A chegada de uma onda de calor no leste dos Estados Unidos esta semana pode fazer Nova York passar dos 41°C até sábado.
As altas temperaturas, registradas na Europa e na Ásia nas últimas semanas, fizeram o Serviço Nacional de Meteorologia emitir, pela primeira vez em dois anos, um alerta de calor extremo para a cidade até a noite de hoje e mobilizaram autoridades.
O prefeito de Nova York, Eric Adams, afirmou que o calor mata mais nova-iorquinos todos os anos do que qualquer outro tipo de evento climático extremo, frisando que lugares para se refrescar na cidade são questão de vida ou morte.
Ontem, o presidente americano Joe Biden anunciou o financiamento de 7 milhões de dólares para melhorar a previsão do tempo e 152 milhões de dólares para garantir água potável no país, em especial nos estados da Califórnia, Colorado e Washington.
Ele, entretanto, resiste a correntes do Partido Democrata e organizações de defesa ambiental que querem a declaração de emergência climática, o que lhe daria poderes para tomar medidas de forma mais ágil.
Os efeitos da mudança climática geraram, nas palavras do secretário-geral da ONU, António Guterres, o começo da ebulição global após a constatação de cientistas de que julho está a caminho de ser o mês mais quente já registrado no planeta.
Para o climatologista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP, Carlos Nobre, resta ao mundo e ao Brasil cumprir as metas estabelecidas pelo acordo de Paris, um compromisso mundial sobre as alterações climáticas que prevê metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa.
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