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Isabel Sequeiros e Bruno Pereira foram escolhidos para fazer parte dos 45.000 voluntários dos Jogos Olímpicos de Paris, que terminam este domingo, 11 de Agosto. "Vim para estes jogos a pensar que ia viver um sonho. Não sabia o que ia acontecer e isto superou tudo. Estamos a ver o processo de dentro, estamos na Aldeia Olímpica, onde convivemos com os atletas, com as delegações, todos os dias. Somos uns sortudos", partilharam os voluntários portugueses.
RFI: O que é que os Jogos Olímpicos representam para vocês?
Isabel: Gosto muito de desporto no geral, Atletismo, no particular, representa o máximo do desporto. Aquela coisa que acontece de quatro em quatro anos e que é muito, muito especial.
Já era o caso antes destes Jogos Olímpicos de Paris?
Sim, já o era antes. A minha primeira memória grande dos Jogos Olímpicos foi quando, em 1984, Carlos Lopes ganhou a medalha de ouro em Los Angeles. É um momento que eu não não esqueço nunca. Todos os anos por essa altura, falta pouquinho, recordo e isso é importante. São muito, muito especiais desde essa altura.
O que é que representam estes Jogos Olímpicos?
Bruno: Para mim era o número um no top dos sonhos. O que é que eu tenho que fazer nesta vida? O primeiro era assistir ou fazer qualquer coisa nos Jogos Olímpicos. É a concretização do sonho, do sonho do miúdo.
Qual é que é a sua missão durante estes Jogos Olímpicos?
Bruno: Sou assistente da delegação colombiana e no fundo, apresentamo-nos e estamos disponíveis para o que eles precisarem naquele dia. As tarefas são diferentes, dependemos um bocadinho daqueles que eles precisam no momento.
Como é que é um dia de um voluntário, são todos diferentes?
São todos diferentes. Nós temos um horário que é pré-definido, o meu é das 14h30 às 22h30. Entramos na plataforma, fazemos o check-in, apresentamo-nos à nossa delegação consoante aquilo que eles precisem. Podemos acompanhar um atleta a determinado sítio, ir buscar bagagens, preparar um quarto são tarefas muito distintas mesmo.
Isabel qual é a sua missão nestes Jogos Olímpicos?
Isabel: Eu tive o bombom maravilhoso de ficar com a delegação de Portugal. Aliás, sou a única portuguesa, não sei porquê que o conseguiu. O nosso objectivo é que o atleta esteja mais confortável possível. Estamos sempre a fazer coisas em prol disso, verificar se está tudo bem nos quartos, se aquilo que eles precisam em termos de nutrição, por exemplo, está em ordem e organizado. Há dias que fazemos muitas coisas porque é preciso. No início foi preciso colocar o nosso edifício bonito para receber os nossos atletas.
Bruno: Como disse a Isabel, temos muito tempo livre e acabamos por também nos permitir de conhecer outras delegações, outros voluntários e acaba por ser quase uma família que se criou porque conhecemos imensa gente e acabamos por criar laços com essas pessoas.
Qual é o espaço que ocupa o desporto nas vossas vidas?
Isabel: Eu sou juiz de atletismo já há muitos, mas sempre gostei de desporto. Não tenho nenhuma ligação a não ser essa de ser juiz e de ser também membro da direcção da associação de Atletismo de Viana do Castelo. O Bruno é diferente.
Bruno: O desporto para mim é o meu modo de vida. Sou formado em Educação Física e sou personal trainer, por isso o desporto já faz parte de mim desde a minha área de formação, mesmo antes em que também fui atleta. Por isso acho que desde que me conheço o desporto está na minha vida.
E quanto aos valores que veicula?
Isabel: Na minha carta de motivação apresentação que escrevi quando me candidatei, mencionei precisamente os valores olímpicos. São todos bons e acho que me representam todos eles.
Bruno: O olimpismo em si representa tudo aquilo que deveria ser projectado numa sociedade perfeita. Nota-se nesta microestrutura que é a Aldeia Olímpica. O sonho é mesmo que isso seja projectado cá para fora e tem-se verificado aqui em Paris. E eu vivo cá há 12 anos e posso dizer que nunca vi a cidade com este ambiente tão eufórico. Está a ser mesmo fantástico.
