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Convidado episodes

  • “Houve uma negligência geral” em relação ao tráfego humano
    A 5ª Cimeira União Africana – União Europeia chegou ontem ao fim em Abidjan. Na capital económica da Costa do Marfim, os chefes de Estado e de Governo dos dois continentes assumiram um compromisso forte na luta contra o drama da imigração clandestina e das derivas dos mercados dos escravos na Líbia.
    Carlos Lopes, economista e conselheiro do presidente do Ruanda, Paul Kagame, para a reforma da União Africana, faz um balanço do encontro entre os dois blocos, sublinhando várias questões que ficaram fora das agendas dos líderes políticos.
    Para o economista guineense “as decisões sobre a Líbia são extremamente positivas”, num momento em que era necessário uma posição forte. Carlos Lopes sublinha ainda a mudança de linguagem na relação entre os dois blocos. Todavia, ressalva que em cima da mesa das discussões não estiveram os acordos de parceria económica entre a Europa e os parceiros africanos e a questão da paz e segurança não foi devidamente falada.
    8 min
  • ONU: é necessário colocar os “barões do tráfico [humano] na cadeia”
    À margem da 5ª Cimeira União Africana – União Europeia decorreu, em Abidjan, uma reunião internacional sobre a Líbia. Em cima da mesa a questão da Líbia: como responder à crise de migrantes e como evitar a repetição de imagens da venda de jovens migrantes africanos como escravos.
    Reunidos estiveram representantes da União Europeia, União Africana, Organização das Nações Unidas, Líbia, Congo, Marrocos, Níger, Chade, França, Alemanha, Itália e Espanha.
    No final do encontro, Emmanuel Macron, presidente francês, anunciou “operações de evacuação urgentes” para regularizar uma que qualificou de “atroz e inaceitável”. O chefe de Estado gaulês acrescentou, ainda, a criação de uma “task force operacional”, que tem por missão interrogar a curto prazo os “traficantes identificados” e também cortar-lhes o financiamento.
    A Líbia é, de resto, um assunto que preocupa a Organização das Nações Unidas. Em Abidjan, entrevista à RFI, António Guterres, Secretário-geral das Nações Unidas sublinhou a necessidade de colocar os “barões do tráfico [humano] na cadeia”.
    7 min
  • Jovens africanos são oportunidade para Europa envelhecida
    A participar em Abidjan, Costa do Marfim, à 5ª Cimeira União Africana‑União Europeia, de 29 a 30 de Novembro de 2017, está Maria do Carmo Silveira, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
    Ao microfone da RFI a são-tomense falou da necessidade de Africa agarrar as rédeas do seu futuro, salientou a questões do emprego e da juventude no continente africano e explicou ainda de que forma a CLP pretende canalizar este encontro.
    7 min
  • UA-UE: Jovens querem futuro melhor
    A cidade de Abidjan acolhe esta quarta e quinta-feira a 5ª Cimeira União Africana – União Europeia, subordinada ao tema “Investir na Juventude para um futuro sustentável”. O encontro deverá contar com cerca de 80 chefes de Estado e de Governo dos dois continentes.
    Com este encontro de alto nível em pano de fundo, a capital económica da Costa do Marfim, acolheu a cimeira dos jovens africanos e europeus. O objectivo, é a participação directa no processo de diálogo político que afecta os respectivos futuros dos dois continentes.
    Da cimeira de jovens, um grupo foi seleccionado para a Iniciativa «Youth Plug-In», que vão apresentar aos chefes de Estado e de Governo presentes em Abidjan as suas preocupações e propostas para a construção de um futuro melhor.
    A RFI ouviu alguns desses jovens, entre eles, Adilson Duarte Cabral, cabo-verdiano e o único lusófono na iniciativa.
    7 min
  • Papa católico leva paz e diálogo a Birmânia e Bangladesh
    O nosso Convidado é José Manuel Anes, Professor nas Universidades Lusíada em Lisboa e Porto ou na Nova de Lisboa, especialista de Antropologia da Religião, com quem vamos analisar a visita do Papa Francisco à Birmânia e ao Bangladesh.
    Analisaremos com este especialista português de Segurança, Direito, Terrorismo e Religiões, José Manuel Anes, igualmente, autor de vários livros, a visita do Papa aos dois países, Birmânia ou Myanmar e Bangladesh, nos seus diferentes vectores.
    Diálogo de religiões, catolicismo, Islão, Budismo, o drama da minoria rohingya, em Myanmar, perseguida e expulsa por militares birmaneses e agora refugiada no sul de Bangladesh, ou ainda o terrorismo e o próximo livro do Professor, Jose Manuel Anes, sobre o Estado islâmico e o Jiadismo.
