por tudo que eventualmente der errado no país.
    No episódio desta sexta, o CNN Money ainda fala de Arthur Lira (Progressistas), que tirou da frente a chance de revisão da independência do BC no Congresso Nacional.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    22 min
  • Lula baixa tom contra BC, mas aliados sobem; estrangeiros seguem entrando na Bolsa
    A batalha do governo contra o Banco Central continua em Brasília.
    Apesar de o presidente Lula ter baixado o tom contra a instituição, seus aliados subiram. Tem ideia para todo lado: "Juros tem que ir para 7%, 8%", disse um senador.
    "O presidente do BC não é imexível", disse a líder do PT. "Pedir queda de juros não é política, é técnica", assegurou um deputado petista.
    De saída no final do mês, Bruno Serram, diretor de política monetária do BC resumiu e lembrou que o Banco Central é uma instituição de Estado, não de governo.
    Apuração do analista da CNN Caio Junqueira, revela que o PT quer alguém como André Lara Resende no lugar de Serra. O economista chamou recentemente de histeria o alarde sobre o risco fiscal.
    Alexandre Padilha, ministro das relações institucionais, apareceu de bombeiro novamente para descartar conflitos ou qualquer discussão sobre o fim da autonomia da autoridade monetária.
    O ministro promoveu alívio nos mercados, pelo menos em um dia.
    O CNN Money de hoje fala da repercussão internacional desse atrito com o BC, e a entrada de estrangeiros na Bolsa brasileira, que segue forte.
    Mas quanto isso representa na careteira dos fundos internacionais? O Brasil é relevante ou não na alocação dos recursos?
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    21 min
  • "Aceno amigável" de BC a Lula dura pouco; meta de inflação deve ser alterada?
    Não há razão, ou sensibilidade, que convença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a desistir de atacar o Banco Central (BC).
    O que começou como uma bravata eleitoreira caminha para uma crise institucional de desfecho imprevisível, à medida que Lula não cede terreno ao diálogo e não parece ter compreensão do custo de esvaziar a credibilidade da autoridade monetária.
    A escalada chegou ao ponto do petista questionar a lealdade dos ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB) na relação com o BC e, para completar, incitar o Congresso a responsabilizar Roberto Campos Neto, presidente da autarquia, pelos problemas do país.
    No vácuo da institucionalidade, Aloizio Mercadante (PT) surpreendeu ao anunciar que ele mesmo, presidente do BNDES, vai apresentar uma proposta para a nova regra fiscal, um mês antes do prazo assumido por Haddad -- o ministro formulador de política econômica do governo.
    Esse atropelo entre as cadeiras e as atribuições começa muito cedo em um governo que chegou há menos de quarenta dias.
    Em meio a tanto burburinho, um ex-integrante de equipes econômicas de governos passados disse à âncora do CNN Money, Thais Herédia: é a "marcha da insensatez".
    A expressão também nomeia um livro da historiadora Barbara Tuchman, que trata da insistência de governantes em adotar políticas contrárias a seus próprios interesses -- que parece ser o caso agora.
    No episódio desta quarta-feira (8), o CNN Money fala também das metas de inflação, que, nesse contexto de disputa entre Lula e BC, gera a pergunta: ela deve, ou não, ser alterada?
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    23 min
  • Inimizade pública de Lula com Campos Neto, do BC, vira enigma político
    Há um enigma em torno do presidente do Banco Central (BC): Roberto Campos Neto virou um inimigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) porque mantém os juros altos e alerta sobre os riscos da política de gastos do novo governo, ou porque é herança de Jair Bolsonaro (PL) e nunca disfarçou sua aproximação com o ex-mandatário?
    A irritação de Lula e Fernando Haddad com o tom adotado por Campos Neto para justificar os juros altos era uma informação de bastidor. Não é mais.
    O presidente da República e o ministro da Fazenda admitiram, em alto e bom som, que se sentem traídos e provocados diretamente por Campos Neto. Para Lula, a comunicação do "cidadão" do BC é uma vergonha; para Haddad, é injusta, porque não considera o que já foi apresentada por ele e os compromissos assumidos.
    Enquanto não aparece uma resposta racional para o enigma político, o pragmatismo econômico vai se impor, com juros futuros em alta e o momento de abaixar a taxa básica da economia cada vez mais distante.
    O governo alimenta alguma esperança de que o chefe do BC diminua a fervura na ata do Comitê de Política Monetária, divulgada na manhã desta terça-feira (7).
    Uma trégua, porém, não pode comprometer a credibilidade do BC em cumprir seu mandato, garantir a estabilidade da moeda e não acomodar políticas públicas do governo.
