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Comorbidade é a ocorrência de duas ou mais patologias em um mesmo indivíduo, o que normalmente uma dificulta o diagnóstico e pode piorar o prognóstico e o tratamento da dependência química.
As principais comorbidades associadas à dependência química são:
Transtornos de personalidade
Transtornos de humor
Transtornos psicóticos
Um dos principais problemas no diagnóstico de comorbidades psiquiátricas é que há poucos elementos disponíveis para avaliar o caso, elementos geralmente incertos e potencialmente confundidores.
Dentre estes elementos confundidores, o efeito do uso de substâncias psicoativas, ou a abstinência recente, pode mimetizar, atenuar ou piorar os sintomas físicos, cognitivos, emocionais e comportamentais, o que torna o diagnóstico mais difícil e incerto.
De acordo com os manuais diagnósticos (DSM V; CID 11) para iniciar o processo diagnóstico de comorbidades na dependência química o indivíduo precisa estar em abstinência há pelo menos 30 dias, e o caso deve ser acompanhado por, pelo menos, 6 meses sem remissão de sintomas para poder definir o diagnóstico.
Com isto temos um período de pelo menos 7 meses para concluir o processo diagnóstico, tempo maior do que o tratamento, em alguns casos.
Então por que há tantos e tantos diagnósticos de comorbidades no que diz respeito ao tratamento da dependência química?
Para saber mais sobre isto, escute agora o Podcast com o Dr. Pablo Kurlander.
Tendo em vista as diferentes estratégias e equipamentos que oferecem serviços a pessoas com problemas relacionados ao uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, podemos destacar a extrema relevância que as Comunidades Terapêuticas exercem diante deste cenário.
Havendo uma quantidade muito expressiva de Comunidades Terapêuticas no cenário nacional, é evidente a necessidade de criar estratégias que objetivam fornecer boas práticas e dar embasamento para os serviços realizados nesta modalidade.
Com a elaboração de diferentes políticas públicas destinadas a prevenção e tratamento e reinserção social de pessoas que apresentam problemas por uso de substâncias, é impreterível que o papel das Comunidades Terapêuticas esteja bem especificado. Isso é aplicável tanto para as ações realizadas dentro da CT, como para os trabalhos que a CT realizará articulada com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Para obtermos uma compreensão de maior abrangência sobre estes processos, no Podcast de hoje o Psicólogo Vinicius Marinacci conversa a respeito da Resolução CONAD 01/2015, também conhecida como Marco Regulatório das Comunidades Terapêuticas.
Há muito tempo as Comunidades Terapêuticas desempenham um papel relevante no do tratamento de pessoas que apresentam problemas decorrentes do uso nocivo e dependência de substâncias.
Na atualidade estão cada vez mais presentes nas Políticas Públicas e nas estratégias realizadas pela Rede de Atenção Psicossocial – RAPS.
No intuito de normatizar e fornecer direcionamentos para os serviços de Comunidades Terapêuticas, foram elaboradas diferentes legislações que objetivam embasar tanto as ações por elas desenvolvidas quanto as diretrizes para a inserção na RAPS.
No Podcast de hoje o Psicólogo Vinicius Marinacci apresenta uma leitura intertextual dos principais conceitos técnicos e legais sobre as Comunidades Terapêuticas presentes nas principais legislações brasileiras.
A RDC nº 29, de 2011, dispõe sobre os requisitos de segurança sanitária para o funcionamento de instituições que prestem serviços de atenção a pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas.
Publicada em 30 de junho de 2011, esta resolução revogou a RDC nº 101/2001, que estava vigente até aquele momento.
A RDC nº 29/2011 instrui sobre:
Para saber mais sobre este tema, escute agora o Podcast.
Na última década, quem trabalha na área da dependência química assistiu ao crescimento vertiginoso do mercado de venda de CRTs para Terapeutas Holísticos, principalmente no meio do mercado das internações involuntárias clandestinas.
Em 2011 foi apresentado o Projeto de Lei 1297/11 pelo deputado Giovani Cherini (PDT-RS) que visava regulamentar a profissão do Terapeuta Holístico no Brasil, porém ainda não foi aprovado.
Isto significa que embora a Terapia Holística seja uma profissão reconhecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o nº 3221: Tecnólogos e técnicos em terapias complementares e estéticas – nº 3221-25: Terapeuta holístico, não é uma profissão regulamentada, portanto não é necessário nem fazer um curso ou ter uma carteirinha para exercer a profissão. Desde que tenha aprendido as técnicas de forma autodidata, é possível se denominar de Terapeuta Holístico.
Uma vez que a profissão não é regulamentada, não existe um conselho central que reúna e determine as regras que todos os Terapeutas Holísticos devem seguir, algo como o CFP ou o CFM.
Assim, uma profissão que em sua origem seria de ajuda e cura, tornou-se no Brasil um mercado que muitas vezes contribui com o despreparo e o amadorismo de quem lida com o sofrimento humano.
Durante o Período Republicano, o Presidente Wenceslau Braz sancionou o Decreto nº 11.481, de 10 de fevereiro de 1915, o qual incorporou à legislação brasileira a Convenção Internacional do Ópio aprovada em Haia em 1912, inserindo formalmente o país no regime internacional de controle de drogas.
