O Banco Central divulgou que a concentração caiu pelo 4º ano seguido, de 85,8% em 2017 para 81,4% em 2021. Apesar disso, ainda há um longo caminho a ser percorrido pelas fintechs no mercado bancário brasileiro.
Os 5 maiores bancos do país, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, encerraram 2021 com 81,4% do mercado de crédito e com 77,4% dos depósitos totais, segundo informações do Banco Central no Relatório de Estabilidade Financeira de 2021.
Houve queda em relação à concentração bancária registrada em 2020, quando essas instituições financeiras detinham 81,8% de todas as operações de crédito e 79,1% dos depósitos bancários. A queda da concentração é observada de forma mais intensa, nos depósitos totais.
A concentração permanece elevada nos financiamentos rurais, habitacionais e de infraestrutura e desenvolvimento (para empresas) e é moderada na aquisição de recebíveis comerciais (pessoas jurídicas), no crédito pessoal com consignação em folha e no cartão de crédito.
No ano passado, a rentabilidade das instituições financeiras se recuperou após redução de lucros de 2020 com a pandemia, e o lucro dos bancos bateu recorde em 2021. O lucro líquido dos bancos somou R$ 132 bilhões e bateu novo recorde no ano passado, maior desde 1994.
Em 2021, o volume total do crédito ofertado pelos bancos cresceu 16,5%, atingindo a marca inédita de R$ 4,02 trilhões, segundo números do BC. O crescimento registrado foi de R$ 664 bilhões no período. Esse foi o 4º ano seguido de crescimento, após quedas em 2016 e 2017.
Após uma queda de 10 p.p. em 2020, os juros aumentaram, em média 8,4 p.p. em 2021, devido ao aumento da SELIC e aquecimento da economia. As fintechs precisam ainda mais espaço no mercado nos segmentos onde ainda há forte concentração, para poder ajudar a baixar os juros.