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Bancos e você: os pacotes de tarifas valem a pena? Entenda como são oferecidos os pacotes de tarifas e quais os serviços gratuitos a que você tem direito.
Como alguns sabem, está regulamentado o fornecimento de alguns pacotes de tarifas por serviços pelos bancos. Infelizmente isto não é muito divulgado. Antes de falar dos pacotes que os bancos devem oferecer, vamos lembrar que alguns serviços são gratuitos. Este será nosso assunto de hoje. Em oportunidades futuras falaremos sobre os pacotes padronizados, e quando vale a pena contratá-los.
Recentemente fui provocado a discutir sobre a cobrança de tarifas de bancos. Foi quando percebi que muita gente não sabe que temos serviços que são gratuitos. Desta forma são levados a crer que os pacotes de tarifas são sempre mais interessantes, o que é uma falácia.
Serviços gratuitosComo dito, para contas correntes, alguns serviços são gratuitos como confecção do cadastro de início de relacionamento, fornecimento do primeiro cartão de débito, até quatro saques por mês, até dois extratos mensais, consultas via Internet e até duas transferências de recursos na mesma instituição financeira.
Já para contas de caderneta de poupança, os serviços que não podem ser cobrados são o fornecimento do primeiro cartão para a movimentação, até dois saques por mês, até dois extratos mensais (últimos 30 dias), até duas transferências para contas correntes de mesma titularidade e consultas pela Internet.
Serviços que podem ser cobradosQuando se tem necessidade de utilizar algo além do que está estabelecido acima, ou outro serviço não elencado, há autorização para o banco cobrar por eles. Esta cobrança pode ser feita através de valores individuais ou pacotes de tarifas – padronizadas ou não.
Pacotes de tarifas de serviçosSim, há pacotes de tarifas padronizados, e você pode ter acesso a consultas no site do seu banco, na agência ou no site do Banco Central do Brasil (clique aqui para detalhes).
Na ocasião da minha conversa, chegamos à seguinte conclusão: caso você tenha que – regularmente – utilizar serviços além dos especificados nos pacotes básicos (gratuitos) pode (leia bem, pode) valer a pena contratar pacotes de tarifas. Caso contrário, o ideal é adquirir os serviços adicionais individualmente, conforme sua demanda.
Obrigado e até a próxima.
(Publicado também em http://dinheirama.com/blog/2014/02/12/bancos-pacotes-de-tarifas/)
Saiba mais sobre o assunto ouvindo nosso podcast:
Outro dia, ajudando um amigo um pouco desorganizado a colocar em ordem sua vida financeira, vi que de vez em quando ele perdia uma data de pagamento de boletos e faturas. Não se enquadra em um daqueles casos de falta de dinheiro ou devendo o cartão de crédito há meses (por exemplo): ele tinha o dinheiro, mas em função de uma viagem, ou de esquecimentos mesmo, acabava pagando a fatura do cartão aqui e ali com algum atraso.
Perguntei-lhe porque não incluía a fatura do cartão no débito automático. Ele respondeu que gostava de conferir bem direitinho a fatura pra saber se não havia ali nenhum lançamento indevido e depois pagar. Por isto não usava o débito automático.
Foi um bom argumentoPois muito bem. Em primeiro lugar, é de se ressaltar o louvável comportamento de conferir todos os lançamentos. Afinal, fraudes e erros acontecem e quem não confere acaba pagando indevidamente. Ponto pro meu amigo. Mas, na prática o não uso do débito automático o havia levado a desperdiçar algumas centenas de reais nos últimos meses em juros por atraso na fatura do cartão. Aí é que estava o problema.
Mas não me convenceuSe ele tivesse optado pelo débito automático, na maioria das vezes, como no vencimento do cartão o saldo de sua conta corrente era maior do que o saldo da fatura, ele não teria pago 1 centavo de juros. Mas mesmo nas ocasiões em que no vencimento do cartão o dinheiro na conta não dava pra pagar toda a fatura, notei que seu banco cobrava um juro menor no limite de cheque especial pré-aprovado do que a taxa do rotativo do cartão. Ou seja, o débito automático além de abater do total da fatura eventual saldo em conta, reduzindo o valor sobre o qual incidem os juros, reduziria também a taxa incidente sobre o saldo devedor.
