72% dos franceses continuam a apoiar o movimento "coletes amarelos"e 85% condena os actos violentos, em Paris este sábado.
O executivo francês enfrenta uma corrida em contra-relógio para apaziguar a crise social e política que enfrenta.
O primeiro-ministro francês recebeu, esta manhã, os líderes dos partidos e representantes dos coletes amarelos. O governo percebeu a importância de encontrar respostas com outros partidos aponta o vereador da Câmara de Paris, Hermano Sanches Ruivo.
A líder da União Nacional, Marine Le Pen, e o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon pedem eleições antecipadas. Marine Le Pen pediu a dissolução da Assembleia. Para Hermano Sanches Ruivo há que perceber que existe uma divisão no movimento dos coletes amarelos.
A autarca na região parisiense e dirigente do Bloco Esquerda, Cristina Semblano, descreve este movimento que diz ser iminentemente político popular.
Na semana passada, o movimento "coletes amarelos" entregou ao governo um documento com 42 reivindicações. O ministro da economia, Bruno Le Maire, afirmou que uma das medidas que pode vir a ser anunciada passa pela redução dos impostos. O governo tem de agir a curto prazo aponta o economista Pascal de Lima.
No sábado, 136 mil pessoas juntaram-se à mobilização dos coletes amarelos, registaram-se 263 feridos e 412 pessoas foram interpeladas pelas forças de segurança, segundo um balanço da polícia.
Quarta-feira, 5 de Dezembro, a Assembleia Nacional vai debater este impasse político e social, tema levado na quinta-feira ao Senado.