Eliane Cantanhêde responde

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Eliane Cantanhêde responde episodes

  • "Agora são um milhão de palestinos, de diversas nacionalidades, querendo sair pelo Egito"

    O governo brasileiro ainda aguarda a abertura da passagem de Rafah, nas proximidades da fronteira com o Egito, para retirar um grupo de cerca de 30 brasileiros da Faixa de Gaza. Em nota à imprensa, o Itamaraty informou que uma equipe está de prontidão esperando a liberação fronteiriça. A aeronave que fará o trabalho de repatriação continua em Roma, na Itália. "Egito já tinha dado sinal verde para abrir a fronteira, mas com a decisão supreendente de Israel promover um êxodo obrigatório do Norte de Gaza, complicou tudo. Agora são um milhão de palestinos, de diversas nacionalidades, querendo sair por ali. O temor do Egito é haver uma enxurrada de várias nacionalidades pelo país, inclusive, de repente, terroristas - o que jogaria o País em um conflito", diz Eliane.

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    19 min
  • "Grande temor é de que reunião na ONU não dê em nada"

    O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) vai se reunir na tarde desta sexta-feira, em Nova York, para discutir questões humanitárias relacionadas à guerra na Faixa de Gaza. O conselho, neste mês de outubro, é presidido pelo Brasil. A presidência é rotativa, e o conselho tem 5 membros permanentes e 10 itinerantes. "O grande temor é de que esta reunião não dê em absolutamente nada e, por isso, o Brasil fez uma pauta que tenta o mínimo consenso - que é a questão humanitária, pois afeta Gaza e Israel. Vai ser muito difícil ter uma resolução e o plano B do Brasil é que, pelo menos, haja uma declaração do Secretário-geral da ONU, Antônio Guterrez e isso já vem sendo articulado", conta Cantanhêde.

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    21 min
  • "Lula exigiu que a diplomacia fure divergências no Conselho da ONU"

    O Brasil, que preside neste mês o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), chamou para amanhã uma reunião do órgão. O objetivo é discutir questões humanitárias na Faixa de Gaza. A decisão foi tomada nas últimas horas desta quarta, em conversas capitaneadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera, que está no Camboja, vai embarcar hoje para Nova York, onde fica a ONU. O Brasil está sendo liderado no Conselho de segurança pelo embaixador Sergio Danese. "Brasil está trabalhando fortemente em retirar os brasileiros na área da guerra e, ao mesmo tempo, está na presidência do Conselho e, por isso, tem de articular uma participação da ONU nesta guerra. O presidente Lula exigiu operações impecáveis e mandou a diplomacia brasileira 'quebrar a cabeça' para tentar furar as divergências que existem no Conselho. É o país tentando se colocar na dianteira das discussões internacionais", afirma Cantanhêde.

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    17 min
  • "É uma guerra fora de controle"

    O Ministério da Defesa de Israel anunciou nesta terça-feira, 10, que o país lançou ataques em mais de 200 alvos associados ao Hamas na Faixa de Gaza. Isso ocorre no quarto dia do conflito em curso no Oriente Médio, que já resultou em mais de 1.500 mortes e deixou milhares de feridos tanto em Israel quanto em Gaza. "A guerra em Israel é muito complexa, dura décadas e ainda vai muito longe. O Hamas é um grupo terrorista que fez um ataque terrorista. Há motivos para irritação; Israel estava escalando contra Palestina. Mas nada justifica. Isso mexe com o mundo todo e Israel está reagindo duramente. É uma guerra fora de controle", afirma Eliane.

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    20 min
  • "No Brasil, guerra significa pressão sobre inflação e na queda dos juros"

    No impacto da guerra na Economia, o preço do petróleo abriu a semana em forte alta no mundo após a investida do grupo terrorista Hamas contra Israel. O barril do óleo tipo Brent registrava alta de 4,01%, cotado a 87 dólares e 97 centavos. Já o óleo tipo WTI subia 4,16%, sendo cotado a 86 dólares e 23 centavos. O Broadcast ouviu Adriano Pires, sócio e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, que prevê a commodity chegando a 100 dólares o barril, como ocorreu no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022. "O principal efeito é no preço do petróleo e já começamos a imaginar que, no Brasil, gasolina e diesel vão subir. Isso significa pressão sobre a inflação, que, por consequência, deverá reduzir queda dos juros; é um efeito cascata. Vamos torcer para não ser tão grave", avalia Cantanhêde.

