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O conceito de Lapso é geralmente interpretado nos ambientes de tratamento e recuperação como uma desculpa para voltar ao uso, como algo que não existe tecnicamente, ou como uma forma de minimizar o risco da recaída.
No Podacst de hoje o Dr. Pablo Kurlander explica como o Lapso é um conceito estudado e aceito na comunidade científica internacional há várias décadas, e que, considerando que manutenção permanente da abstinência acontece na minoria dos casos, a compreensão e manejo do Lapso é considerada uma das formas eficazes de prevenção da recaída.
Também explica como o moralismo e a falta de abordagem técnica tem contribuído com que muitos episódios de Lapso se convertam inevitavelmente em situações de recaída total, e como isto acaba confirmando falsamente a teoria de que não existe Lapso de fato.
Escute agora o Podcast e entenda mais sobre o assunto.
Embora muito se fale sobre a recuperação ser a “arte de se contrariar”, como vimos no Podcast #5, isso é algo mal compreendido, com base em modelos ultrapassados de tratamento e recuperação.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre a busca de uma recuperação que faça sentido, de poder fazer escolhas, de não ficar apenas no sofrimento pela abstinência, mas sim desfrutar da riqueza da vida.
Para isso aborda dois conceitos básicos do comportamento humano:
Como você poderá entender neste Podcast, a manutenção dos comportamentos por Reforço Negativo, principalmente quando se trata da manutenção da abstinência, pode desencadear em outros problemas como:
Escute o Podcast e entenda mais sobre o assunto.
Depois da série “Punição não trata”, no Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre como gerir as situações de conflito na Comunidade Terapêutica e nos locais de tratamento de forma terapêutica e adequada.
Para isto explica o conceito de Assembleia Comunitária, que é uma das bases da essência da Comunidade Terapêutica original, idealizada por Maxwell Jones, com foco na Democratização e Horizontalização das relações, buscando com isso a Gestão Compartilhada do processo e do espaço terapêutico.
A Assembleia Comunitária tem como foco:
Por meio da Assembleia Comunitária o grupo se torna uma unidade autorreguladora, que define os seus interesses e busca a forma de chegar a eles.
Quer saber mais sobre isto?
Escute agora o Podcast!
Uma das formas mais utilizadas para tentar “ensinar” sobre comportamentos inadequados e tentar produzir uma mudança durante o tratamento da dependência química nas Comunidades Terapêuticas e outros locais de tratamento é a retirada de privilégios.
Não poder assistir TV, perder esporte e lazer, saídas e visitas, etc., são estratégias muito comumente utilizadas.
Porém o que é privilégio, o que é necessidade e o que é direito básico, dentre estas?
Para entender melhor isto, o Dr. Pablo Kurlander explica a diferença entre:
É fundamental reconhecer que quando, na tentativa de que uma pessoa melhore, a impedimos de ter acesso àquilo que é necessário para o seu desenvolvimento (necessidades) ou quando violamos direitos básicos em nome da recuperação, os resultados dificilmente poderão ser positivos e duradouros.
Dando continuidade à série sobre o conceito de punição e como não é uma forma eficaz de produzir mudanças comportamentais profundas e duradouras, no Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre uma prática muito utilizada e culturalmente aceita no universo do tratamento da dependência química em Comunidades Terapêuticas e outros locais de tratamento: a utilização do trabalho como forma de punição.
Trabalhos como lavar a louça, limpar a casa, carpir e outras atividades laborais diversas têm sido utilizadas como recursos para reeducar os acolhidos e mostrar a necessidade da mudança de comportamento.
Mas algo tão importante e necessário como o trabalho, não corre o risco de ser deturpado e perder seu valor terapêutico quando usado desta forma?
Para entender melhor este problema, será analisado à luz de dois conceitos básicos da Psicologia Comportamental:
No Podcast #6 vimos como a punição não é uma forma efetiva para produzir mudanças a longo prazo na vida do dependente químico em tratamento.
Porém como fazer para conseguir manter a ordem diária sem precisar das punições para isso?
Quanto mais a regra fizer sentido para o indivíduo, mais ele estará propenso a segui-la, sem necessidade de punição ou coação.
Por isso, quando o grupo, ou parte deste, não está seguindo as regras estabelecidas, antes de julgar e avaliar negativamente as pessoas, precisamos nos perguntar se as regras realmente estão fazendo sentido.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre 3 conceitos importantes que nos ajudarão a compreender melhor esta questão:
Embora ainda muitos acreditem que a recuperação é um processo que se baseia na capacidade de contrariar os próprios desejos, Dr. Pablo Kurlander fala neste Podcast sobre pesquisas como a da Ratolândia nos mostram que isto não é verdade.
Embora saber contrariar e adiar alguns dos desejos seja um recurso muito importante para a vida de qualquer ser humano (não somente para os dependentes químicos) a recuperação deve estar fundamentada na capacidade de desfrutar das inúmeras possibilidades que a vida oferece e que são muito mais intensas e prazerosas do que o consumo de drogas.
Quem atingiu este nível de recuperação sabe que a luta diária não é para se manter em abstinência, mas para continuar se desenvolvendo como ser humano, para continuar perseguindo seus objetivos e sonhos.
Quem disse que punição tem efeito terapêutico conhece apenas uma parte dessa história.
Partindo do conceito de Tratamento Moral, exposto no Podcast #4, no Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre as diversas formas de punição têm sido usadas no intuito de “moralizar” as pessoas desajustadas ou com comportamentos considerados desviantes.
Desde as ações sociais a grande escala (aprisionamento) até as punições cotidianas usadas em diversos locais para tratamento da dependência química.
Porém, se olharmos com mais cuidado para este tipo de realidade veremos que a punição não somente não trata, como também acaba produzindo efeitos negativos a curto, médio e longo prazo.
Escute o Podcast de hoje e saiba mais sobre isto.
Recuperação é a arte de se contrariar!
Quem já não ouviu esta afirmação, ou até mesmo a proferiu inúmeras vezes?
Dr. Pablo Kurlander explica no Podcast de hoje como este conceito, além de inadequado, foi e ainda é distorcido por muitas pessoas e em muitas instituições como mecanismo de manipulação para que a pessoa em recuperação se submeta a condições inadequadas e aceite intervenções que nada têm de terapêuticas.
No Podcast de hoje o Dr. Pablo Kurlander fala sobre Defeitos de caráter, um conceito ultrapassado que precisa ser abolido, sendo ainda um resquício do Tratamento Moral do Século XVIII.
Quando se compreende na CT que o indivíduo se comporta de uma determinada maneira “errada” por causa dos seus “defeitos de caráter”, está se retomando o conceito de que existe uma falha moral, de caráter, que impele o sujeito a se comportar dessa forma, e não que existem uma infinidade de contingências que contribuem e determinam esse comportamento, muito além de sua vontade ou da sua capacidade de escolha.
É difícil de compreender em muitas ocasiões, mas raramente o indivíduo realmente escolhe o seu comportamento de forma voluntária, principalmente considerando que cada indivíduo escolhe os seus comportamentos dentre aqueles que compõem o seu repertório comportamental.
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