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Na história da humanidade existe registo do uso de cosméticos pelas crianças desde os tempos do Antigo Egito, tanto com objetivos funcionais, como decorativos: o Kohl, colocado nos olhos, tinha ação antibacteriana e protegia das poeiras, mas também funcionava como eyeliner para embelezar em eventos festivos e religiosos.
Atualmente, assistimos ao fenómeno preocupante da utilização indevida e excessiva de cosméticos com ação antienvelhecimento por parte deste grupo de consumidores - a designada geração alfa - um fenómeno já descrito como “cosmeticorexia”.
A ascensão da economia “da experiência” é atualmente uma das mais importantes tendências globais de marketing. Os consumidores querem, mais do que nunca, uma experiência imersiva de entretenimento, em tudo.
Da interseção dos sentidos surge a sinestesia: um novo “ângulo” para ligar os cosméticos à emoção, e que representa uma grande oportunidade para conceitos inovadores na indústria cosmética.
O tema da proteção solar está longe de ser fácil; articula várias matérias complexas no âmbito da física e da química, e é, ainda, intersetado pelo fator medo nas suas várias dimensões: pessoal e ambiental.
Os suplementos alimentares, nas suas diversas formas, estão no epicentro de convergência da beleza, da saúde e do bem-estar. Os consumidores procuram soluções holísticas para um cuidado global do seu corpo e, por isso, esta categoria de produtos está a evoluir em novas direções.
Um perfume é uma mistura química que tem cheiro ou odor, mas é muito mais do que isso porque engloba valor cultural, histórico, social, económico e emocional.
Existem vários motivos para os cosméticos terem fragrâncias. O perfume, nas fórmulas, serve para conferir um odor agradável, mascarar o cheiro inerente de alguns ingredientes da formulação - que muitas vezes não é agradável - e, ainda, melhorar a experiência de uso do produto pelo consumidor. Os perfumes conferem benefícios importantes que são tangíveis ou intangíveis, mas sempre valorizados; por exemplo, resolver problemas funcionais importantes e satisfazer necessidades emocionais valorizadas.
Se uma árvore cai na floresta e ninguém está perto para ouvir, ela faz barulho?
Este pensamento filosófico experimental desafia-nos a questionar os nossos conceitos de observação e perceção. Pode alguma coisa existir se não for percecionada conscientemente? A questão é também científica e a interseção com a cosmética faz-se cada vez mais. Podemos garantir o impacto dos cosméticos no nosso humor se não o conseguimos avaliar? É, de facto, bastante complicado, mas os estudos comprovam que os consumidores procuram cada vez mais, marcas e produtos que assegurem benefícios emocionais.
Na história da Cosmética, a Ásia fica demasiado distante do mundo Ocidental. Estudamos os cosméticos no Antigo Egito, na Grécia, mas as cosméticas Coreana – K-Beauty – ou Japonesa – J-Beauty – continuam a ser muito pouco comunicadas, principalmente esta última.
É importante salientar que embora a K-Beauty e a J-Beauty tenham abordagens diferentes aos cuidados com a pele, partilham os mesmos objetivo e atitude quando se trata da saúde cutânea: concentram-se na hidratação, bem como na redução ou prevenção da pigmentação (manchas castanhas e melasma). Ambas envolvem evicção solar e barreiras protetoras contra a exposição solar, fazendo do protetor solar o cosmético mais relevante de todos.
Embora ambas deem grande ênfase à limpeza (as mulheres Japonesas inventaram a dupla limpeza), à hidratação e às fórmulas potentes feitas com os ingredientes da mais alta qualidade, K-Beauty e J-Beauty - diferem frequentemente nos seus métodos. Os cuidados de pele japoneses são mais simples. Embora considerada inovadora e orientada para a ciência, a J-beauty é mais focada na funcionalidade e no minimalismo, com foco nos resultados a longo prazo, demonstrando uma filosofia de maratona em vez de sprint, no que aos cuidados cutâneos diz respeito.
Desde crianças atribuímos às mãos um significado muito especial: as mãos protetoras dos nossos pais e avós… as mãos que nos permitem sentir e conhecer o mundo, que amassam a plasticina e promovem a nossa criatividade numa extensão da nossa inteligência: um auxílio precioso para o conhecimento, a ação, a criação, a comunicação e a expressão.
A anatomia das mãos é complexa e fascinante. A sua integridade é absolutamente essencial para a nossa vida funcional diária e a sua pele tem características únicas precisamente para assegurar as suas funções.
A pele das palmas das mãos é diferente da das costas das mãos. Nas palmas e cabeças dos dedos, a pele é grossa e robusta, não tem pelos nem produz sebo, mas tem uma grande densidade em glândulas sudoríparas que produzem o suor. Nas costas das mãos, a pele é muito fina, tem pouco tecido adiposo e poucos pelos. No geral, as mãos têm menos lípidos e por isso menor capacidade de manter a hidratação comparativamente às outras partes do corpo. O pH das mãos é menos ácido e, por consequência, o seu manto ácido fica comprometido.
Apesar das mãos serem muito vulneráveis e estarem mais expostas a fatores externos que podem danificar a sua pele - como o sol, o frio e o vento, os produtos de limpeza e a própria água - nem sempre cuidamos convenientemente desta parte tão importante do nosso corpo. Por todos estes motivos, é muitas vezes através das nossas mãos que “denunciamos” a nossa idade.
Cuidar das mãos, é também cuidar das unhas. Apesar de biologicamente terem muita resistência, nem sempre esta característica é mantida e importa por isso ajudar no dia-a-dia a reforçar esses anexos cutâneos. Ter umas mãos bonitas e bem cuidadas nem sempre é fácil, mas com uma rotina dedicada, é possível.
O microbioma da pele é um ecossistema invisível que nos acompanha desde o nascimento e que tem sido tendência no mundo da cosmética nos últimos anos, vendo a sua importância aumentar devido à pandemia.
O mercado dos “probióticos” na cosmética está projetado para crescer a uma taxa de 12% nos próximos 10 anos no mercado Norte Americano e parece não haver dúvidas de que a modulação de microrganismos pode levar a novas formas de melhorar a aparência e o bem-estar da pele através dos cosméticos, sendo que este é, também, um enorme desafio do ponto de vista regulamentar.
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