O desporto cria ligações e nestes Jogos Olímpicos e em Paris tem sido o caso e isso sente-se nas ruas, dentro dos complexos, na Vila Olímpica?
Bruno: Sim, sim. Sente-se em todo o lado. É incrível. Como disse, estou aqui há 12 anos e nunca imaginei nos meus maiores sonhos que a coisa fosse realmente assim. Aliás, muitos parisienses saíram porque acharam ia ser um desastre nos transportes e que ia correr mal. Estamos às portas da cerimónia de encerramento e não tenho nada a dizer. Nada de negativo, sinceramente. Eu acordo com sorriso de orelha a orelha. Vou deitar me com sorriso de orelha a orelha.
Isabel: Sim, eu também. Eu não vivo cá não e só venho de férias. A minha relação com Paris é sempre boa. Agora, em termos desta alegria que o Bruno falou, eu também a sinto. Também acordo a sorrir e adormeço a sorrir. Estou muito, muito feliz porque tenho amigos novos.
Bruno: Mais uma das coisas que os jogos nos trouxeram foi conhecer pessoas como a Isabel de Portugal ou do Brasil ou de outro país qualquer, porque acho que mais ou menos 20% dos voluntários vêm do estrangeiro e acabamos por não só praticar línguas estrangeiras porque dá jeito, mas também conhecer pessoas de toda a parte do mundo.
Isabel há pouco dizia nos que teve que escrever uma carta, que processo foi esse?
Nós fizemos uma candidatura já há muito, muito tempo, há anos e meio com muitas questões às quais nós tivemos de responder. Depois, na parte final, havia uma parte que nem sequer era obrigatória. Nós poderíamos escrever porque é que nós achávamos que devíamos ser seleccionados e aí sim, eu acho que caprichei um bocadinho e expliquei como é que eu era e todos os meus valores, os meus, meus sentimentos, a minha vontade. Porque é que eu queria tanto estar aqui e fui seleccionada. Acho que fui convincente.
Era possível imaginar o que está a acontecer hoje?
Bruno: Não, lá está. Eu vim para estes jogos pensando vou viver um sonho. Mas não sabia o que ia dar de dentro. Sempre assisti aos Jogos Olímpicos, desde miúdo tinha uma experiência de fora, mas não sabemos muito bem o que é que vamos esperar. Isto supera. Mas de longe porque nós também estamos a ver o processo. Estamos na Aldeia Olímpica, então convivemos com os atletas, com as delegações, todos os dias. Por isso, se calhar somos uns sortudos por estar lá.
Como é viver os Jogos Olímpicos a partir dos bastidores?
Somos privilegiados por causa disso. Todos os dias vemos aquilo que os atletas sentem, vemos com que sensações é que vão para as provas. Acompanhamos o staff, a própria delegação, as expetativas, às vezes frustrações, outras vezes muita alegria.
Qual foi momento mais marcante até agora?
Bruno: Para mim foi a cerimónia de abertura. Tivemos a sorte de fazer parte do evento. Tivemos nos barcos para acompanhar os atletas durante todo o percurso. Foi a atmosfera única, embora durante o trajecto não conseguimos acompanhar tudo o que estava a acontecer a nível de acontecimento televisivo. Mas só viver aquela atmosfera... não sei quantas vezes me belisquei para perceber que se estava mesmo ali, dentro do barco.
Bruno, quer partilhar connosco uma história, um encontro com um atleta?
Bruno: Sim, eu tenho uma heroína, a Simone Biles, que tem capacidades incríveis, que vão para além do que o ser humano consegue fazer. Tenho acompanhado a carreira dela desde dos primeiros jogos, quando esteve no Rio de Janeiro e sou completamente fã. Não tive a oportunidade de a cruzar na Aldeia Olímpica. Mas andei à volta do edifício várias vezes e fui espreitando, ia vendo o que é que ela punha nas redes sociais. Parecia quase um paparazzi.
Isabel: Sem querer contribuir para a tua tristeza, Bruno, mas eu cruzei me com ela e, apesar de já ser a noite, e eu não consegui dizer outra coisa que não fosse 'Bonjour'.
Vão continuar a ser voluntários durante os Jogos Paralímpicos?