Depois disso se passaram 90 anos e foram publicados mais de 50 instrumentos normativos focados unicamente na repressão (combate) ao tráfico de drogas, até surgir a primeira legislação brasileira que tratasse da questão das drogas de forma diferente.
Foi quando foi publicada a Resolução CONAD 03/2015, que deu origem à Lei de Drogas 11.343/2006, que apresentam 5 Eixos de Atuação da Política sobre drogas:
Note-se também a mudança do termo Política Antidrogas por Política sobre Drogas, o que representa uma mudança de paradigma na compreensão da questão das drogas no país.
Embora esta mudança ainda não tenha se concretizado totalmente, não tem como negar que esta guinada representou grande avanço no cenário nacional.
Quer saber mais sobre isso?
Acesso o nosso curso: Legislação de Comunidades Terapêuticas no Brasil
https://ead.eurekaeducando.com.br/curso/legislacao-de-comunidades-terapeuticas-no-brasil
Considerando os estilos de comunicação interpessoal passivo, agressivo e assertivo, você já parou para analisar qual é o seu modo de interagir com as outras pessoas?
Um bom meio para identificar seu estilo de comunicação é avaliando a qualidade dos seus relacionamentos interpessoais.
Uma boa compreensão a respeito dos estilos de comunicação interpessoal também pode auxiliá-lo tanto a identificar qual estilo você vem utilizando mais, como ajudá-lo com estratégias para desenvolver a assertividade.
E ai, ficou interessado pelo tema?
Então fique ligado no podcast de hoje, com o Psicólogo Vinicius Marinacci, e aprenda mais sobre os estilos de comunicação interpessoal.
Se as habilidades sociais são as ferramentas que uma pessoa dispõe para interagir de modo eficaz com seu meio ambiente, o Treinamento de Habilidades Sociais é considerado um método de trabalho estruturado, em que por meio da prática pode-se adquirir ou aperfeiçoar os comportamentos assertivos e as habilidades sociais necessárias para lidar com conflitos e problemas, ou seja, podemos melhorar a qualidade do ELO que nos liga ao meio.
Partindo do princípio de que o ambiente natural no qual estivemos inseridos (por exemplo família, grupo de amigos e pessoas próximas) não tenha facilitado o aprendizado de habilidades sociais, este ambiente pode ter corroborado também para o desenvolvimento de uma série de estratégias de enfrentamento mal-adaptativas e disfuncionais.
Se essa for a sua realidade, ou se você conhece alguém que passa por essa situação, acalme-se, nem tudo está perdido!
No Podcast de hoje o Psicólogo Vinicius Marinacci explica como o Treinamento de Habilidades Sociais pode ajudar o indivíduo a treinar e aprender novas respostas de enfrentamento para lidar assertivamente com tais situações.
O que são as Habilidades Sociais?
A definição e explicação de conceitos psicológicos sempre foi algo controverso. Entre a linha tênue que separa o senso comum e o conhecimento científico, observamos que a definição de conceitos importantes apresenta certos equívocos e, por este motivo, merecem maiores esclarecimentos.
No caso das Habilidades Sociais, torna-se necessário esclarecer alguns pontos-chave.
Você já parou para responder a pergunta: O que são habilidades sociais?
De certo modo, temos um saber intuitivo, advindo do senso comum.
Nesta perspectiva podemos dizer: Habilidades Sociais são estratégias que nos auxiliam nos relacionamentos interpessoais ou que nos ajudam a desenvolver um estilo de comunicação assertivo.
De fato, essas explicações estão certas, porém não são suficientes para abarcar a complexidade que gira em torno deste tema.
Fique ligado no Podcast de hoje com o Psicólogo Vinicius Marinacci para saber mais a respeito desse tema.
Dando continuidade ao podcast anterior, com a falta de regulação e fiscalização dos locais para internação de dependentes químicos proliferaram as clínicas clandestinas e com isso o mercado dos CAPTADORES.
Grupos de Facebook, WhatsApp, impulsionamento de sites no Google (que inclusive bloqueou este tipo de propaganda) e até sites de leilão de vagas, tudo para ficar com a primeira mensalidade, sem nenhuma forma de avaliação diagnóstica nem cuidados mínimos.
Este tipo de atividade pode ser comparada com a do Capitão-do-mato da época da escravidão, que tinha como função caçar, capturar e castigar escravos fugitivos.
O Capitão-do-mato geralmente era um homem livre, porém pobre, geralmente escravo ou negro alforriado, que sendo também uma vítima da lógica escravagista, encontrava nesta infame profissão o seu único meio de subsistência.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander denuncia a lógica perversa das internações involuntárias clandestinas e todo o mercado ilegal que movimenta.
Também descreve mais detalhadamente os critérios legais constante no Código Penal (Decreto-Lei 2848/1940 e suas atualizações) que configuram estas ações no crime de sequestro e cárcere privado, com previsão de pena de 2 a 5 anos de prisão.
Para saber mais sobre isto, escute agora o Podcast de hoje.
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