    No episódio desta terça, o CNN Money ainda se volta às expectativas para o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve System (Fed, o banco central dos Estados Unidos), após os dados de emprego da maior economia do mundo. 
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    27 min
  • Mercadante toma posse no BNDES sob temores de reprises do passado
    Aloizio Mercadante (PT) toma posse nesta segunda-feira (6) no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
    Estarão lá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) -- ambos representantes do que foi a gestão do banco de fomento nos governos petistas. Foram centenas de bilhões de reais do Tesouro gastos para bancar crédito com juros abaixo da Taxa Selic para setores eleitos como "campeões nacionais", além de financiamentos externos.
    O resultado? Aumento da dívida pública, queda na taxa de investimentos de calote dos países.
    Mercadante já se comprometeu a não mexer na Taxa de Longo Prazo (TLP), criada em 2017 e mecanismo que impede o banco de adotar uma taxa menor do que aquela definida pelo Banco Central (BC). Ao mesmo tempo, quer oferecer juros mais baixos e voltar a financiar projetos fora do país, como é o caso do gasoduto na Argentina.
    Qualquer que seja a escolha sobre o papel do BNDES, o governo Lula terá que prever o custo das operações no Orçamento Federal -- o mesmo que pretende cobrir uma longa lista de gastos públicos já anunciados.
    Geraldo Alckimin (PSD) também estará na posse de hoje. Como ministro da Indústria e Comércio, o vice-presidente da República é, supostamente, o chefe direto de Mercadante -- um que passou anos com uma visão oposta (e crítica) ao que fez o banco no passado.
    É sob este quadro político e muita dúvida sobre o que esperar da nova gestão do futuro presidente do BNDES que Mercadante tomará posse.
    No episódio desta segunda, o CNN Money ainda pincela o balão "espião" chinês nos Estados Unidos, que tem aumentado a tensão diplomática entre os países.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    25 min
  • Lula volta a atacar BC e coloca percepção de risco do país à prova
    Parece reprise, mas não é.
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não desistiu de atacar o Banco Central (BC), os juros e o patamar atual das metas de inflação. Em entrevista à RedeTV! na noite da última quinta-feira (2), o petista subiu o tom e disse que vai "esperar esse sujeito terminar o mandato para avaliar o que significou a independência do BC".
    O sujeito em questão é Roberto Campos Neto.
    Lula também quer saber se os chefes do Legislativo estão felizes com o presidente do BC, porque, afinal, eles deveriam imaginar que a autonomia da autarquia faria a economia crescer.
    O presidente da República dá ao BC um poder que ele não tem e transfere para a autoridade monetária a responsabilidade sobre o fracasso das escolhas do governante. A oratória política é boa nisso: compartilhar erros, e não avanços.
    A inflação herdada por Lula tem choques das crises recentes e, mais ainda, efeitos da gastança promovida por Jair Bolsonaro. O novo governo quer seguir só com a gastança, e não quer o estrago que ela causa -- ou melhor, quer culpar o BC pelos efeitos dela.
    A nova rodada da cantilena petista pode -- ou não -- provocar uma mudança na percepção de risco sobre o Brasil, e essa reação vai dizer muito sobre o quanto vale a palavra do presidente da República.
    No episódio desta sexta-feira (3), o CNN Money ainda discute a alta da inadimplência no país e os resultados das big techs, que viram seus lucros em queda livre no último trimestre.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    15 min
  • BC alerta para piora na perspectiva de inflação; nos EUA, Fed pisa no freio
    Enquanto o governo "brinca" de ter inflação mais alta à espera de mais crescimento, o resultado é o visto na noite da última quarta-feira.
    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu pela manutenção da taxa Selic em 13,75% a.a. -- e, embora o número seja o mesmo, o efeito é de piora na economia.
    O desarranjo econômico, provocado pelas cutucadas do governo à independência do BC e ao atual patamar da inflação, já pode ser visto no longo prazo.
    No comunicado divulgado ontem, o Copom praticamente desenhou o tamanho da conta, e as expectativas para o comportamento da inflação pioraram até onde a vista do BC alcança: os quatro anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
    Enquanto houver debates despropositados e incertezas sobre régua fiscal e as regras fiscais, não há chance de redução de juros. Para conseguir cumprir a meta de inflação -- já definida e reiterada pelos diretores do Copom --, o cenário alternativo apresentado para o IPCA exige que a taxa não seja alterada até meados do ano que vem.
    No episódio desta quinta-feira (2), o CNN Money também traz os reflexos da decisão de política monetária dos Estados Unidos, onde o Federal Reserve System (Fed, o banco central norte-americano) já começou a soltar a corda, com alta de juros em 0,25 p.p.
    Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
    21 min

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