Eles querem que a energia destes Jogos Olímpicos seja a mesma e estão a fazer tudo para que isso aconteça. A nível de organização, estão a tentar pôr o patamar ao nível dos Jogos Olímpicos. O que tem acontecido é que desde o momento em que os Jogos têm sido difundidos, houve um aumento de venda de bilhetes de quatro ou cinco vezes superior. Por isso espera-se que estejam mais ou menos ao mesmo nível. Agora a dificuldade será o regresso escolar. As pessoas estão a trabalhar, vai ser um bocadinho mais difícil ao nível de público, penso eu. Mas a ideia é que seja que esteja lá em cima também.
A Isabel vai a Portugal, mas volta para os Paralímpicos?
Exactamente. Eu vou na próxima semana porque na minha cidade acontecem as Festas da Agonia e é algo para mim que está só um patamar um bocadinho abaixo dos Jogos Olímpicos. É uma celebração na qual gosto sempre de participar e depois venho já para uma tarefa diferente. Nos Paralímpicos vou estar na La Défense Arena nas provas de natação.
Qual é o momento que levam daqui dos Jogos Olímpicos de Paris?
Isabel: Difícil dizer que não foi a cerimónia de abertura por tudo aquilo que envolveu, mas depois também levo toda aquela alegria que se vive na delegação. Volto a frisar eu tive muita sorte. Eu estou com a delegação de Portugal. Há pessoas muito maravilhosas que nos tratam muito bem, que respeitam o facto, no meu caso, de ser também a primeira vez de estar aqui. Ajudam quando é preciso explicar isto ou aquilo. Levo também aquela relação boa que se estabeleceu dentro da delegação, por outro lado, sem falar do facto de ter agora amigos novos, que eu sei que vão ser amigos por muito tempo, não é, Bruno?
Bruno: Era isso que eu ia falar. O que eu levo se me perguntarem qual é a memória que eu acho que vou guardar, vão ser as pessoas. Esta troca de experiências e de conhecimentos que fizemos, tanto entre voluntários como com as delegações, como com as próprias pessoas que trabalham na Aldeia Olímpica. Acho que é mesmo aquilo que eu levo com a maior recordação. A cerimónia de abertura porque foi excepcional e foi um momento que vivemos só uma vez na vida.
By RFI PortuguêsIsabel Sequeiros e Bruno Pereira foram escolhidos para fazer parte dos 45.000 voluntários dos Jogos Olímpicos de Paris, que terminam este domingo, 11 de Agosto. "Vim para estes jogos a pensar que ia viver um sonho. Não sabia o que ia acontecer e isto superou tudo. Estamos a ver o processo de dentro, estamos na Aldeia Olímpica, onde convivemos com os atletas, com as delegações, todos os dias. Somos uns sortudos", partilharam os voluntários portugueses.
RFI: O que é que os Jogos Olímpicos representam para vocês?
Isabel: Gosto muito de desporto no geral, Atletismo, no particular, representa o máximo do desporto. Aquela coisa que acontece de quatro em quatro anos e que é muito, muito especial.
Já era o caso antes destes Jogos Olímpicos de Paris?
Sim, já o era antes. A minha primeira memória grande dos Jogos Olímpicos foi quando, em 1984, Carlos Lopes ganhou a medalha de ouro em Los Angeles. É um momento que eu não não esqueço nunca. Todos os anos por essa altura, falta pouquinho, recordo e isso é importante. São muito, muito especiais desde essa altura.
O que é que representam estes Jogos Olímpicos?
Bruno: Para mim era o número um no top dos sonhos. O que é que eu tenho que fazer nesta vida? O primeiro era assistir ou fazer qualquer coisa nos Jogos Olímpicos. É a concretização do sonho, do sonho do miúdo.
Qual é que é a sua missão durante estes Jogos Olímpicos?
Bruno: Sou assistente da delegação colombiana e no fundo, apresentamo-nos e estamos disponíveis para o que eles precisarem naquele dia. As tarefas são diferentes, dependemos um bocadinho daqueles que eles precisam no momento.
Como é que é um dia de um voluntário, são todos diferentes?
São todos diferentes. Nós temos um horário que é pré-definido, o meu é das 14h30 às 22h30. Entramos na plataforma, fazemos o check-in, apresentamo-nos à nossa delegação consoante aquilo que eles precisem. Podemos acompanhar um atleta a determinado sítio, ir buscar bagagens, preparar um quarto são tarefas muito distintas mesmo.
