
Sign up to save your podcasts
Or
A cantora franco-brasileira, Gildaa, actuou no concerto comemorativo dos 10 anos da Session UNIK da rádio FIP, no estúdio 104 da Maison de la Radio, em Paris. A cantora explora a memória ancestral e a espiritualidade, a dualidade entre Camille e Gildaa, misturando samba, R&B ou ainda jazz numa criação musical livre e sem fronteiras.
O concerto celebrou uma década de sessões Unik da FIP que imortalizam duetos de cantores inéditos, gravando-os directamente num suporte vinil. Os duetos prensados em séries limitadas - cerca de trezentas exemplares - em discos de 45 RPM, costumam ser vendidos durante o Record Store Day, o dia dedicado às lojas de discos independentes.
A primeira edição, em 2014, contou com o dueto Jane Birkin e Emily Loizeau, seguiram-se Philippe Katerine e o colectivo Catastrophe, Arthur Teboul e Alain Chamfort ou Angélique Kidjo e Catherine Ringer.
No dia 17 de Dezembro, MC Solaar revisitou o seu “New Western” com o grupo de rock The Limiñanas; a cantora Yael Naim retomou “Shine” ao lado da multi-instrumentista franco-brasileira Gildaa e “I love you” de Billie Eilish foi reinterpretada pela harpista soul Sophie Solyveau e pelo saxofonista Laurent Bardainne.
Gildaa, nome artístico de Camille da Silva, subiu ao palco com uma dezena de artistas para este concerto comemorativo dos 10 anos da Session Unik.
Na sua primeira entrevista em língua portuguesa, à RFI, a cantora franco-brasileira Gildaa confessa ter ficado "espantada com o convite”, confessa, explicando que seu nome chegou até os organizadores por indicação da amiga, Sophie Solyveau.
Embora tenha começado no teatro, Gildaa explica que a sua identidade musical nasceu de uma necessidade de autenticidade. “Camille já é outra pessoa, e nós convivemos juntas”, diz, referindo-se à sua faceta teatral: Camille, a actriz que compunha para outros, cedeu espaço a Gildaa, a cantora que agora expressa sua própria voz. "Foi assim que comecei a escrever, procurando uma forma de dizer o que não conseguia na técnica com que trabalhava", conta-nos.
A procura pela memória e pela espiritualidade é outro ponto central na música de Gildaa, para quem a arte é um processo de coexistência entre diferentes mundos. “É um cruzamento de universos”, diz-nos, lembrando que entrelaça cultura brasileira e ocidental. “O importante não é saber quem somos, mas viver o caminho”, afirma.
"Comecei numa cozinha onde a minha mãe faz festas com todo o povo brasileiro em Paris", conta. A sua música mistura de samba, jazz e R&B, uma "feijoada" de influências culturais que se reflectem na liberdade criativa com que compõe.
“A poesia brasileira tem uma forma única de dizer o que não pode ser dito abertamente, enquanto o francês tem mais palavras, mais camadas”, descreve Gildaa, destacando o cruzamento de línguas, que se tornam numa das suas riquezas.
Gildaa vai estar em cena no centro cultural 104 nos dias 14, 15 e 16 de Janeiro e entre os dias 21 a 30 de Janeiro no teatro do Rond Point, em Paris.
A cantora franco-brasileira, Gildaa, actuou no concerto comemorativo dos 10 anos da Session UNIK da rádio FIP, no estúdio 104 da Maison de la Radio, em Paris. A cantora explora a memória ancestral e a espiritualidade, a dualidade entre Camille e Gildaa, misturando samba, R&B ou ainda jazz numa criação musical livre e sem fronteiras.
O concerto celebrou uma década de sessões Unik da FIP que imortalizam duetos de cantores inéditos, gravando-os directamente num suporte vinil. Os duetos prensados em séries limitadas - cerca de trezentas exemplares - em discos de 45 RPM, costumam ser vendidos durante o Record Store Day, o dia dedicado às lojas de discos independentes.
A primeira edição, em 2014, contou com o dueto Jane Birkin e Emily Loizeau, seguiram-se Philippe Katerine e o colectivo Catastrophe, Arthur Teboul e Alain Chamfort ou Angélique Kidjo e Catherine Ringer.
No dia 17 de Dezembro, MC Solaar revisitou o seu “New Western” com o grupo de rock The Limiñanas; a cantora Yael Naim retomou “Shine” ao lado da multi-instrumentista franco-brasileira Gildaa e “I love you” de Billie Eilish foi reinterpretada pela harpista soul Sophie Solyveau e pelo saxofonista Laurent Bardainne.
Gildaa, nome artístico de Camille da Silva, subiu ao palco com uma dezena de artistas para este concerto comemorativo dos 10 anos da Session Unik.
Na sua primeira entrevista em língua portuguesa, à RFI, a cantora franco-brasileira Gildaa confessa ter ficado "espantada com o convite”, confessa, explicando que seu nome chegou até os organizadores por indicação da amiga, Sophie Solyveau.
Embora tenha começado no teatro, Gildaa explica que a sua identidade musical nasceu de uma necessidade de autenticidade. “Camille já é outra pessoa, e nós convivemos juntas”, diz, referindo-se à sua faceta teatral: Camille, a actriz que compunha para outros, cedeu espaço a Gildaa, a cantora que agora expressa sua própria voz. "Foi assim que comecei a escrever, procurando uma forma de dizer o que não conseguia na técnica com que trabalhava", conta-nos.
A procura pela memória e pela espiritualidade é outro ponto central na música de Gildaa, para quem a arte é um processo de coexistência entre diferentes mundos. “É um cruzamento de universos”, diz-nos, lembrando que entrelaça cultura brasileira e ocidental. “O importante não é saber quem somos, mas viver o caminho”, afirma.
"Comecei numa cozinha onde a minha mãe faz festas com todo o povo brasileiro em Paris", conta. A sua música mistura de samba, jazz e R&B, uma "feijoada" de influências culturais que se reflectem na liberdade criativa com que compõe.
“A poesia brasileira tem uma forma única de dizer o que não pode ser dito abertamente, enquanto o francês tem mais palavras, mais camadas”, descreve Gildaa, destacando o cruzamento de línguas, que se tornam numa das suas riquezas.
Gildaa vai estar em cena no centro cultural 104 nos dias 14, 15 e 16 de Janeiro e entre os dias 21 a 30 de Janeiro no teatro do Rond Point, em Paris.
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners
0 Listeners