Decisão óbvia?Parece uma decisão fácil não é!? Pois é, andei perguntando e encontrei outras pessoas que também não usam o débito automático para a fatura do cartão. Por curiosidade, pesquisei no banco no qual eu tenho conta e eles oferecem dezenas de cartões de crédito. Nenhum – isto mesmo nenhum – com taxa de juros menor do que a taxa do cheque especial pré-aprovado. Ou seja, para os milhões de clientes do meu banco, esta regra também vale. E pra você? Também vale? Já pesquisou? Sugiro que, pelo menos, procure se informar.
Até a próxima.
(Publicado também, com ajustes, em http://vocemaisrico.com/2014/01/21/fatura-cartao-de-credito-debito-automatico/)
Saiba mais sobre o assunto ouvindo nosso podcast:
Bom, pessoal. O artigo de hoje não é meu, mas viagem pro exterior é um tema pouco abordado. O autor pediu que não fosse citado, mas autorizou a publicação. Trata-se da divergência entre os diversos tipos de câmbio. A moeda no caso foi o dólar, mas o mesmo é verificado para outras moedas. Segue o texto:
"Viagem pro Exterior
Aniversário da casamento chegando, resolvi aproveitar umas milhas de Cia aérea que estavam pra vencer e consegui emitir passagens pra levar minha esposa para passar uns dias no estrangeiro. Demais preparativos feitos, consultei a cotação do dólar no jornal – R$2,29 – aproveitei o horário do almoço e fui comprar mil dólares no banco onde tenho conta – um grande banco estrangeiro. Chegando lá, para minha surpresa, meu gerente me mostrou que o preço não era bem aquele de R$2,29 por dólar não. Além disso, disse que existiam diversas formas de fazer a transação e, em resumo, me apresentou as opções abaixo:
Cotações para compra em 25/11/2013 Grande Banco Estrangeiro IOF Custo Total de US$1.000,00 (incluindo impostos e tarifas) Tarifa (R$) Cotação (R$/US$) Espécie 30,00 2,450,38%
2.489,00 Cartão Pré-pago – 2,440,38%
2.449,00 Cartão de Crédito Internacional* – 2,386,38%
2.532,00 Cartão de Débito Internacional – 2,410,38%
2.419,00 Traveler´s Check Não disponível*Cotação para fatura com fechamento na data
Chegou a alguma conclusão?É claro que ele não me passou esta tabelinha bonitinha, eu é quem tive que montá-la. Bom, mas depois dela pronta, pude comparar as opções e ver que há uma diferença de R$113,00 ou 5% entre a opção mais cara – Cartão de Crédito – e a mais barata – Cartão de Débito. O pior é que são dois meios de pagamento que inclusive eu tenho prontamente disponíveis na minha carteira, e pra ser bem sincero, até hoje usava ou um ou outro dependendo daquele que eu retirasse mais fácil daquela embalagem plástica onde ficam guardados na carteira, sabem!?
Pois é, de agora em diante não vai ser mais assim não, vou me certificar direitinho de que estou usando o Cartão de Débito, afinal para ganhar 5% na minha aplicação financeira hoje em dia demoro mais do que 6 meses. Me lembro do que dizia meu saudoso avô: 'vivendo e aprendendo e morrendo sem saber…'"
Agradeço a contribuição e espero que seja útil em sua próxima viagem pro exterior.
Até a próxima.
DisclaimerObservação: este texto foi escrito antes da alteração do IOF para cartão pré-pago. Com a mudança, passou a ser a pior opção desconsiderando as demais variáveis (risco de flutuação do câmbio, etc.).
