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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta, que os primeiros quatro meses do ano cumpriram as expectativas da pasta. Em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos deputados para discutir a política econômica do País, ele afirmou que a arrecadação veio dentro do esperado, com desemprego baixo e inflação dentro da meta. Segundo ele, o objetivo é chegar ao final do ano com as contas públicas equilibradas e, ainda de acordo com Haddad, a inflação no Brasil está ‘totalmente controlada’, com os chamados “núcleos”, que excluem itens mais voláteis, rodando abaixo da meta de 3%. "Hoje, 42% dos deputados têm uma avaliação negativa do Governo. O ministro respondeu a este cenário afirmando que 'não é um céu de brigadeiro, mas a parceria entre Executivo e Legislativo está funcionando bem. Acordo é quando os dois lados saem satisfeitos'. Ontem ele estava bravo com a oposição, mas tentava contemporizar e falar da necessidade de negociação. Ao ver o embate entre os Poderes, é claro que quem fica na linha de frente é Fernando Haddad, por ter as pautas mais importantes correndo no Governo", comenta Cantanhêde.
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O ministro Dias Toffoli, do STF, derrubou todos os processos e investigações contra o empresário Marcelo Odebrecht na Operação Lava Jato. A decisão afirma que houve “conluio processual” entre o ex-juiz Sérgio Moro e a força-tarefa de Curitiba e que os direitos do empresário foram violados nas investigações e ações penais. Ao declarar a “nulidade absoluta de todos os atos processuais” contra Marcelo Odebrecht na Lava Jato, o ministro determinou que os inquéritos e processos envolvendo o empresário sejam trancados. "Toffoli vem sendo o braço armado do presidente Lula e do governo para absolver os condenados da Lava Jato", diz Eliane.
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O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral analisam, hoje, processos ligados direta ou indiretamente à Lava Jato, envolvendo o ex-juiz Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil do Paraná, e o ex-ministro José Dirceu. No TSE, voltará à pauta o julgamento dos recursos que pedem a cassação do mandato de Moro, acusado de abuso de poder econômico, arrecadação ilícita e uso indevido dos meios de comunicação na campanha eleitoral de 2022. Na semana passada, o ministro Floriano de Azevedo Marques leu o seu relatório. Agora, o caso prossegue com as sustentações orais dos requerentes e da defesa e a apresentação dos votos. "Os dois partidos - PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PT, do presidente Lula - recorreram contra a absolvição, insistindo na cassação de Moro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se envolveu pessoalmente para tentar salvar o mandato, mas na Câmara não é bem assim. Ministro Alexandre de Moraes não quer a pecha de fazer perseguição política. Neste momento, a previsão é de que Moro 'salve seu pescoço'", afirma Cantanhêde.
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O ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, afirmou que o governo federal estuda pagar famílias para abrigar vítimas das enchentes no estado. Pimenta sinalizou que a ideia em estudo prevê um repasse às famílias de R$ 400 por pessoa abrigada. Segundo o boletim mais recente da Defesa Civil gaúcha, o estado tem atualmente quase 77 mil pessoas em abrigos e mais de 581 mil desalojadas. "Desde a redemocratização, o estado teve dois governadores do PT - o último deixou o mandato há mais de dez anos. O partido está seco para voltar à liderança no RS e o Pimenta é o pré-candidato ao cargo. Em meio à tragédia, vem aí a política falando forte e é uma pena, porque até agora havia união", diz Cantanhêde.
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A mistura da água parada dos alagamentos com o esgoto de centros urbanos devido às enchentes pode levar à explosão de casos de hepatite A e de leptospirose no Rio Grande do Sul. Segundo especialistas, as inundações já iniciaram um processo de surto de influenza. A aglomeração de pessoas em abrigos somada à exposição a baixas temperaturas causadas pela frente fria que chega ao estado, por sua vez, representam condições propícias para aumento de doenças respiratórias na região. A tendência é que as consequências das enchentes causem uma superlotação de hospitais e postos de saúde no RS. "Ministério da Saúde está preocupado porque há as 'doenças da água' e diarreia nas crianças; doenças respiratórias graves e psicológicas e mentais. Há uma força tarefa enorme. A pasta também disponibilizou vacinas para aplicação nos abrigos e haverá outro hospital de campanha e leitos de emergência pelo Estado. É uma situação de guerra e vai piorar - não só pelo clima, mas pela saúde", diz Cantanhêde.