Isabel qual é a sua missão nestes Jogos Olímpicos?
Isabel: Eu tive o bombom maravilhoso de ficar com a delegação de Portugal. Aliás, sou a única portuguesa, não sei porquê que o conseguiu. O nosso objectivo é que o atleta esteja mais confortável possível. Estamos sempre a fazer coisas em prol disso, verificar se está tudo bem nos quartos, se aquilo que eles precisam em termos de nutrição, por exemplo, está em ordem e organizado. Há dias que fazemos muitas coisas porque é preciso. No início foi preciso colocar o nosso edifício bonito para receber os nossos atletas.
Bruno: Como disse a Isabel, temos muito tempo livre e acabamos por também nos permitir de conhecer outras delegações, outros voluntários e acaba por ser quase uma família que se criou porque conhecemos imensa gente e acabamos por criar laços com essas pessoas.
Qual é o espaço que ocupa o desporto nas vossas vidas?
Isabel: Eu sou juiz de atletismo já há muitos, mas sempre gostei de desporto. Não tenho nenhuma ligação a não ser essa de ser juiz e de ser também membro da direcção da associação de Atletismo de Viana do Castelo. O Bruno é diferente.
Bruno: O desporto para mim é o meu modo de vida. Sou formado em Educação Física e sou personal trainer, por isso o desporto já faz parte de mim desde a minha área de formação, mesmo antes em que também fui atleta. Por isso acho que desde que me conheço o desporto está na minha vida.
E quanto aos valores que veicula?
Isabel: Na minha carta de motivação apresentação que escrevi quando me candidatei, mencionei precisamente os valores olímpicos. São todos bons e acho que me representam todos eles.
Bruno: O olimpismo em si representa tudo aquilo que deveria ser projectado numa sociedade perfeita. Nota-se nesta microestrutura que é a Aldeia Olímpica. O sonho é mesmo que isso seja projectado cá para fora e tem-se verificado aqui em Paris. E eu vivo cá há 12 anos e posso dizer que nunca vi a cidade com este ambiente tão eufórico. Está a ser mesmo fantástico.
O desporto cria ligações e nestes Jogos Olímpicos e em Paris tem sido o caso e isso sente-se nas ruas, dentro dos complexos, na Vila Olímpica?
Bruno: Sim, sim. Sente-se em todo o lado. É incrível. Como disse, estou aqui há 12 anos e nunca imaginei nos meus maiores sonhos que a coisa fosse realmente assim. Aliás, muitos parisienses saíram porque acharam ia ser um desastre nos transportes e que ia correr mal. Estamos às portas da cerimónia de encerramento e não tenho nada a dizer. Nada de negativo, sinceramente. Eu acordo com sorriso de orelha a orelha. Vou deitar me com sorriso de orelha a orelha.
Isabel: Sim, eu também. Eu não vivo cá não e só venho de férias. A minha relação com Paris é sempre boa. Agora, em termos desta alegria que o Bruno falou, eu também a sinto. Também acordo a sorrir e adormeço a sorrir. Estou muito, muito feliz porque tenho amigos novos.
Bruno: Mais uma das coisas que os jogos nos trouxeram foi conhecer pessoas como a Isabel de Portugal ou do Brasil ou de outro país qualquer, porque acho que mais ou menos 20% dos voluntários vêm do estrangeiro e acabamos por não só praticar línguas estrangeiras porque dá jeito, mas também conhecer pessoas de toda a parte do mundo.
Isabel há pouco dizia nos que teve que escrever uma carta, que processo foi esse?
Nós fizemos uma candidatura já há muito, muito tempo, há anos e meio com muitas questões às quais nós tivemos de responder. Depois, na parte final, havia uma parte que nem sequer era obrigatória. Nós poderíamos escrever porque é que nós achávamos que devíamos ser seleccionados e aí sim, eu acho que caprichei um bocadinho e expliquei como é que eu era e todos os meus valores, os meus, meus sentimentos, a minha vontade. Porque é que eu queria tanto estar aqui e fui seleccionada. Acho que fui convincente.
Era possível imaginar o que está a acontecer hoje?