(Publicado também, com ajustes, em http://vocemaisrico.com/2014/01/09/viagem-pro-estrangeiro/)
Dicas do Educando Seu Bolso para você economizar na próxima viagem internacional
O que deve ser levado em conta para tornar uma viagem internacional mais econômica? Existem alguns macetes.
Por exemplo: Sabia que o dia em que você compra a passagem influencia no preço? E, acredite: até o COMPUTADOR que você usa influencia, sabia? Ouça o podcast e entenda.
Outra coisa: e a moeda? Se você for a um país que não usa Dólar nem Euro, deve levar moeda local? Ou leva dólar e converte no destino?
O cartão magnético tem suas vantagens, mas tem também uma clara desvantagem: o IOF, Imposto sobre Operações Financeiras. É prático, mas é preciso saber usar.
Enfim, são muitos detalhes que podem baratear a viagem. Ouça e fique por dentro!
Que me desculpem os gerentes de banco mas hoje vou "criar caso" com vocês. Trata-se de profissionais destinados a atender o público bancário, contratados pelos bancos, pagos pelos bancos, para atender – primeiramente – os interesses dos bancos (e, se compatível, os dos clientes). Meu gerente, portanto, a princípio não é meu amigo. Assustou?
Conflito de InteressesInteressante a postura dos gerentes, e esta é uma situação complicada: eles posam de defensores de seus interesses, dizem que buscam oferecer o melhor para você, mas na verdade defendem os bancos, buscam atingir – muitos a qualquer custo – suas metas.
Um exemplo disto que falo é o esforço que fazem para vender títulos de capitalização. É comum ver gerentes oferecendo este produto a clientes no momento da tomada de empréstimos. Santo Deus do céu! Como isto é cruel com o cliente! O sujeito está apertado, precisando tomar um empréstimo, e o gerente tenta empurrar – e muitas vezes consegue – um produto que é bem menos rentável (rende menos até que a poupança) sob o apelo dos sorteios.
O produto é tão lucrativo que eu não conheço um gerente de varejo que não tenha meta agressiva de venda de título de capitalização. Bom, se você está lendo e entendendo o que eu digo, não vai investir enquanto estiver endividado (muito menos comprar título de capitalização) e, se quiser fazer seu joguinho, que seja na Mega Sena, de preferência na Mega da Virada, pois, se ganhar, paga a dívida e investe com vontade.
DespreparoPior que o conflito de interesses, a meu ver, é o despreparo do "gerente médio" que está atendendo o varejo. É comum que não conheçam adequadamente o que têm a te oferecer, especialmente quando tratamos de produtos um pouco mais sofisticados. Passou do arroz com feijão, ou seja, poupança, título de capitalização e meia dúzia de fundos é provável que sua resposta não será prontamente respondida. Boa parte não sabe falar nem sobre Tesouro Direto. Alguns ainda se dão ao trabalho de pesquisar e te dão retorno posteriormente.
Se não conhecem sequer os produtos que o banco para o qual trabalha disponibiliza, quanto mais saber o que o mercado oferece. E ainda mais improvável conseguir uma comparação minimamente razoável com o que está posto. Cabe a você, portanto, conhecer o que cada um oferece. Entender os riscos e os bônus. Comparar e aplicar seu dinheiro da forma mais adequada. Sim, é você quem tem que cuidar disto. Não dá para delegar e esquecer.
ConclusãoTentando resumir o meu recado de hoje, é melhor você mesmo procurar tomar conta do seu dinheiro. Ouça seu gerente mas tenha condições de entender e ponderar com ele, buscando o melhor produto PARA VOCÊ. E escute outros gerentes, de outras instituições, ou especialistas, ou outro meu gerente. Ah, e não "invista" em títulos de capitalização. Pelo amor de Deus! rs
Ouça nosso podcast a seguir e entenda como funcionam esses títulos e por que não os recomendo de forma alguma. E, se não concordar, comente: vamos debater? Até a próxima.
(Publicado também, com leves ajustes, aqui)
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