Convidado

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Convidado episodes

  • “África tem de mudar de paradigma"
    Segundo e último dia do Conselho Executivo da União Africana, que antecede a 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana subordinada ao tema dos refugiados e deslocados.
    A participar na sessão está a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto. Ao microfone da RFI a governante sublinhou que “África tem de mudar de paradigma e lembrou que a proximidade com a Nigéria coloca a questão dos refugiados e deslocados na ordem do dia em São Tomé.
    A chefe da diplomacia são-tomense avançou igualmente que o Conselho de Ministro já aprovou o acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZLECA). Documento que deverá ser ratificado pela Assembleia até dia 15 de Fevereiro.
    Questionada sobre as divergências internas entre Governo e Presidente de STP, Elsa Pinto nega incompatibilidades, ressalva uma coabitação normal, apenas com algumas “situações de mal-estar” na interpretação de normas.
    8 min
  • África tem de “resolver os conflitos que levam à deslocação das populações"
    Arrancou esta quinta-feira o Conselho de Ministros da União Africana, um encontro que antecede a 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
    Para os líderes africanos 2019 é o ano dos “Refugiados, retornados e deslocados internos: rumo a soluções duradouras para o deslocamento forçado em África”.
    Esta cimeira de ficará igualmente marcada pela chegada à cadeira da presidência rotativa o chefe de Estado egípcio. Abdel Fattah al-Sissi vai substituir na presidência da organização africana Paul Kagame, Presidente do Ruanda.
    Téte António, secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, que representa o país nesta 34ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana, faz um balanço positivo da presidência Kagame, sublinha a importância da temática dos refugiados no continente e ressalva que África tem de “resolver os conflitos que levam à deslocação das populações”.
    5 min
  • Da Venezuela, de volta a Portugal
    A situação na Venezuela continua no impasse. Amanhã na capital do Uruguai, os membros do grupo de contacto composto por representantes de países europeus e de países latino-americanos devem encontrar-se para reflectir sobre estratégias para sair da crise de forma pacífica.
    Mas as notícias que chegam do terreno são pouco auspiciosas: ontem, um grupo de militares bloqueou a chegada de ajuda humanitária reclamada pelo autoproclamado Presidente Juan Guaidó, este último também recusando uma eventual mediação do Papa, conforme foi pedido por Nicolás Maduro.
    Paralelamente, muitos venezuelanos continuam a fugir do seu país, entre eles venezuelanos de origem portuguesa. Calcula-se que há meio milhão de portugueses na Venezuela. Desde o início da crise, em 2016, regressaram a Portugal uns 10 mil luso-venezuelanos de todas as gerações, essencialmente oriundos da Madeira, sendo que em Portugal continental, a zona de Aveiro que foi outro grande ponto de partida, é doravante um ponto de chegada.
    Crispim Rodrigues acolhe essas pessoas no seio da associação SEMA, Associação Empresarial Sever do Vouga, Estarreja, Murtosa e Albergaria-A-Velha.
    Ele próprio regressou da Venezuela em 1993.
    10 min
  • Tshisekedi começa em Angola 1ª digressão no exterior
    O Presidente do Congo Democrático Felix Tshisekedi iniciou hoje uma curta digressão que começou por Angola, dirigindo-se depois para o Quénia onde passa o final do dia e, em seguida, o Congo Brazzaville. Trata-se da sua primeira deslocação no exterior enquanto Presidente, uma deslocação cujo ponto culminante será a sua participação no final da semana na Cimeira da União Africana.
    Estas visitas têm valor de teste para as relações do novo Presidente da RDC com os seus parceiros, sendo que alguns países africanos, nomeadamente Angola, tomaram nota da sua chegada ao poder mas não foram representados pelos seus Chefes de Estado, mas sim a nível de Chefes da diplomacia na sua tomada de posse no passado 24 de Janeiro, na sequência das dúvidas que pairaram sobre a efectividade da sua eleição. Osvaldo Mboco, professor de Relações Internacionais na Universidade Técnica de Angola começou por analisar precisamente este aspecto connosco.
    13 min
  • Venezuela: só diálogo evita banho de sangue
    Madrid, Paris, Lisboa, Londres e Berlim, entre outros, reconheceram esta segunda-feira Juan Guaido como presidente interino legítimo da Venezuela.
    O anúncio chega depois de ter terminado o ultimato dado por alguns estados europeus a Nicolas Maduro para convocar eleições presidenciais.
    As Nações Unidas, por seu lado, apelam ao diálogo. A ONU está disposta a ajudar as partes a encontrarem uma solução política para a crise.
    Para Luis Antonio Fretes Carreras, investigador paraguaio ligado ao Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa a única solução para evitar um banho de sangue na Venezuela passa pelo diálogo.
    8 min
  • Lídia Jorge e “a arte mais difícil de todas”
    Lídia Jorge é uma das vozes mais sonantes da literatura portuguesa contemporânea. Este programa é uma conversa sobre “a arte mais difícil de todas”, sobre a possibilidade de “palavras definitivas”, “textos selvagens”, memórias de África e um “sentimento de inteireza” que possa provocar "um sobressalto" colectivo.