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Presidente Lula assinou uma Medida Provisória que cria a secretaria para apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul, que terá como coordenador o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. A nova secretaria terá status de ministério. Com a nova função, Pimenta terá que se afastar da chefia da Secom. O jornalista Laércio Portela deve ser o ministro interino da pasta. A previsão inicial é que Pimenta fique no cargo de quatro a seis meses, mas o período pode se estender. Enquanto isso, porém, Pimenta ficará na ponte aérea entre Brasília e Porto Alegre e deve manter a estrutura de seu gabinete no Palácio do Planalto. "O grande trunfo de Pimenta é que é gaúcho, mas seu grande problema também é exatamente este - conhece o estado e as pessoas, mas é o pré-candidato natural do PT ao governo do Rio Grande do Sul em 2026 e está ganhando palanque. Lula acerta no conteúdo, mas erra na forma; não é momento de se misturar ação com política", opina Eliane.
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O ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, deverá ser anunciado pelo presidente Lula como a autoridade do governo federal no Rio Grande do Sul que será responsável por coordenar as ações da gestão na reconstrução do Estado, apurou o Broadcast Político/Estadão. Segundo fontes envolvidas nas discussões, Laércio Portela será nomeado ministro interino da Secom. "Pimenta é muito questionado por colegas de ministério e pelo PT; de vez em quando ele pisa na bola e é meio atrapalhado. Lula resolve um problema seu e outro do governo - alivia as queixas, mas o ministro é deputado no Rio Grande do Sul e com essa visibilidade, fica evidente que o presidente está lançando um candidato ao governo gaúcho de 2026 -, mas pode ter criado um com o estado", afirma Eliane.
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O governo federal anunciou que vai propor ao Congresso a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por 36 meses para que o Estado tenha recursos para se reconstruir depois da devastação causada pelas enchentes. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado do presidente Lula em uma videoconferência com o governador gaúcho, Eduardo Leite, e outras autoridades. O compromisso foi transmitido nos canais do governo. Durante a suspensão, não haverá incidência de juros sobre o estoque de dívida.
Nesses 36 meses, o Rio Grande do Sul deixará de pagar R$ 11 bilhões à União, que serão destinados a um fundo para a reconstrução do Estado, segundo a proposta anunciada. "Lula, que já foi duas vezes ao RS, manteve a mesma forma de chamar os presidentes dos Poderes e o governador Eduardo Leite para reunião com anúncios muito importantes. Pode-se criticar uma coisa dali ou daqui, mas Lula está sendo incansável, com o governo todo mobilizado, todos pensando em como ajudar e fazer. O custo disso é que o equilíbrio saiu da pauta", diz Cantanhêde.
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A maioria dos brasileiros avalia que, hoje, pouco antes de completar um ano e meio de seu mandato, o presidente Lula não merece mais uma chance como presidente nas eleições de 2026. De acordo com dados da pesquisa Genial/Quaest, são 55% os que rejeitam um novo mandato para Lula, enquanto 42% acham que o petista merece mais uma chance.
Os que não souberam ou não responderam são 3%. A pesquisa foi realizada com 2.045 eleitores, de forma presencial, entre os dias 2 e 6 de maio. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. "Essa pesquisa é o velho 'copo meio cheio, meio vazio'. Podem haver várias suposições: de que Lula está velho, de que não está indo bem no governo ou de que há candidatos melhores. De qualquer forma, o presidente bate todos os candidatos provavéis - 47% votariam no presidente", diz Eliane.
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O governo anunciou nesta quinta-feira um pacote para ajudar as vítimas do Rio Grande do Sul. São medidas como antecipação do Bolsa Família e do auxílio-gás. O pacote foi enviado ao Congresso Nacional em um combo de três medidas provisórias, que já estão valendo. A soma de todas essas medidas chega a quase R$ 51 bilhões. Dinheiro que ficará fora das metas fiscais graças ao decreto que reconheceu estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul. "Se o próprio governador Eduardo Leite disse que serão necessários R$ 19 bilhões, o governo não está anunciando que vai depositar R$ 51 bilhões no estado, mas serão medidas em vários frentes; não é recurso direto. A dor do Rio Grande do Sul está unindo os Poderes, assim como a população brasileira, em solidariedade", diz Eliane.
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