    16 min
  • Escravatura: "A Líbia é só o caso mais visível"
    As imagens de um mercado de escravos na Líbia, do canal CNN, correram mundo e devem chegar à agenda da Cimeira Europa-África da próxima semana em Abidjan, na Costa do Marfim. José Carlos Marques, especialista nas migrações, alerta que "a Líbia é só o caso mais visível".
    Vendidos por pouco mais de 300 euros: as imagens de um leilão de migrantes na Líbia correram mundo e continuam a chocar.
    José Carlos Marques,investigador do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, sublinhou que “a Líbia é só o caso mais visível” e que um relatório de abril dava conta de “situações análogas à escravatura” de 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
    “Há uma falta de acção concreta face ao conhecimento que se tem dessas situações. Ignora-se as situações durante muito tempo e só quando se tornam públicas e visíveis é que se parece querer fazer alguma coisa”, apontou.
    A França pediu uma sessão urgente no Conselho de Segurança da ONU e o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, tinha já admitido que ficou "horrorizado". Para José Carlos Marques, esta é, de facto, uma situação que “não pode deixar de horrorizar”.
    “É uma situação que não pode deixar de nos horrorizar uma vez que julgávamos que essas situações tinham terminado já há muito tempo. Descobrir que elas continuam a existir e que, provavelmente, são mais correntes e mais praticadas do que nós pensávamos, não nos pode deixar contentes com a evolução que a Humanidade levou nestes últimos anos”, afirmou o investigador.
    A escravatura de migrantes deverá ser um dos temas da cimeira Europa-África da próxima semana em Abidjan, na Costa do Marfim, mas o investigador alerta que se as autoridades encontrarem uma medida de “luta contra o tráfico de escravos na Líbia, pode dar origem a que os traficantes de escravos se mudem da Líbia para outro país”.
    “Mais importante do que elaborar decisões e recomendações e medidas políticas é efectivamente uma acção concertada e prática para resolver o problema na sua globalidade”, alertou.
    Para José Carlos Marques, uma sessão urgente no Conselho de Segurança da ONU sobre este tema poderá “talvez encetar medidas para resolver essa questão” mas não está “totalmente confiante” devido aos acordos que a União Europeia estabeleceu com a Líbia para conter os fluxos migratórios.
    “Estamos aqui perante um problema de difícil resolução porque, por um lado, parece só se olhar para a Líbia como um país que poderá servir de fronteira da União Europeia e depois testemunha-se que na Líbia se praticam actos de profunda desumanidade”, adiantou.
    Na opinião do investigador, a luta contra o tráfico de migrantes poderia passar pela criação de “canais legais” de migração para a Europa, ainda que admita que não vá ser “tarefa fácil” devido ao ambiente político actual. Por isso, os dirigentes deveriam explicar às populações que “a União Europeia com o seu estado social não consegue sobreviver durante muitos anos se não tiver entrada de migrantes de outros países”.
    O especialista das migrações considerou, ainda, como “muito muito pouco” o número de migrantes oriundos da Líbia que França vai acolher - 3.000 até 2019 – face ao Ruanda que vai acolher 30.000.
    “Os políticos estão imensamente chocados perante estas situações, perante estas imagens, mas depois, em termos de medidas práticas, sã o muito incipientes. Os países menos desenvolvidos – até porque muitas vezes são os países que estão mais próximos das situações de crise – são eles a assumir grande parte do esforço humanitário de acolher migrantes, refugiados e deslocados, quando os países centrais muitas vezes escudam-se perante grandes discursos”, concluiu.
    Para ouvir a entrevista completa, clique na imagem principal.
    8 min
  • Quem vai acabar com o conflito na Síria?
    O Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tem estado reunido nestes últimos dias com os actores principais do conflito na Síria, inclusive Bashar al-Assad, o presidente sírio, Recep Tayyip Erdogan, o homólogo turco, ou ainda Hassan Rohani, o líder iraniano. Vladimir Putin exigiu "concessões" de todas as partes, "incluindo do governo sírio" e afirmou que vai organizar uma conferência na Rússia com a presença do regime sírio e da oposição para que esse país saia da crise actual. Uma reunião que choca com uma outra, já prevista, para 28 de Novembro em Genebra na Suíça, organizada pela ONU.
    O nosso convidado Rogério Leitão, politólogo português e professor de relações internacionais na Universidade de Coimbra, analisou a estratégia de Vladimir Putin, bem como a luta entre as grandes potências mundiais para resolver em primeiro o conflito, e afirmou ainda que o problema do extremismo na região continua patente e não vai desaparecer de um dia para o outro.
