Houve acréscimo de quase 14,5 milhões de toneladas (5,6%), quando comparada ao ciclo anterior. O mais impressionante: a área plantada avançou somente 0,7% para 74,3 milhões de hectares.
A Conab divulgou que embora tenha passado por adversidades climáticas em algumas regiões produtoras, como na região Sul, esta é a maior colheita já registrada dentro da série histórica. Este é um resultado importante em momento de pressão mundial sobre os preços dos alimentos.
A soja teve o desenvolvimento marcado pelas altas temperaturas em importantes regiões produtoras, como as lavouras do Paraná, Santa Catarina e em parte do Mato Grosso do Sul. Essa condição climática trouxe impacto severo nas produtividades, influenciando na queda da produção.
O milho teve uma recuperação na produção total com uma colheita estimada em 113,2 milhões de toneladas, incremento de 30%. O algodão teve a produtividade afetada por estresse hídrico, enquanto a qualidade da pluma, com produção de 2,55 milhões de toneladas, melhorou.
O sorgo, impulsionado pelos preços do milho, registrou produção recorde de 2,85 milhões de toneladas, crescimento de 36,9%. Os produtores de feijão enfrentaram problemas climáticos nas 3 safras no ano. Ainda assim, a produção de 3 milhões de toneladas abastecerá o país.
O arroz, terá volume de colheita de 10,8 milhões de toneladas, apresentando diminuição em relação a 2020/21, em razão de menor destinação de área para o plantio, bem como pela redução na produtividade média nacional, mas a produção atenderá à demanda do mercado interno.
Em relação às exportações, foi elevada a projeção de exportação da soja, com expectativa de atingir um volume de 77,19 milhões de toneladas. No acumulado do ano já foram exportadas 66,6 milhões de toneladas. Algodão e milho diminuirão as exportações por questões climáticas.
O mais impressionante é que o Brasil se colocou como o principal player mundial agrícola, aumentando a produtividade, que leva a uma maior produção sem ampliar a área cultivada, pois expandiu somente 0,7% nessa safra. É como ouvi: o Brasil é a Arábia Saudita do agronegócio!