Esse foi o resultado de um estudo do Ipea usando dados da população em extrema pobreza em 2019 e ao final de 2022, após a distribuição dos recursos do Auxílio Brasil. O estudo também mostra impacto positivo nos empregos.
As famílias em situação de extrema pobreza serão 4% do total no país até o fim do ano, uma redução na comparação com os 5,1% em 2019, antes da pandemia e no início do atual governo. Com o Auxílio Emergencial em 2020, diminuiu para 4,2%. Voltou a aumentar em 2021 para 6%.
O Auxílio Brasil pagou de janeiro a julho de 2022 R$ 29,7 bilhões a mais do que o Bolsa Família no mesmo período de 2021. O Nordeste vem em 1º lugar com R$ 12,9 Bilhões; o Sudeste, R$ 9,6 Bilhões; o Norte, R$ 3 Bilhões; o Sul, R$ 2,3 Bilhões; e, o Centro-Oeste, R$ 1,9 Bilhão.
Os gastos com programas sociais chegarão a R$ 200 bilhões neste ano. O Auxílio Brasil terá R$ 115 bilhões. O Bolsa Família tinha cerca de R$ 30 bilhões anuais. Os aumentos do valor do benefício e do número de famílias reduzirão a extrema pobreza, como consequência direta.
O resultado difere do resto do mundo. As famílias em situação de extrema pobreza serão 9,9% do total global em projeção do Banco Mundial, alta de 15% em relação a 2019, quando eram 8,6%. São pessoas com renda individual menor que US$ 1,90, indo de 588 para 703 milhões.
O estudo também mostra que para cada 100 novas famílias no Auxílio Brasil há uma geração de 37 vagas de empregos a mais no país. O resultado contraria a ideia de que benefícios sociais prejudicam o mercado de trabalho porque as pessoas tenderiam a deixar de procurar emprego.
O Ipea comparou o valor do Auxílio Brasil de R$ 600,00 com o custo da Cesta Básica em 15 estados. O valor seria suficiente para pagar 77% da cesta básica em São Paulo, no piso, e 109% em Sergipe, no topo. Em 2015, o Bolsa Família respondia por 54%, na Paraíba, o maior valor.
O Auxílio Brasil traz um impacto significativo na retirada das famílias da situação de extrema pobreza e ajuda a gerar empregos e movimentar as economias menos desenvolvidas do país. O programa precisa continuar no ano que vem, mas é preciso também ter responsabilidade fiscal.