Nos últimos anos, o investimento estatal tem se mantido estagnado na casa dos 1,6% enquanto o investimento privado vem crescendo desde 2017 para 17,56% do PIB em 2021.
No primeiro trimestre de 2022, o investimento privado representou 17,39% do PIB, enquanto o investimento público ficou em 1,61%. Esse percentual representa um aumento em relação à 2021, quando o investimento privado representou 15,92% do PIB, com 1,61% do público.
O investimento é importante para fomentar o crescimento econômico do país. A partir dele, o país pode ter um crescimento duradouro, levando a um patamar de país desenvolvido, caso se mantenha num ritmo elevado, diferente das políticas de curto prazo, que são inflacionárias.
O investimento ajuda no aumento da produtividade da mão de obra que, produzindo mais, pode gerar mais valor para o seu trabalho, gerando mais retorno para a empresa e, consequentemente, maiores salários reais para os trabalhadores, oriundos dos ganhos de produtividade.
Mas nem todo tipo de investimento é recomendado. O investimento público termina não gerando os mesmos benefícios que o investimento privado, aumentando o endividamento do país e, em muitos casos vistos no Brasil, por exemplo, gerando desvios e resultados insignificantes.
O investimento privado, por sua vez, traz benefícios de longo prazo mencionados e diferencia o país dentre os demais em termos de vantagens competitivas, tornando um país desenvolvido. Mas, para isso, o ambiente institucional precisa ser propício para a atração ao investimento.
Desde os anos 2000 que o investimento no Brasil tem oscilado bastante, respondendo aos diversos momentos de crises institucionais, eleitorais, econômicas e da própria pandemia. No momento em que esteve mais alto, teve forte influência do investimento público, em 2010.
A agenda de reformas e novos marcos institucionais têm atraído o investimento privado para o Brasil. Esse ambiente, de reformas microeconômicas, é o melhor caminho para atrair o capital produtivo privado para que o país possa diminuir o gap em relação aos países desenvolvidos.