A cidade de São Paulo está prestes a dar um passo significativo em relação à segurança pública através do projeto Smart Sampa, que visa implementar um sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial. Com a instalação de 200 câmeras de monitoramento na região da Avenida Paulista, escolas, postos de saúde e parques, a gestão de Ricardo Nunes pretende enfrentar os desafios do consumo e tráfico de drogas na Cracolândia, além de reduzir a sensação de insegurança na região central da cidade. No entanto, a iniciativa levanta uma série de questões e preocupações que vão desde a privacidade dos dados até o risco de discriminação racial.
Segundo o coordenador da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB-SP, Luiz Philipe de Oliveira, o edital foi atualizado, mas ainda falta transparência e participação do coletivo da sociedade civil. Para o advogado, a eficácia das câmeras em identificar suspeitos que usem disfarces, como perucas e óculos escuros, pode ser limitada. Nesta quarta-feira, 9, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um traficante de drogas que tentava se disfarçar com uma peruca loira na Cracolândia. Imagens feitas pelos investigadores mostram o suspeito João Vitor Araújo com e também sem longos cabelos loiros, em momentos diferentes, na concentração de usuários conhecida como “fluxo”.
Oliveira também menciona que a velocidade com que o crime pode se adaptar a essas tecnologias é notável. Os criminosos têm a capacidade de se ajustar e evoluir suas táticas, o que pode incluir a manipulação de sua aparência para evitar a detecção por câmeras de reconhecimento facial.
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