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Tem um dinheiro para investir, mas, ao mesmo tempo, tem algum empréstimo em curso? Saiba aqui o que fazer para fazer seu dinheiro render! Quitar dívidas é o primeiro passo.
Outra dia, recebi uma consulta sobre onde aplicar 15 mil reais. Após muita pesquisa, a pessoa não conseguia se decidir. Bom: antes de sugerir qualquer coisa, fiz algumas perguntas sobre outros aspectos de suas finanças. E descobri que ela devia 3 mil reais em um crédito pessoal. Ou seja, na verdade ela não tinha 15 mil pra aplicar, mas somente 12. Os outros 3 mil já estavam comprometidos, afinal ela devia esse dinheiro.
Pra piorar, descobri que o empréstimo que ela tomou tinha taxas de juro altíssimas. Mais altas até que o rendimento que ela teria aplicando seus 15 mil reais. Se ela tivesse pesquisado melhor na época que precisou do dinheiro, com certeza teria encontrado outras modalidades de crédito com taxas melhores, no próprio banco onde ela é correntista ou em outra instituição.
Dessa história ficam duas lições. Primeira: a melhor aplicação financeira no Brasil de hoje é o pagamento de dívida. Segunda: quando for fazer um empréstimo, compare taxas e condições com o mesmo cuidado que você tem na hora de aplicar seu dinheiro.
Gostaria de compartilhar com vocês os resultados de uma pesquisa sobre os hábitos financeiros dos brasileiros, feita pela Ilumeo, em parceria com a Ricam Consultoria e divulgada em maio.
A pesquisa mostrou que os brasileiros costumam usar linhas de crédito caras, como cheque especial e cartão de crédito, e não sabem quanto pagam de juros.
Ainda segundo a pesquisa, 60% dos brasileiros já ficaram com a conta no vermelho alguma vez, isto é, usaram o cheque especial. Porém, 69% das pessoas não sabem quanto pagam de juros nesta que é a segunda linha de crédito mais cara do país.
Além disso, 68% dos entrevistados disseram ter cartão de crédito, mas 66% deles não sabem exatamente quanto pagariam de juros caso atrasassem o pagamento da fatura. Lembrando que o rotativo do cartão é atualmente a dívida mais cara do mercado.
Meu conselho pra você que tem que usar crédito é que conheça as taxas que está pagando e que certifique-se que são as taxas mais baratas do mercado. Faça como na feira, não pague mais caro desnecessariamente.
Vai financiar um veículo? Saiba as dicas do Gerente dos Sonhos no programa Educando Seu Bolso para não comprometer a renda.
Infelizmente, poucos são os que conseguem pagar um carro à vista hoje no Brasil. Portanto, se não há escolha, o melhor é seguir alguns cuidados para não complicara a situação financeira. Veja cinco sugestões na hora de financiar um automóvel: Somando as parcelas da casa, automóvel, prestações em lojas e outras, o total não deve ultrapassar 30% de sua renda, para que a pessoa não se perca no pagamento. Financie o bem pelo menor tempo possível, utilizando-se de benefícios como o 13º salário e férias para acumular dinheiro e dar um valor maior de entrada. Em geral, recomenda-se que o financiamento de veículos não ultrapasse 36 meses. Negocie os juros. Passe em mais de uma concessionária e banco antes de fechar o negócio. Na prática, não existe financiamento a juro zero, pois no preço final do carro os juros já estão embutidos. Não compre na primeira visita à concessionária. Influenciados pelo lado emocional, muitos podem fazer um mal negócio ao comprar compulsivamente. Além do dinheiro da parcela, inclua na conta mensal de despesas os novos gastos com o carro: seguro e IPVA.
Conheça nosso comparador de financiamento de veículos e descubra as melhores opções de instituições que poderão te atender.
Passado o prazo para declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF ou, simplesmente, IR), para quem apurou resultado favorável (direito à restituição do imposto de renda) começa a expectativa de estar no próximo lote de restituição para botar a mão no dindim. Surge, então, uma tentação ofertada pelas instituições de crédito: a antecipação da restituição do IR. Vale a pena? Em alguns casos entendo que sim, em outros entendo que não. Vamos às considerações necessárias para avaliarmos se vale ou não a pena.