    7 min
  • Zimbabueanos de olhos postos no futuro
    Depois de praticamente uma semana de braço de ferro no Zimbabué, o Presidente Robert Mugabe, 93 anos, anunciou a sua demissão após 37 anos no poder.
    Esta decisão foi acolhida com uma explosão de alegria dentro e fora do Parlamento zimbabueano onde foi formalmente anunciada. Encaminha-se agora um período de transição que deve terminar no ano que vem com eleições. Até lá, a partir de Sexta-feira, o ex Vice-Presidente Emmerson Mnangagwa toma interinamente as rédeas do poder num país de rastos em termos económicos.
    Para António Simões, português radicado em Harare há mais de 20 anos, os tempos que se avizinham são forçosamente melhores do que estes últimos anos e na sua óptica, o doravante ex-presidente Robert Mugabe não tinha outra opção senão abandonar o poder.
    7 min
  • As exonerações de João Lourenço
    Deste a tomada que posse que João Lourenço exonerou várias administrações de empresas estatais anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos. A RFI analisou as exonerações e nomeações do novo presidente de Angola com Luís Nascimento, vice-presidente do Bloco Democrático.
    8 min
  • Crise na Alemanha será algo “muito mau para o futuro da Europa”
    Angela Merkel não conseguiu convencer os liberais do FDP e Os Verdes a formarem uma coligação com a CDU/CSU. Uma crise governativa na Alemanha será algo "muito mau para o futuro da Europa”, alertou José Palmeira, professor de Ciência Política na Universidade do Minho.
    A Alemanha espera um novo governo desde as eleições legislativas de 24 de Setembro, quando o partido de extrema-direita AfD entrou para o Bundestag. A CDU de Angela Merkel, a CSU, o FDP e Os Verdes negociavam para alcançar um acordo prévio que lhes permitisse iniciar negociações formais de coligação, mas Merkel não conseguiu ultrapassar as divergências entre as diferentes formações.
    Esta segunda-feira, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier afastou a hipótese de novas eleições e afirmou que os partidos têm a responsabilidade de tentar formar governo. Numa altura em que as posições dos partidos envolvidos nas pré-negociações “se extremaram um pouco”, José Palmeira, professor de Ciência Política na Universidade do Minho, em Portugal, tem dúvidas sobre a eficácia dessa negociação.
    É a primeira vez, desde a fundação da República Federal da Alemanha, em 1949, que a Alemanha não consegue maioria para ser governada. Ou seja, “é uma instabilidade que é relativamente inédita”, explicou o analista.
    José Palmeira advertiu que “uma crise governativa interna na Alemanha terá também repercussões na União Europeia” porque, em primeiro lugar, como se trata da “maior potência económica dentro da União Europeia”, poderá haver “reflexos na situação económica, designadamente na moeda única, no Euro”.
    Depois, pode haver consequências “em termos de liderança” da UE, em que a Alemanha e a França têm sido protagonistas, nomeadamente, com a “recente cooperação estruturada permanente no domínio da segurança e defesa”.
    “A Europa já tem muitos problemas e se a estes problemas se acrescentar uma crise governativa na Alemanha – que está, digamos assim, no coração da União Europeia – isto será, de facto, muito mau para o futuro da Europa que está a procurar refazer-se dos problemas que teve com a crise dos refugiados, com o Brexit e também com o crescimento dos partidos extremistas nalguns países da União Europeia”, acrescentou o politólogo.
    José Palmeira recordou que “Angela Merkel reforçou a sua posição no interior da União Europeia mas enfraqueceu-a no interior da Alemanha”, considerando que a sua "posição forte na Europa" é "um trunfo que ela poderá jogar internamente". Por isso, o analista defende que a posição de Merkel não está em risco mas "poderá é conduzir a um novo processo eleitoral e os processos eleitorais são sempre uma incógnita".
    O professor de Ciência Política sublinhou, ainda, que “não há a garantia” que o resultado de novas eleições não seja o mesmo que a 24 de Setembro mas, como “o eleitorado tende a preferir a estabilidade”, se considerar que “os liberais foram demasiado radicais pode haver transferência de votos para a CDU/CSU”.
    Um novo escrutínio também poderá “a priori” beneficiar o partido da extrema-direita AfD porque “a instabilidade leva muitas vezes ao voto de protesto”.
    9 min

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De segunda a sexta-feira (ou, quando a actualidade o justifica, mesmo ao fim de semana), sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.

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