MEIs, MPEs e empresas com faturamento até R$ 300 milhões poderão ter acesso ao crédito pelo GiroCaixa FGI, reaberto desde segunda pelo BNDES. A expectativa é que os recursos acabem rápido por conta da alta demanda.
O limite inicial disponível foi de R$ 1,1 Bilhão para empresas com receita bruta entre R$ 81 mil até R$ 300 milhões. Pois é, os Microempreendedores Individuais (MEIs) agora também foram contemplados. Os recursos já tiveram uma demanda de R$ 200 milhões somente no 1º dia.
As empresas podem solicitar entre um valor de R$ 5 mil até R$ 10 milhões, a depender da análise de crédito de cada uma. A taxa de juros inicia em 1,18% ao mês, com prazo de 60 meses e carência de 12 meses. As taxas, limites e prazos vão depender do porte e análise de risco.
Os recursos podem ser utilizados para investimentos, como aquisição de máquinas e equipamentos, como também para despesas operacionais, pagamento de salário de empregados, compra de matérias-primas, mercadorias e outros. Essa flexibilidade é bastante importante para as empresas.
A garantia é baseada no FGI, que responde por 80% do valor do crédito. O restante é assegurado por aval dos sócios, mas outras garantias podem ser solicitadas, dependendo da análise de cada empresa. Um ponto importante, é que não será cobrada Taxa de Abertura de Crédito (TAC).
O PRONAMPE, por sua vez, já foi responsável por R$ 5,7 Bilhões em operações na Caixa nessa versão mais recente. As empresas de pequeno porte (EPPs) respondem por R$ 4,8 Bilhões. A Caixa informou que pode operacionalizar até R$ 19,8 Bilhões e tem 29,2 mil clientes pré-aprovados.
É importante analisar com critério a aplicação desses recursos, que tragam bom retorno, pois os financiamentos estão mais caros, com a SELIC mais alta (13,75%), e as parcelas precisam caber no fluxo de caixa da empresa, para não deixar o negócio estrangulado, sem liquidez.
Também vale a pena comparar com as taxas oferecidas nas operações do BNB no NE, BASA no NO e Banco do Brasil no CO. Esses bancos repassam recursos subsidiados de fundos constitucionais e têm taxas muito atrativas, competindo com vantagem sobre os recursos do FGI e PRONAMPE.