Gerson Camarotti comenta impasse em torno da reforma administrativa. Para ele, recuo do governo apesar da insistência da área econômica demonstra medo do desgaste político. Camarotti avalia, ainda, que governo terá que enfrentar a discussão em algum momento, já que o Congresso também não pretende, sozinho, fazer uma reforma no funcionalismo público.
Gerson Camarotti explica que os ministros podem ficar sem poder de manejar o custeio porque emendas parlamentares foram colocadas pelo relator do projeto do orçamento. Temendo esse tipo de apagão, o relator pode ter mais poder do ponto de vista orçamentário que o presidente da república. A questão preocupa o Executivo.
Gerson Camarotti acredita que o ministro da educação já teria saído da pasta se tivesse apenas o problema de gerenciamento. Ele vai prestar esclarecimentos sobre erros no Enem em audiência pública no Senado e governistas vão tentar blindar o ministro.
Gerson Camarotti explica que o novo ministro do Desenvolvimento Regional teve atuação importante durante a tramitação da Reforma da Previdência e soluciona a ausência no primeiro escalão do governo de um nome da região nordeste. A mudança já é vista como o início de uma reforma ministerial, apesar do governo negar outras trocas.
Gerson Camarotti comenta a decisão da Câmara que anulou uma decisão do Supremo Tribunal Federal e devolveu o mandato ao deputado José Wilson Santiago, do PTB. Camarotti conta que o sentimento era de que todo mundo pode ser o próximo e isso foi o que norteou a decisão. O parlamentar estava afastado desde dezembro, acusado de corrupção passiva e organização criminosa por desvio de dinheiro numa obra na Paraíba.
Gerson Camarotti comenta a rapidez da votação na Câmara do projeto de lei que prevê regras da quarentena e medidas de enfrentamento do coronavírus. Ele afirma que ficou claro que o projeto de lei era o melhor caminho e acredita que a Câmara e o Senado vão conseguir entregar o texto antes da chegada dos brasileiros.
Gerson Camarotti diz que os parlamentares ficaram incomodados com a ausência do presidente, que teve uma agenda extensa em São Paulo, e não esteve presente no retorno dos trabalhos no Congresso.
Gerson Camarotti acredita que Onyx é um dos poucos com esse relacionamento no governo. Ele lembra que o deputado foi um dos primeiro a apoiar o nome de Bolsonaro para a presidência. Na semana passada, o presidente reduziu a pasta da Casa Civil ao demitir auxiliares de Onyx e transferiu o Programa de Parceria de investimento para o Ministério da Economia.
Gerson Camarotti avalia que o presidente Bolsonaro esvaziou os poderes da Casa Civil, órgão chefiado por Lorenzoni. 'Situação é de fritura explícita', comenta. Outro ministro em situação delicada é Abraham Weintraub, que sofre pressão do Congresso e já foi criticado, inclusive, pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia.
Na mesma postagem em que anunciou a desistência da readmissão de Vicente Santini, presidente comunicou a transferência do Programa de Parceria e Investimentos da Casa Civil para o Ministério da Economia. O PPI era o único ativo na pasta comandada por Onyx Lorenzoni, que está de férias.
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