    A tradução para francês do último livro de Lídia Jorge, “Estuário”, está terminada e vai ser lançada no próximo Outono em Paris. De passagem pela capital francesa, para participar numa conferência sobre "Cultura, Identidade e Democracia", na delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, a autora de "A Costa dos Murmúrios" esteve à conversa com a RFI.
    "Aquilo que me move é uma espécie de impulso ontológico. Eu comecei a escrever muito pequenina, quando era muito criança. Assim que aprendi a escrever, comecei a inventar histórias e, passados todos estes anos, continuo a inventar histórias. É a minha forma de dizer que estou viva (...) É tão fundamental como estar vivo, como respirar. É uma espécie de pensamento fantasioso com que se nasce, não se pode parar", contou Lídia Jorge na entrevista que pode ouvir clicando na imagem principal.
    Em baixo, também pode ouvir um excerto filmado sobre a importância capital de Paris no mundo da literatura.
    16 min
  • Coletes Amarelos: Jérôme Rodrigues volta às ruas este sábado
    Para amanhã estão previstas em toda a França novas manifestações dos “Coletes Amarelos”. O acto XII é como lhe chama o movimento.
    O protagonista das manifestações de sábado passado foi Jérôme Rodrigues. As imagens deste lusodescendente ensanguentado atingido num dos olhos correram mundo. Jérôme Rodrigues ficou sem íris e corre agora o risco de cegueira parcial: “Eu perdi a íris. A íris serve para controlar os níveis de luz e isso já não tenho. Fiquei sem íris. O que também tem repercussões estéticas, mas que pode ser substituído por uma lente de contacto. No que diz respeito à visão, se tudo correr bem, conservo o olho, mas nunca recuperarei a visão que tinha. Se tudo correr mal fico cego de um olho.”
    De 38 mil seguidores no Facebook, este rosto dos Coletes Amarelos, passou numa semana para quase 62 mil seguidores e amanhã Jérôme Rodrigues garante que vai voltar à rua.
    A RFI ouviu Jérôme Rodrigues que começa por falar do seu quadro clínico. Esta é uma conversa a duas línguas, português e francês. Confira aqui.
    9 min
  • “Nicolás Maduro está encurralado”
    O Parlamento Europeu reconheceu, esta quinta-feira, Juan Guaidó como “Presidente interino legítimo” da Venezuela e exortou a União Europeia e os seus Estados-membros a assumirem uma posição semelhante. O eurodeputado José Inácio Faria considera que Nicolas Maduro está encurralado e vê a resolução como uma “grande vitória para a liberdade do povo venezuelano”. Oiça aqui a entrevista.
    0 min
  • Moçambique/Dívidas: extradição de Chang é "decisão política"
    Moçambique desdobra-se para conseguir a extradição de Manuel Chang. A Comissão permanente da Assembleia da Republica de Moçambique aprovou a prisão preventiva de Manuel Chang a pedido do Tribunal Supremo. O documento foi aprovado com os votos da Frelimo, partido no poder. Renamo abandonou o local e MDM nem sequer compareceu.
    Tribunal Supremo acusa Chang de abuso de cargo ou funções; violação da legalidade orçamental; burla por defraudação; peculato; corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. Justifica este pedido de prisão preventiva com “receio de fuga e o arguido encontra-se fora do país, correndo-se o risco de não atingir os fins do processo, além do perigo de perturbação da instrução preparatória estando o arguido em liberdade”.
    O caso das dívidas ocultas de Moçambique começa a ganhar maior amplitude, a consultora EXX Africa veio denunciar uma possível ligação de João Lourenço, presidente angolano, ao caso. Através da Simportex, Luanda teria feito "um contrato de 495 milhões de euros para comprar barcos e capacidade de construção marítima à Privinvest”. Um contrato que em termos de formulação e conteúdo apresenta notáveis semelhanças com a ProIndicus e MAM.
    Sobre estes últimos desenvolvimentos do caso das dívidas ocultas e Manuel Chang, a RFI ouviu Marcelo Mosse, director da publicação Carta de Moçambique.
    7 min
  • Moçambique/Dívidas: Manobras mostram "medo na elites"
    Moçambique desdobra-se para conseguir a extradição de Manuel Chang. A Comissão permanente da Assembleia da Republica de Moçambique aprovou a prisão preventiva de Manuel Chang a pedido do Tribunal Supremo. O documento foi aprovado com os votos da Frelimo, partido no poder. Renamo abandonou o local e MDM nem sequer compareceu.
    Tribunal Supremo acusa Chang de abuso de cargo ou funções; violação da legalidade orçamental; burla por defraudação; peculato; corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. Justifica este pedido de prisão preventiva com “receio de fuga e o arguido encontra-se fora do país, correndo-se o risco de não atingir os fins do processo, além do perigo de perturbação da instrução preparatória estando o arguido em liberdade”.
    O caso das dívidas ocultas de Moçambique começa a ganhar maior amplitude, a consultora EXX Africa veio denunciar uma possível ligação de João Lourenço, presidente angolano, ao caso. Através da Simportex, Luanda teria feito "um contrato de 495 milhões de euros para comprar barcos e capacidade de construção marítima à Privinvest”. Um contrato que em termos de formulação e conteúdo apresenta notáveis semelhanças com a ProIndicus e MAM.
    Sobre estes últimos desenvolvimentos do caso das dívidas ocultas e Manuel Chang, a RFI ouviu Michel Chaen, investigador no Centre les Afrique pour le Monde, em Bordéus.
    8 min

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De segunda a sexta-feira (ou, quando a actualidade o justifica, mesmo ao fim de semana), sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.

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