Como está sua situação?Você está endividado? Está precisando da grana para desafogar de algum compromisso firmado? Caso positivo, podemos estar em um dos poucos cenários que vale a pena a antecipação, pois geralmente os juros cobrados nos créditos superam a SELIC. O outro que percebo como considerável é a pessoa que tem acesso a investimentos cujo resultado líquido (depois de deduzido o IR, o IOF e outras taxas e tributos) é superior ao rendimento da SELIC. Porque estou comparando as taxas da dívida ou do investimento com a SELIC? Porque enquanto sua restituição não é paga, ela é corrigida pela SELIC. Um bom investimento, concorda?
Pontos de atençãoAlguns cuidados, entretanto, devem ser tomados. Antes de entrarmos neste detalhamento, devemos lembrar que essa antecipação é uma tomada de empréstimo. Ainda que com taxas mais baixas do que a maioria dos demais créditos, é um empréstimo.
O primeiro cuidado é com a confiança que temos no recebimento do valor: a declaração de ajuste do IRPF apenas sugere a restituição. Não há garantia, pois a Receita Federal pode detectar algum erro na sua declaração e o valor pode ser menor do que sua expectativa. Se o valor tomado (e corrigido) for superior ao valor efetivamente restituído você deverá arcar com a diferença ou refinanciar a uma taxa mais alta. Em outras, o tiro pode sair pela culatra.
Outro cuidado que recomendo que tenha é o de não gastar indiscriminadamente o dinheiro, seja da antecipação, seja da restituição. A recomendação, naturalmente, é mais incisiva no caso da antecipação por se tratar de um empréstimo. De qualquer forma, o consumismo desenfreado não é recomendável, mesmo quando o dinheiro está efetivamente disponível: se está disponível, invista. Pense no seu futuro, na sua aposentadoria ou em uma eventual época de vacas magras.
Espero ter sido útil. Até a próxima.
Vou responder hoje à seguinte dúvida: "Estou pensando em financiar a faculdade da minha filha, recorrendo ao financiamento estudantil FIES. Tenho condições de pagar, porém, vai apertar consideravelmente o meu orçamento. Vale a pena entrar no financiamento?"
Excelente pergunta. O programa de financiamento estudantil, cujo apelido é FIES, porém, não está disponível para todo mundo, apenas para aqueles que se enquadram no perfil de renda atendido pelo programa. Portanto, se este é seu caso, vale a pena sim tomar o financiamento, principalmente porque as mensalidades da faculdade estão apertando seu orçamento.
O FIES é uma das poucas dívidas no Brasil que vale a pena ter. E por quê? Porque é barata. No FIES, você paga 3,4% ao ano e só começa a pagar depois de 18 meses de formado. A título de comparação, é fácil encontrar hoje um CDB que rende mais do que o dobro disto.
Ou seja, recomendo que contrate o financiamento e diga a sua filha que a responsabilidade de pagar o financiamento é inteiramente dela, afinal o programa foi desenhado para que o próprio estudante comece a pagar a dívida depois que estiver formado e empregado. Será excelente não apenas do ponto de vista financeiro, mas principalmente como educação financeira para sua filha.
Além disso, sugiro que invista mensalmente uma parte do que pagaria a faculdade e construa uma reserva para ajudá-la no futuro, se for necessário.
Cartão de crédito é uma ferramenta útil e, para algumas pessoas, necessária. Mas ela também pode ser uma arma contra o bolso de quem a usa sem controle!
Outro dia, conversando com uma amiga sobre o nosso programa, ela ficou super empolgada e me perguntou como fazer pra resolver o problema dela, que era: "Não consigo ir ao Shopping e não torrar uma grana preta".
Respondi que é importante ter consciência sobre os gastos. Ao que ela respondeu: "Ahhh… mas e se eu encontro aquele sapato liiindo?!?" Mais uma vez, tentei fazer com que ela colocasse os pés no chão e perguntei: "Quando você olha pra este tal sapato, você não pensa em nenhum número?" Obviamente, me referindo ao seu custo, se cabia ou não no orçamento dela, etc…
Ela não tibubeou e repondeu rápido, com os olhos arregalados: "Ahhh eu penso sim, penso no número 15". Eu, sem entender, falei: 15? Por que 15? Ela abriu um sorriso e respondeu: "15 é o tamanho do salto… daqueles bem grandes sabe?!"
Bom, a partir daí, parti para um argumento bastante drástico e falei: "É, pra você, parece que o jeito é deixar o cartão de crédito em casa."
Se alguém tiver uma solução melhor, fique a vontade e envie para nós.
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