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    18 min
  • "É uma competição de quem é mais violento - Bahia ou Rio. A violência graça no Brasil inteiro"

    Nesta quinta, 5, seis pessoas de uma só família foram assassinadas dentro de casa, em Jequié, no sudoeste do estado. Segundo a Polícia Militar do Estado, criminosos invadiram a residência e dispararam contra dois homens, três mulheres - uma delas grávida de nove meses - e uma criança. Jequié é considerada a cidade mais violenta do País. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o município tem uma taxa de 88,8 homicídios por 100 mil habitantes. "O mais macabro é que um dos médicos assassinados no Rio de Janeiro era de Jequié; escapou em sua cidade para ser morto na capital fluminense. É uma competição de quem é mais violento - Bahia ou Rio. E, na verdade, a violência graça no Brasil inteiro", opina Cantanhêde.

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    21 min
  • "Ficou óbvia a implicância contra o STF"

    A Comissão de Constituição de Justiça do Senado aprovou nesta quarta em votação que durou 40 segundos, uma proposta de emenda à Constituição que limita as decisões monocráticas (tomadas por um único ministro) do Supremo Tribunal Federal e o prazo para os pedidos de vista. O texto segue, agora, para o plenário da Casa. "Ficou óbvia a implicância contra o STF. Além desta duas questões, o Congresso também tem projeto para derrubar decisões não-unânimes do Supremo. Ou seja: é guerra", diz Eliane.

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    21 min
  • "Greves em SP fazem parte do 'racha' da sociedade brasileira"

    Motivo de transtorno para os paulistanos ao longo desta terça-feira, as greves nas linhas de metrô administradas pelo poder público, na CPTM e na Sabesp se transformaram rapidamente na mais nova arena de disputa eleitoral entre pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo em 2024. Os grevistas protestam contra a proposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que desde a campanha eleitoral no ano passado defende conceder a gestão de parte do sistema metroviário à iniciativa privada e privatizar a Sabesp sob o argumento de atrair mais investimentos e melhorar os serviços prestados à população. "Essa é uma queda de braço com viés político, que põe a privatização versus estatização; governo federal tentando cortar processos de privatização e o governador no sentido contrário em São Paulo. Isto faz parte do 'racha' da sociedade brasileira e radicalização do processo político; projeta o que vai ocorrer nas eleições do ano que e na presidencial também", diz Eliane.

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    21 min
  • "Ou Senado ouviu 'a voz do povo' ou tem algo servindo entre Câmara e Senado"

    Em sua coluna no Estadão, Eliane conta que "o Senado não destacou um relator nem pôs na pauta da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) uma nova minirreforma eleitoral, que não poderá ser aplicada já nas eleições municipais de 2024 se não for votada, aprovada em plenário e sancionada pelo presidente Lula até esta sexta-feira, 6, um ano antes do pleito". "Ela é tida como um tiro no coração da Lei da Ficha Limpa por acabar com suas principais ações. Ou Senado ouviu 'a voz do povo' - pois a opinião pública é contrária à reforma - ou tem algo servindo entre Câmara e Senado", avalia Cantanhêde.

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    15 min
  • "Dino afirma que se for ao Judiciário, encerra carreira política"

    O avanço do nome de Flávio Dino como favorito na disputa pela cadeira da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF) tem rendido apostas sobre quem deve ser seu sucessor no Ministério da Justiça e Segurança Pública. O assunto foi um dos principais temas das conversas entre os convidados da cerimônia de posse do novo presidente do STF, Roberto Barroso, na quinta-feira (28). "Dino já me disse que seria uma 'bifurcação' em sua trajetória: se for ao Judiciário, encerra sua carreira política. E aí começa uma nova guerra: quem vai para o Ministério da Justiça? Jorge Messias já se coloca como candidato a ambos e pessoas de dentro do próprio governo consideram que ele ainda não estaria preparado", diz Cantanhêde.

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    20 min

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