Bruno: Não, lá está. Eu vim para estes jogos pensando vou viver um sonho. Mas não sabia o que ia dar de dentro. Sempre assisti aos Jogos Olímpicos, desde miúdo tinha uma experiência de fora, mas não sabemos muito bem o que é que vamos esperar. Isto supera. Mas de longe porque nós também estamos a ver o processo. Estamos na Aldeia Olímpica, então convivemos com os atletas, com as delegações, todos os dias. Por isso, se calhar somos uns sortudos por estar lá.
Como é viver os Jogos Olímpicos a partir dos bastidores?
Somos privilegiados por causa disso. Todos os dias vemos aquilo que os atletas sentem, vemos com que sensações é que vão para as provas. Acompanhamos o staff, a própria delegação, as expetativas, às vezes frustrações, outras vezes muita alegria.
Qual foi momento mais marcante até agora?
Bruno: Para mim foi a cerimónia de abertura. Tivemos a sorte de fazer parte do evento. Tivemos nos barcos para acompanhar os atletas durante todo o percurso. Foi a atmosfera única, embora durante o trajecto não conseguimos acompanhar tudo o que estava a acontecer a nível de acontecimento televisivo. Mas só viver aquela atmosfera... não sei quantas vezes me belisquei para perceber que se estava mesmo ali, dentro do barco.
Bruno, quer partilhar connosco uma história, um encontro com um atleta?
Bruno: Sim, eu tenho uma heroína, a Simone Biles, que tem capacidades incríveis, que vão para além do que o ser humano consegue fazer. Tenho acompanhado a carreira dela desde dos primeiros jogos, quando esteve no Rio de Janeiro e sou completamente fã. Não tive a oportunidade de a cruzar na Aldeia Olímpica. Mas andei à volta do edifício várias vezes e fui espreitando, ia vendo o que é que ela punha nas redes sociais. Parecia quase um paparazzi.
Isabel: Sem querer contribuir para a tua tristeza, Bruno, mas eu cruzei me com ela e, apesar de já ser a noite, e eu não consegui dizer outra coisa que não fosse 'Bonjour'.
Vão continuar a ser voluntários durante os Jogos Paralímpicos?
Eles querem que a energia destes Jogos Olímpicos seja a mesma e estão a fazer tudo para que isso aconteça. A nível de organização, estão a tentar pôr o patamar ao nível dos Jogos Olímpicos. O que tem acontecido é que desde o momento em que os Jogos têm sido difundidos, houve um aumento de venda de bilhetes de quatro ou cinco vezes superior. Por isso espera-se que estejam mais ou menos ao mesmo nível. Agora a dificuldade será o regresso escolar. As pessoas estão a trabalhar, vai ser um bocadinho mais difícil ao nível de público, penso eu. Mas a ideia é que seja que esteja lá em cima também.
A Isabel vai a Portugal, mas volta para os Paralímpicos?
Exactamente. Eu vou na próxima semana porque na minha cidade acontecem as Festas da Agonia e é algo para mim que está só um patamar um bocadinho abaixo dos Jogos Olímpicos. É uma celebração na qual gosto sempre de participar e depois venho já para uma tarefa diferente. Nos Paralímpicos vou estar na La Défense Arena nas provas de natação.
Qual é o momento que levam daqui dos Jogos Olímpicos de Paris?
Isabel: Difícil dizer que não foi a cerimónia de abertura por tudo aquilo que envolveu, mas depois também levo toda aquela alegria que se vive na delegação. Volto a frisar eu tive muita sorte. Eu estou com a delegação de Portugal. Há pessoas muito maravilhosas que nos tratam muito bem, que respeitam o facto, no meu caso, de ser também a primeira vez de estar aqui. Ajudam quando é preciso explicar isto ou aquilo. Levo também aquela relação boa que se estabeleceu dentro da delegação, por outro lado, sem falar do facto de ter agora amigos novos, que eu sei que vão ser amigos por muito tempo, não é, Bruno?
Bruno: Era isso que eu ia falar. O que eu levo se me perguntarem qual é a memória que eu acho que vou guardar, vão ser as pessoas. Esta troca de experiências e de conhecimentos que fizemos, tanto entre voluntários como com as delegações, como com as próprias pessoas que trabalham na Aldeia Olímpica. Acho que é mesmo aquilo que eu levo com a maior recordação. A cerimónia de abertura porque foi excepcional e foi um momento que vivemos só uma vez na vida.

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