A absolvição do senador Sergio Moro (União-PR) das acusações de abuso de poder econômico, caixa 2 e uso indevido de meios de comunicação na terça-feira, 21, foi obtida tanto dentro quanto fora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ela se deveu à falta de qualquer prova que desse consistência às acusações – fato reconhecido unanimemente pelos sete ministros da Corte –, mas também a movimentações políticas, especialmente a busca de um armistício do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, com o Congresso.
Essa busca pelo distensionamento entre os poderes não deve se resumir ao caso de Moro. Aliás, preservação do seu mandato nem chega a ser o lance principal dessa história, tendo em vista o ódio e a desconfiança que muitos políticos, de todos os matizes ideológicos, ainda nutrem pelo ex-juiz da Lava Jato.
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